“Poste a capa de um grande álbum” e temos a playlist da corrente

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Desconheço a origem, mas a corrente que desafiou amigos no Facebook a compartilharem capas de discos que considerem relevantes animou a turma. Brincadeira simples. Não é preciso escrever qualquer coisa sobre o disco escolhido. Basta seguir as regras:

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“O jornalismo precisa estar onde as pessoas estão”

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Como o jornalismo online evoluiu nos últimos anos?

Sempre comparo o ecossistema midiático com o biológico. Durante anos, eu dizia que o ambiente midiático evoluiria de um ecossistema baseado na escassez para um ecossistema de uma floresta úmida, baseado na abundância. Isso já aconteceu: a revolução digital foi um dilúvio e os meios de comunicação estão evoluindo para se adaptar. Nós já temos um ecossistema midiático muito diferente de antes e as empresas tradicionais já deram e continuam dando muitos passos para se modificar.

Como o sr. vê o impacto das redes sociais no jornalismo?

A essa altura do campeonato, nenhum veículo de comunicação que se preze pode se dar ao luxo de ignorar ou menosprezar o fenômeno das redes sociais. Além disso, não se pode pensar nas redes sociais como um mero gerador de tráfego para os sites. Para o bem ou para o mal, está acontecendo uma concentração forte nas redes sociais, em especial no Facebook, e há vários fatores técnicos que justificam isso.

Leia a entrevista completa com o jornalista Rosental Calmon Alves, diretor do Knight Center for Journalism in the Americas, no novo site do Estadão.

Do El País: Facebook prioriza conteúdo produzido na própria plataforma

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Há alguns meses a presença dos meios de comunicação na rede social diminui. Cai tanto a participação dos usuários com links quanto o alcance das notícias que os meios publicam em suas páginas, segundo várias pesquisas. Essa queda coincide com a mudança do algoritmo e com o auge dos vídeos nativos, publicados na mesma plataforma da rede social, em especial dos transmitidos ao vivo.

Não são as únicas novidades. O Facebook, em sua tentativa de manter os usuários o máximo de tempo possível no serviço, lançou no ano passado o Instant Articles, ferramenta que permite ao usuário ler notícias dos meios de comunicação sem sair da plataforma. O objetivo é concentrar o tráfego dentro da rede social. E põe os meios de comunicação diante de um dilema inédito: para melhorar a distribuição de seu conteúdo precisam publicá-lo na página de um terceiro.

Leia o texto completo no El País.

Americanos não confiam em notícias do Facebook

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Em tempos de compartilhamento de notícias falsas no Brasil por causa da confusão política em que estamos metidos, eis um dado para reflexão: apenas 12% dos americanos confiam nas notícias publicadas no Facebook. Este é um dos números da pesquisa sobre credibilidade de notícias publicadas em redes sociais realizada pelo projeto Percepções da Mídia (Media Insights Project). A rede mais confiável para os americanos é o LinkedIn, com índice de credibilidade na casa dos 30%.

Como seria este índice entre leitores no Brasil?

Via Observatório da Imprensa (onde você encontra links para o estudo completo).

Você confia nas notícias que lê nas redes sociais?

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Facebook tem cada vez mais notícias e menos posts pessoais

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O Facebook está trabalhando para combater a queda nas postagens de conteúdo original e pessoal dos usuários, o combustível que ajuda a movimentar a máquina de dinheiro no coração de sua rede social, segundo pessoas familiarizadas com o assunto.

As postagens gerais continuaram “fortes”, segundo o Facebook. Contudo, os usuários têm se mostrado menos dispostos a postar sobre suas vidas pessoais devido ao aumento de suas listas de amigos, disseram as pessoas.

Em vez disso, a base de 1,6 bilhão de usuários do Facebook está postando mais notícias e informações de outros sites. À medida que o tempo vai passando, os usuários do Facebook podem, ao longo de uma década, ter adicionado muitos conhecidos como amigos.

Leia a reportagem completa no site da Exame.

Facebook engolindo jornalismo

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“Algo muito dramático está acontecendo com nosso ambiente de mídia, a esfera pública e nossa indústria jornalística, passando quase totalmente despercebida e certamente sem o nível de escrutínio público e debate que merece.

Nosso ecossistema de notícias mudou de modo mais dramático nos últimos cinco anos dos que nos quinhentos anos anteriores. Estamos testemunhando grandes saltos técnicos – realidade virtual, vídeo ao vivo, “bots” jornalísticos com inteligência artificial, mensagens instantâneas e apps de bate-papo. Estamos vendo imensas mudanças nos controles e nas finanças, colocando o futuro do setor de publishing na mão de alguns poucos, que agora controlam o destino de muitos.

As redes sociais não engoliram apenas o jornalismo – elas engoliram tudo. Engoliram campanhas políticas, o sistema bancário, histórias pessoais, a indústria do lazer, o varejo, até governos e segurança. O telefone no bolso é nosso portal para o mundo. Traz muitas oportunidades, mas também vários riscos existenciais.

O jornalismo é uma pequena atividade secundária dentro do negócio central das plataformas sociais, mas é uma atividade de grande interesse para os cidadãos.

A internet e as redes sociais permitem que os jornalistas façam melhor o seu trabalho, mas ao mesmo tempo tornam o publishing uma atividade não econômica.”

Leia o artigo completo de Emily Bell, diretora do Tow Center for Digital Journalism na Columbia Journalism School, traduzido por Sérgio Kulpas no Webinsider.

Sobre as redes sociais na semana mais quente do FlaFlu político

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O acirramento do FlaFlu político nos últimos dias com as manifestações, a nomeação de Lula, os grampos e as liminares esquentou as coisas ainda mais nas redes sociais. Neste turbilhão de postagens no Facebook e no Twitter, qual tem sido o valor de tudo o que se publica nestes canais como ingredientes para reportagens?

Pelo o que pude acompanhar, quase nenhum. O FlaFlu pegando fogo nas redes sociais é explorado (e muito bem explorado) pelos veículos para distribuição de conteúdo e geração de tráfego. “Redes sociais como fonte de conteúdo colaborativo” não tem sido um mantra neste caso. Risco de “tomar partido”? Na geração de pautas, o de sempre: a graça do “Veja os memes” ou a futilidade do “Veja fotos dos famosos nas manifestações“.

Fora isso, um ou outro destaque baseado no monitoramento de menções, uma ou outra repercussão sobre polêmicas como a foto do casal com a babá, uma ou outra reportagem repercutindo opinião de algum especialista. Ou o aproveitamento de comentários específicos como a repercussão de uma capa ou de um editorial. Aliás, crítica à mídia é o que não falta nas redes sociais. Há muitas críticas coerentes e que devem ser feitas (o momento pede) e outras menos qualificadas da turma que (pensa que) é especialista em jornalismo.

A guerra das liminares

O episódio das liminares contra a posse de Lula como ministro é um caso à parte. Quando a primeira foi expedida, o Facebook virou fonte por causa dos posts anti-Dilma publicados pelo juiz que concedeu a liminar. A falta de bom senso dele levantou boas discussões inclusive sobre o uso de redes sociais por pessoas com funções públicas. Juiz não deve ser e parecer imparcial?

Depois, a questão das liminares virou o “desafio do F5” com os veículos acompanhando as novas decisões e o público das redes sociais tentando não se perder com as atualizações. Ficou um tanto quanto confuso em alguns momentos com os compartilhamentos frenéticos a cada nova notícia, além daqueles usuários retardatários compartilhando decisões anteriores como sendo as mais recentes.

Do que eu vi, por parte dos veículos, faltou um capricho maior na publicação das chamadas de atualização. Alguns optaram por usar uma vinheta “urgente”, mas achei em geral os títulos muito parecidos e as tags e imagens pouco informativas. Os menos desavisados realmente poderiam perder a “conta”.

8 destaques do Primeiro Digital

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Clique nas imagens e confira as sugestões de leitura dos posts mais recentes do Primeiro Digital.

O impacto da capa

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Ao longo do dia, você deve ter ouvido que a “revista Isto É antecipou sua edição, que normalmente circula sempre aos sábados” por causa da reportagem sobre a delação do senador Delcídio do Amaral na Operação Lava-Jato. Estranhei essa de “antecipar a edição”. É muito pré-internet, não? É como se a gente precisasse correr até a banca para comprar um exemplar. E não é isso: a Isto É, acertadamente, liberou a reportagem e toda a documentação na internet.

Por isso, o certo seria dizer que a revista antecipou a publicação do conteúdo. Mas entendo a Isto É. Não dá para esquecer sua plataforma principal e também seria burrice não tirar proveito de uma oportunidade com uma capa tão explosiva. Não por acaso, a capa da “edição antecipada” está ilustrando chamadas nas redes sociais e ajudando a propagar a reportagem também pela semelhança com a famosa capa de Veja com Pedro Collor, que detonou o processo de impeachment de Fernando Collor – mesma manchete “conta tudo”.

Fez bem a Isto É, mas cabe a gente pensar no impacto que uma capa de revista ainda tem junto ao público na internet – público este que dificilmente vai comprar um exemplar. Quem explica?

Monitoramento das redes sociais poderia ter salvo Glória Pires de vexame na transmissão do #Oscar2016

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Por Linete Martins*

“Só morre quem está ao vivo”. Gosto muito dessa frase do Ernesto Paglia, repórter da TV Globo, que li um tempão atrás em um artigo com referências às coberturas ao vivo, publicado em revista sobre a nossa profissão, o Jornalismo.Muitaa responsabilidade para profissionais dessa área que, além do conteúdo, estão submetidos ao julgamento público sobre sua imagem, voz, roupa, numa sociedade intensamente midiática e com respostas instantâneas, para o bem e para o mal.

Nesta noite de domingo, Glória Pires, atriz maravilhosa, foi o exemplo clássico de como a imagem de alguém com uma carreira consolidada pode sofrer alguns arranhões imediatos por deslizes ao vivo – principalmente se o fato é algo como o Oscar, com milhões de pessoas ligadas na programação. Seu ar blasé, seus comentários monossilábicos – “bacana”, “interessante”, “merecido” – sobre os filmes que viu e alguns comentários do tipo “não vi”, “não posso opinar”, “não sou boa de premonição” surpreenderam. Twitter bombou, Facebook também. Memes engraçadíssimos tomaram conta das redes junto com perguntas como: “O que ela está fazendo ali”?

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E-book “Jornalismo sem manchete” analisa novos formatos de texto e de leitura

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A jornalista Luciana Moherdaui, uma das participantes da segunda edição da série Grandes Temas para Discussão sobre Jornalismo Digital, está lançando “Jornalismo Sem Manchete – A implosão da página estática” (Editora Senac). A versão e-book já está à venda nas lojas da Apple Store e da Kobo Store. Em sua página na internet, Luciana disponibilizou para leitura o prefácio do livro, assinado por Giselle Beiguelman, pesquisadora na área de preservação da arte digital, do patrimônio imaterial e do design de interface.

Da cultura da página à cultura dos dados

jornalismosemmancheteO livro de Luciana Moherdaui, Jornalismo sem manchete: a implosão da página estática, é muito mais do que uma discussão sobre o impacto da internet nos modos de produzir notícias. É, acima de tudo, uma longa e rigorosa pesquisa sobre os novos formatos de textos e de leitura que emergem com as redes, especialmente após a explosão das chamadas redes sociais, como Facebook, Twitter, etc. Em uma frase, é um mapeamento do terreno e de seus abalos sísmicos, contemplando, de dentro do terremoto, momentos marcantes da transformação da cultura da página em cultura dos dados.

Não se trata de um manual de redação para contextos on‑line nem de um livro de ajuda para “sobreviver” ao processo – irreversível – de digitalização da cultura. Fruto de um doutorado em comunicação e semiótica na PUC/SP, que contou com o apoio do UOL Bolsa Pesquisa, a obra de Luciana coloca frente a frente as estratégias de busca de conteúdo noticioso e de construção de sentindo narrativo dos leitores com a capacidade das empresas tradicionais de jornalismo em absorvê‑las.

Leia o prefácio completo.

Um novo modo de consumir notícias, por @ericmessa no @meioemensagem #LinkRecomendado

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Eric Messa, coordenador do Núcleo de Inovação em Mídia Digital da FAAP/SP, assina ótimo artigo no Meio & Mensagem sobre a perda de leitores no meio impresso, do qual destaco o seguinte trecho:

“O jornal, por exemplo, vem perdendo leitores pois, independentemente da idade, quase ninguém mais tem aquele hábito antigo (característico do jornal) de fazer uma leitura tranquila pela manhã, antes de sair para o trabalho. O mercado acelerou o ritmo do homem. Hoje já acordamos trabalhando. Tem gente que acorda e imediatamente já está respondendo ao WhatsApp do trabalho, mesmo antes de sair da cama.

Vou além, se não temos mais tempo para ler um jornal impresso, quem consegue, em meio à correria do nosso dia a dia, parar por cerca de uma hora para ler com calma um portal de notícias? Minha hipótese é a de que está diminuindo o número de pessoas que acessam a página de entrada dos sites de notícias.

Nem por isso as pessoas andam desinformadas. Não é essa minha conclusão. Apenas o comportamento delas que mudou. As pessoas continuam consumindo notícias, mas ao longo do dia, de forma fragmentada, por meio das redes sociais.”

Leia o artigo completo no Meio & Mensagem e confira a lista de apontamentos usados por Messa para comprovar sua hipótese.

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Hiperlocal de verdade não precisa “anabolizar” audiência

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O Jornal de Santa Catarina, de Blumenau, fez história no jornalismo catarinense. Junto com O Estado e A Notícia formou a trinca de jornalões que mais do que uma cobertura ampla, com sucursais nas principais cidades do estado, também ajudou a formar muitos dos melhores profissionais da nossa imprensa.

Tempos depois, vendido para o Grupo RBS, o jornal passou por profundas mudanças. O apelido Santa ganhou destaque na capa, o formato migrou para o tablóide e a linha editorial virou o foco para Blumenau e região. Virou um jornal hiperlocal e funcionou.

Por isso, sempre lamento quando vejo veículos como o Santa, com uma proposta clara de cobertura do que acontece na cidade onde está localizado, partindo para a “ignorância” em suas versões digitais com assuntos que nada tem a ver com a linha editorial. Vejam a sequência de tweets publicados na noite deste sábado (13).

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São temas relevantes? Sim, mas estão no Santa por que são relevantes ou por que é uma ação para “anabolizar” a audiência? Ou seja, publica-se tudo o que pode gerar acessos, mesmo indo contra o perfil do veículo. Aliás, prova de que esta é a intenção é que a página inicial do Santa destaca assuntos de Blumenau e não os de fora.

Não acredito neste tipo de opção de audiência pela audiência. Sou sempre a favor de seguir a linha com foco bem definido. Neste caso, sendo hiperlocal e abrindo quando houver realmente um tema relevante de fora, mas que tenha alguma re relação com o local. Eleições, atentados, epidemias… E isso tudo, de preferência, bem organizado, caracterizado como “conteúdo de fora” – um blog ou seção Mundo Brasil, por exemplo, e nunca misturado com as últimas do site.

O DC acertou

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O Diário Catarinense, de Florianópolis, adotou uma atitude correta diante de uma prática comum – infelizmente – entre os usuários do Facebook: o compartilhamento de notícias antigas sem qualquer contextualização com um fato recente ou aviso sobre data original de publicação. A notícia velha compartilhada é de 2014, publicada pelo DC no dia 4 de janeiro, e trata da questão da balneabilidade das praias de Santa Catarina. O assunto esteve (e ainda está) nas manchetes neste começo de 2016 por causa de novos problemas relacionados com poluição em praias em Florianópolis. E isso acabou sendo o gatilho para o compartilhamento da notícia de 2014.

Diante disso, o DC tomou o cuidado de incluir um comunicado na notícia velha que está sendo compartilhada, antes do início do texto.

COMUNICADO: O Diário Catarinense esclarece que esta matéria foi publicada em 4 de janeiro de 2014 e não se refere, portanto, aos dias 9 e 10 de janeiro de 2016. A Fatma esclarece que não há qualquer orientação neste sentido para a temporada de 2016.

E em sua página no Facebook, o DC compartilhou uma nota de esclarecimento.

ATENÇÃO!

O DC esclarece que a matéria “Fatma recomenda banhistas a evitarem as praias catarinenses no final de semana…

Publicado por Diário Catarinense em Quinta, 7 de janeiro de 2016

Decisões como esta precisam ser cada vez mais comuns. Para isso, os editores não podem deixar de acompanhar o que está sendo compartilhado do veículo nas redes sociais e principalmente o que está sendo mais acessado, de acordo com o contador de audiência do site/portal/blog. E vale a pena, mesmo que alguns comentaristas continuem defendendo o compartilhamento da notícia velha…

Em alguns casos, até como prevenir qualquer chance de confusão, é importante colocar uma referência de data já no título. Divulgação de listas de aprovados em vestibular, por exemplo. O “Confira a lista de aprovados no vestibular da UFSC” é um título-campeão, bom de busca, mas sem a data pode levar o vestibulando para uma página com o listão antigo. O ideal seria “Confira a lista de aprovados no vestibular 2016 da UFSC”.

Em tempo: a Fatma mantém um mapa online atualizado da balneabilidade das praias de Santa Catarina onde é possível acompanhar os pontos próprios e impróprios para o banho. Acesse.

Livro “Questões para um jornalismo em crise” será lançado nesta quarta em Florianópolis

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Será lançado nesta quarta-feira (9), em Florianópolis, o livro “Questões para um jornalismo em crise” (256 páginas, Editora Insular). Organizado pelo professor e jornalista Rogério Christofoletti, “Questões…” reúne treze artigos produzidos por mestrandos e doutorandos do curso de Pós-Graduação em Jornalismo da UFSC e aborda temas como newsgames, reportagens multimídia, infografias interativas, segunda tela, convergência dos meios, redes sociais, novas audiências, ensino de jornalismo, entre outros.

O lançamento acontece na Tralharia, que fica na rua Nunes Machado, 104, no centro, entre as ruas Tiradentes e Victor Meirelles, a partir das 19h30. “Questões para um jornalismo em crise” poderá ser comprado no site da Editora Insular: www.insular.com.br.

Saiba mais sobre o PosJor UFSC.

Os principais assuntos do Twitter em 2015

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O Twitter divulgou nesta segunda-feira (7) um balanço com dados da rede social em 2015, com destaque para os assuntos mais tweetados. O levantamento está detalhado no blog do Twitter  e no site exclusivo para apresentação dos dados também aparece listas de mais influentes, novas vozes e mais retweetados.

Em temos de Twitter Brasil, destaca para o Twitter como segunda tela com o perfil do programa Master Chef, da Band, abocanhando o primeiro lugar. No ranking mundial, momentos de grande comoção como os recentes atentados em Paris se destacaram.

Veja os principais assuntos em 2015 no Twitter

#AnoNoTwitter

Infográfico mostra perfil do twitteiro brasileiro

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O Twitter divulgou em forma de infográfico o resultado da pesquisa #QuemUsaOTwitter, com dados sobre hábitos e interesses dos brasileiros que usam o microblog.

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Baixe o PDF.

 

“Não temos mais palavras” ou a capa virou post de Facebook?

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Publiquei mais cedo no meu Facebook a capa da edição de hoje do jornal Estado de Minas com a pergunta “Não tem mesmo mais palavras?” por considerar um erro a solução escolhida pelo veículo diante de um fato tão relevante quanto a tragédia da lama tóxica. “Não temos mais palavras”?

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Dos comentários que meus amigos fizeram no meu post, trago para cá o do Bruno Volpato, editor do ND Online / RIC Mais, e que aponta um caminho perigoso que os jornais estejam adotando em suas versões impressas, especialmente em suas capas. Escreveu o Bruno:

Os jornais impressos estão “se adaptando” à linguagem das redes sociais, mais especificamente dos comentaristas. Acho que essa capa segue uma linha de buscar a identificação do leitor, que também fica “sem palavras” ao ver isso tudo. Só que a nossa função é outra, né, é justamente buscar e fornecer essas “palavras”. Dá um ruim de ver tanta decisão equivocada, bicho.

Faz sentido e faz pensar. Alguns jornais “arevistaram” suas capas (o verbo morreu em alguns), mas nesta do Estado de Minas não é nem revista. É post no Facebook. Só faltou #NãoTemosMaisPalavras publicada assim, como hashtag. Como lembrou o Luís Meneghim, diretor de conteúdo do Grupo RIC, também no meu post no Facebook:

A manchete funcionaria se exibisse apenas a foto e nenhum outro texto. Mesmo assim é um tiro no pé. Afinal, os leitores desejam informações, explicações, versões, fatos.

E você, o que que tem a dizer sobre a capa do Estado de Minas? Ou também não tem mais palavras?

Caiu nessa, Jéssica?

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Estreia hoje no Netflix a série Jessica Jones a segunda produzida pelo serviço de streaming em parceria com a Marvel, depois de O Demolidor. A chegada da heroína dos quadrinhos acontece na mesma semana do meme “Já acabou, Jéssica?”, fruto de uma briga entre duas estudantes em Minas Gerais. E nas redes sociais, há quem sugira uma ligação das Jessicas e que tudo faz parte de uma ação de divulgação da série armada pelo Netflix. Não acredito. Mas não desconfio que alguém tenha caído em uma pegadinha que ainda está circulando no Twitter.

Um foto mostra a atriz Krysten Ritter, a Jessica Jones da série, em frente a um notebook, fazendo cara de espanto com a imagem da tela: o frame do vídeo da protagonista do “Já acabou, Jéssica?”. Teve gente dando RT na foto e aparentemente acreditando ser verdadeira a foto e que o meme realmente chegou até a atriz.

Na tela, o frame do vídeo do “Já acabaou, Jéssica?”

Até que seria possível pela forma como as coisas – especialmente as bobagens – se espalham pela internet. Mas não, a foto não é verdadeira e alguns twitteiros trataram de compartilhar a foto original que mostra Krysten espantada com sua própria foto exibida na tela (veja referências no Google Imagens).

Na tela, a foto da própria atriz Krysten Ritter

Sempre bom ficar desconfiado do que se vê por aí antes de pagar mico e compartilhar ou, ainda pior, publicar como notícia. Não precisa ter superpoderes para isso. Até porque não é uma situação nova. Por exemplo, lembrei deste caso recente, das rachaduras em uma ponte que muita gente nas redes sociais disse que era uma das duas de Florianópolis, quando na verdade era da ponte Rio-Niterói, tendo uma reportagem do jornal Extra como fonte.

Rede social provoca rachaduras?

Leitura recomendada:

Manual de Verificação

“O Globo errou“ e o tamanho da responsabilidade com o que é compartilhado nas redes sociais

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A ANJ (Associação Nacional de Jornais) tem destacado em seus eventos e campanhas que o conteúdo dos sites de jornais são as principais fontes dos links compartilhados pelos usuários nas redes sociais, em especial no Facebook. Isso porque, na visão da entidade, os jornais têm credibilidade e por isso os leitores espalham entre seus amigos, curtidores e seguidores os links de conteúdo produzido por uma fonte confiável. Confiável, mas não infalível, como vimos neste domingo em O Globo.

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