Fake news: Vamos falar de outros assuntos em 2019?

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É verdade: o assunto fake news dominou as discussões sobre comunicação, uso de redes sociais e WhatsApp, influência nas eleições e papel do jornalista/jornalismo.

Acredito que seja importante tratar de algo tão nocivo, mas fica sempre a sensação de estarmos enxugando gelo tamanha a complexidade e a proporção que isso tomou. Como pode alguém botar fé e compartilhar tantos absurdos?

E fico pensando o que perdemos, enquanto profissionais da comunicação e do jornalismo, quando nossa atenção fica concentrada num único assunto.

O que deixamos de discutir?

Que problemas deixamos de buscar soluções? Modelos de negócio viáveis para produtos digitais? Novas oportunidades para jornalistas? Novos caminhos para jornais e sites de notícias?

E como pergunto no título do post, vamos falar de outros assuntos em 2019 ou continuaremos no loop das fake news?

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#Migrei: “Me preparei ao buscar formação e ao acompanhar a migração de colegas para o digital”

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Com passagens pelos principais jornais de Santa Catarina, a jornalista Alessandra Ogeda migrou para o marketing de conteúdo/digital em junho de 2017, logo após deixar a função de comentarista de economia do Grupo RIC (jornal e TV). “A mudança de carreira foi um pouco planejada e um pouco por causa das circunstâncias que se apresentaram”, conta a jornalista, blogueira desde 2007.

Atuando na agência Tekoa, de Florianópolis, Ogeda diz que há vários anos já enxergava outro tipo de comunicação como sendo mais interessante do que o jornalismo tradicional. “A minha visão sobre a comunicação e o papel do comunicador – mais do que do jornalista – começou a mudar quando eu fiz um doutorado na Espanha entre 2006 e 2008”, lembra. Já de volta ao Brasil, em 2010 ela também retornou para as redações. “Naquela época, eu já achava que o digital era um caminho inevitável, mas eu ainda não tinha enxergado a grave crise do jornalismo que se manifestaria pouco a pouco”, analisa.

Na entrevista a seguir, a terceira da série #Migrei, Alessandra Ogeda destaca pontos importantes de sua migração do jornalismo para o marketing de conteúdo/digital.

Leia a entrevista.

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WhatsApp: O estrago vai além das fake news

charge Zé Dassilva Pinóquio Zap
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A charge do meu amigo Zé Dassilva, que está no Diário Catarinense de hoje, é precisa na referência à reportagem da Folha de S.Paulo sobre o uso de caixa 2 do candidato Bolsonaro para disparo de mensagens falsas pelo WhatsApp. Acredito que o (mau) uso do aplicativo de mensagem traz prejuízos enormes à democracia, mas provoca estragos também no meio digital, especialmente nos veículos regionais, de menor porte.

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Jornal ou poste?

Nota

FALTA O BOTÃO FECHAR – O anúncio de varejo explode na mídia impressa em época de eleição. E o site Mídia Mundo, do consultor Eduardo Tessler, fez um compilado de jornalistas que estão loteando suas capas, trocando manchetes por santinhos de candidatos. No post “Quem nasce jornalinho não chega a jornalão”, Tessler mostra veículos que praticamente jogaram a toalha. Se tem manchete, está praticamente invisível diante de tantos santinhos publicados. Pra isso jornal ainda serve?

Veja a compilação no Mídia Mundo.

Onde quero estar na eleição 2018?

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Em 2008, era capista do clicRBS em Santa Catarina e fui deslocado para editar o site especial das eleições daquele ano. Outros tempos, sem redes sociais e sem grandes estresses.

Em 2010, fiz gestão de Twitter (sem Facebook e com twitcams ao longo da campanha) na eleição pra senador em SC. Primeira e última experiência em eleições.

Em 2014, estava na redação, coordenando a cobertura RIC Mais/ND (incluindo detalhes técnicos). Rolou aquela ansiedade pra porra toda funcionar, mas @tattodecastro e equipe ServerDo.in garantiram o suporte e sites bombaram com apuração sem cair.

Em 2018, não estou em campanha nem na redação. Estou apenas de eleitor e não sei se é sorte ou azar. Penso que é sorte por em 2010 e 2014 já tinha xaropice, fakes, robôs, etc, mas hoje é muuito pior, mais estressante e incontrolável – e desanimador.

Mas também penso que é azar não estar na redação. Em campanha, dispenso (foi primeira e última vez em 2010). Mas redação é cachaça e por maior que seja o caos e a desinformação, ainda tem aquela vontade de entrega, de fazer funcionar.

Mais aí lembro que do outro lado da redação tem os “leitores” que não leem, os “especialistas” em jornalismo, os “comentaristas” donos da verdade, os “jênios” e todos os que estão pouco ligando pra tolerância e respeito.

E aí, passa a vontade de ter outro envolvimento com as eleições que não como eleitor, longe de compromissos profissionais. Já é o bastante. E mantendo uma boa distância para evitar contaminação e seguir em frente na vida, focado e sem distrações.

P.S.: E respondendo onde queria estar na eleição 2018? Em outra rede, aquela que fica na varanda

Rifferama: um blog com propósito

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Nesta terça-feira (2), o histórico Teatro Álvaro de Carvalho, no Centro de Florianópolis, será palco do primeiro Festival Rifferama com shows das bandas catarinenses Capim, Parafuso Silvestre e Orquestra Manancial da Alvorada. Estarei na plateia para acompanhar não somente um espetáculo musical, mas principalmente uma celebração que marca o aniversário de cinco anos, recém-completados, do blog Rifferama, do jornalista Daniel Silva.

Sou suspeito para falar do baita trabalho que o Daniel vem fazendo porque o blog nasceu dentro do projeto RIC Mais, que gerenciei entre 2011 e 2015 no Grupo RIC (Notícias do Dia e TV Record), em Santa Catarina. Ele sempre me cita nas datas festivas do Rifferama, mas tudo o que fiz foi abrir espaço na estrutura do RIC Mais e incentivar o Daniel a colocar sua ideia em prática.

Tudo o que ele conquistou nestes cinco anos, já fora do Grupo RIC e atuando de forma independente, é fruto de uma virtude que admiro muito: mais do que uma linha editorial, o Rifferama tem um propósito, que é dar cobertura e espalhar a música que é produzida em Santa Catarina. É isso que o Festival desta terça também irá comemorar.

O blog virou referência muito pelo trabalho incansável do Daniel de registrar lançamentos, por exemplo, que ele sempre festeja em seu Facebook (só em 2018, já são 100 desde janeiro), e por conseguir reunir um grande número de colaboradores para a produção de resenhas, o que dá pluralidade de estilos e opiniões (tive a satisfação de ser escalado para escrever uma das resenhas; esta aqui).

O Rifferama ainda não virou a chave para se tornar também um blog lucrativo. Mas tendo um propósito repetido em alto e bom som, o Daniel tem mais possibilidades de atrair investidores e patrocinadores. Acredito nisso porque é cada vez mais raro encontrar um canal digital, em meio a todo caos que se vive hoje, que sabe exatamente o que quer comunicar.

Parabéns, Daniel, e vida longa ao Rifferama.

“Curte a playlist, curte a playlist…”

E além de convidar quem está em Florianópolis para assistir aos shows no TAC nesta terça (ingressos aqui), fica o convite para curtir e conferir a playlist que o Daniel criou uma playlist no Spotify que tem quase 600 músicas de Santa Catarina.

O tweet desabafo do amigo do amigão

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“As redes sociais isolam, em vez de agregarem. A gente entra em busca de quem pense e aja como nós, e por isso nos fechamos em tribos. Quase não há espírito aberto para o conhecimento. Daí para o fanatismo é um passo, e vêm agressões gratuitas entre pessoas que sequer se conhecem”.

Este é  desabafo publicado no Twitter no início da madrugada desta quarta-feira pelo jornalista Antero Greco, colunista do Estadão e apresentador, ao lado de Paulo Soares, o Amigão, do Sportcenter da ESPN Brasil.

Em 2015, destaquei no Primeiro Digital a decisão de Antero de encerrar sua conta no Twitter depois de uma série de ofensas e ameaças recebidas. Mas ele voltou e é um dos comentaristas mais ativos e combativos na rede social na defesa de suas ideias e opiniões sobre futebol e política diante de torcedores e fanáticos que não se destacam nem pela esportiva nem pela inteligência.

O desabafo do Antero prossegue em outros tweets. Siga @anterogreco.

A necessidade de “paulistar” as manchetes sobre futebol

Nota

“PAULISTADA” – Aquela piada da Zero Hora sempre achar um gaúcho para entrevistar quando acontece uma tragédia pelo mundo tem seu equivalente na cobertura esportiva como reforça a manchete compartilhada pelo tweet do perfil dos canais ESPN: tem que meter nome de time paulista (principalmente o Corinthians) mesmo quando não é necessário e não faz o menor sentido mencionar. No tweet em questão, bastava dizer que Vila Nova marca, mas cede empate e pode ficar longe do G4 da Série B. Mas na ânsia de atrair torcedores paulistas (isso funciona????), fez uma grande confusão na manchete e até criou um novo time, o Palmeiras do Oeste, não é?

Dica captada no Twitter do meu amigo Jorge Oliveira Jr., editor do Hora de Santa Catarina, que com razão parou seguir o perfil da ESPN no Twitter.

O fluxo de ansiedade no marketing digital

Nota

PARA REFLETIR – Como diz o professor Cortella, “pensar nos faz bem”. E eu tenho pensando muito nisso já faz tempo: como a ansiedade interfere no trabalho de quem pensa e produz conteúdo no marketing digital? É um cabo de guerra: de um lado o mercado que propaga crescimento em cima de crescimento e não dando tempo de maturar ideias, canais, formatos. E do outro lado, o cliente atropelando etapas e contratando especialista pra dizer como fazer.