Rabiscando sobre os hábitos de quem consome notícia

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Os dois últimos eventos que participe sobre jornalismo foram as aulas do ISCOM com os professores Jacques Mick (“Quem financia a mídia social?”) e Ana Brambilla (“Microjornalismo colaborativo”). Em comum, Mick e Ana enfatizaram a distância entre os veículos e o público. E é sobre isso que venho pensando, estudando, lendo e rabiscando. Essa distância pode ser encurtada de diversas maneiras, sempre com o veículo como o agente de mudança. Se não rever produtos, processos, de modelos e posturas, o público ficará cada vez mais longe.

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Monitoramento das redes sociais poderia ter salvo Glória Pires de vexame na transmissão do #Oscar2016

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Por Linete Martins*

“Só morre quem está ao vivo”. Gosto muito dessa frase do Ernesto Paglia, repórter da TV Globo, que li um tempão atrás em um artigo com referências às coberturas ao vivo, publicado em revista sobre a nossa profissão, o Jornalismo.Muitaa responsabilidade para profissionais dessa área que, além do conteúdo, estão submetidos ao julgamento público sobre sua imagem, voz, roupa, numa sociedade intensamente midiática e com respostas instantâneas, para o bem e para o mal.

Nesta noite de domingo, Glória Pires, atriz maravilhosa, foi o exemplo clássico de como a imagem de alguém com uma carreira consolidada pode sofrer alguns arranhões imediatos por deslizes ao vivo – principalmente se o fato é algo como o Oscar, com milhões de pessoas ligadas na programação. Seu ar blasé, seus comentários monossilábicos – “bacana”, “interessante”, “merecido” – sobre os filmes que viu e alguns comentários do tipo “não vi”, “não posso opinar”, “não sou boa de premonição” surpreenderam. Twitter bombou, Facebook também. Memes engraçadíssimos tomaram conta das redes junto com perguntas como: “O que ela está fazendo ali”?

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Entre boatos e robôs, um jornalismo necessário

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Paralelamente ao mar de desinformações que povoa a internet, surgem também iniciativas que monitoram boatos e desmentem os hoax. Sites como E-farsas e Boatos.org compilam teorias conspiratórias e apontam para notícias antigas que voltam a circular como se fossem atuais. Até mesmo o Senado Federal – também um alvo de rumores, como a suposta aprovação da “bolsa prostituição” – alertou para o risco e preparou um guia para identificar mentiras.

Leia o artigo completo de Dairan Paul
Mestrando no POSJOR/UFSC e pesquisador do objETHOS
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Sobre a manhã de 13 de agosto de 2014

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Há um ano, a aula no Master em Jornalismo Digital ficou de lado. Peço desculpas, mas não lembro o tema nem quem estava dando ando a aula. Ficamos todos em sala, em clima de redação, buscando e compartilhando informações primeiro sobre um acidente aéreo em Santos (como mostra o print da reportagem do g1 de Santos) e depois sobre o sumiço do avião do então candidato a presidente Eduardo Campos.

Quando juntou um com o outro, foi tenso e mais que isso, uma grande experiência poder acompanhar e até ajudar o trabalho de colegas diretamente envolvidos com o assunto, como o Alexandre Lopes, coordenador do g1 Santos, e a Ana Dubeux e o Carlos Alexandre, do Correio Braziliense.

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Do muito de conhecimento que trouxe do curso (e não foi pouca coisa), a intensidade daquela manhã do dia 13 está na lista dos momentos inesquecíveis por tudo que ensinou sobre cobertura em tempo real, velocidade da informação, importância da checagem e re-checagem, dar primeiro ou dar correto (lembro da tensão da espera de qual veículo iria cravar a morte do Campos primeiro; a GloboNews deu e depois tirou da legenda), ansiedade e adrenalina com responsabilidade, curadoria e seleção de conteúdo social (a primeira foto do acidente veio do Twitter; essa que está no print do g1 Santos)…

Enfim, foi uma manhã tensa por todo contexto que estávamos vivendo no cenário político, mas também de muito aprendizado, acredito, para todos os colegas que estavam na sala do -1 do prédio do IICS na Martiniano de Carvalho.


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Internet: fazer a diferença não sai de graça

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por Anderson Gomes

Sendo empreendedor da área digital há mais de sete anos, já atuei em mais de 600 projetos digitais. E um problema que sempre procurei combater é a ideia criada de que “tudo que está a internet tem que ser de graça ou por um valor irrisório”. Sim os produtos e serviços comercializados pela web tem uma tendência de ser mais barato, mas não (quase de graça ou) de graça. Este tipo de equívoco mental só faz com que os envolvidos percam muito dinheiro. Exemplos não faltam:

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A felicidade não está online

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Sou feliz no que faço. Não tenho dúvida quanto a isso. Sigo com determinação o que defini para a minha carreira há uns dez anos: trabalhar com internet, de preferência como editor de conteúdo. Avancei até em relação a isso desde que cheguei no Grupo RIC para ocupar uma função nova na empresa, a de gerente de produtos de internet. O cargo mais voltado para a área de gestão não me afastou do dia a dia. Estou literalmente ao lado da minha equipe de editores e redatores, além de escrever, editar, cortar e publicar textos e vídeos sempre que necessário. Não sei trabalhar sem colocar a mão na massa. E como disse, sou feliz trabalhando assim.

Mas tem um porém.
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