Que dureza: foto de suposto terrorista foi editada

foto editada terrorista brasileiro
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Nas imagens acima, um pequeno detalhe na história dos supostos terroristas presos pelo governo brasileiro nesta semana. Quem conta é Renato Kress em seu perfil no Facebook:

“A primeira foto está circulando pela grande mídia. Segundo consta foi no dia de sua afiliação ao grupo terrorista Estado Islâmico. 

segunda foto é do dia em que ele foi comemorar sua filiação ao Isis indo jogar PAINTBALL segurando seu capacete com sua arma de cilindro de gás para atirar bolinha de tinta!”

Dureza, né? Ninguém que divulgou a foto cortada foi atrás, desconfiou? Estamos falando tanto de crise no meio, de busca de um modelo sustentável. Mas credibilidade da profissão é que deveria ser o foco no fim das contas. Foto manipulada, pesquisa de opinião distorcida na cara dura pela Folha, sem contar o tanto de não-notícia que se pública por aí.

Não vi nenhuma publicação usar a segunda imagem. Se alguém viu, me avise, por favor.

P.S.: O link do post que o Renato Kress publicou no Facebook está no nome dele para quem não percebeu. Repito: clique aqui para ver o post do Renato no Facebook.

Atualizado em 23 de julho de 2016, às 18h:

O Jornal da Band usou a foto de Mário Marcos Duarte editada em reportagem exibida no dia 22. A imagem está abaixo. No texto, o repórter diz que o suspeito aparece segurando uma arma de ar comprimido. Mas é o suficiente para não causar confusão? O vídeo pode ser assistido no Facebook do telejornal e foi de onde fiz o print da imagem.

foto editada terrorista

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Do Projeto Draft: Pequeno manifesto sobre o atual estado das coisas para quem vive de produzir conteúdo

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A concentração dos investimentos em mídia no Brasil sempre foi letal aos projetos independentes. A TV aberta fica historicamente com mais de 60% do bolo publicitário – e a TV Globo fica, sozinha, com mais de 70% dessa fatia.

Google e o Facebook entraram no jogo meia dúzia de anos atrás e não trouxeram inovação alguma a esse modelo. Ao contrário: eles o reproduzem à risca. Estima-se que o Google fique com 60% dos investimentos publicitários digitais no país, e que o Facebook fique com outros 10%. Ou seja: juntos, eles teriam a mesma fatia do bolo digital que a TV Globo tem no bolo da TV aberta.

E Google e Facebook entraram nesse jogo de forças e de concentração de dinheiro e poder com uma novidade duplamente letal para os publishers: ambos atraem a verba de marketing dos anunciantes utilizando a custo zero os conteúdos produzidos pelos mesmos veículos que os anunciantes deixaram de apoiar exatamente para poderem investir mais nos dois gigantes.

Ou seja: Os publishers ficaram com o custo da produção do conteúdo que Google e Facebook usam como combustível gratuito para as suas operações – nas quais não precisam investir um centavo para produzir uma linha dos textos que publicam nem para editar um minuto dos vídeos que veiculam.

Este trecho é apenas um dos pontos importantes destacados no manifesto escrito por Adriano Silva. Leitura mais do que recomendada.

Leia o texto completo no Projeto Draft.

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Frio e neve no Twitter

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Já tratei do assunto no post Frio e neve na pauta, publicado em abril – e nem era inverno ainda. Agora, oficialmente na estação mais fria do ano, o assunto está em evidência novamente por causa do frio abaixo de zero e da neve que caiu no fim de semana no planalto serrano de Santa Catarina. E uma característica interessante na cobertura do tempo é que o Twitter ainda é fortemente usado pelas principais fontes meteorológicas do estado:

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De usuário a prisioneiro do Facebook

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Quando os blogs surgiram lá na virada para os anos 2000 e depois com a popularização das redes sociais, uma das afirmações mais repetidas era essa: agora os pequenos podem disputar mercado em pé de igualdade com os grandes produzindo e se apoiando nos canais da internet. E isso valia para qualquer segmento, inclusive o jornalismo. Era um gás para potencializar novas ideias, criatividade, iniciativas independentes, conteúdo colaborativo, voz do cidadão…

Os grandes veículos não ficaram para trás. Alguns até demoraram, mas logo também estavam tirando proveito da chamada Web 2.0. Mas o que era para ser uma ferramenta de suporte está se tornando uma prisão. É Alcatraz 2.0: ninguém mais quer sair do Facebook. Nem tentam.

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“O jornalismo precisa estar onde as pessoas estão”

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Como o jornalismo online evoluiu nos últimos anos?

Sempre comparo o ecossistema midiático com o biológico. Durante anos, eu dizia que o ambiente midiático evoluiria de um ecossistema baseado na escassez para um ecossistema de uma floresta úmida, baseado na abundância. Isso já aconteceu: a revolução digital foi um dilúvio e os meios de comunicação estão evoluindo para se adaptar. Nós já temos um ecossistema midiático muito diferente de antes e as empresas tradicionais já deram e continuam dando muitos passos para se modificar.

Como o sr. vê o impacto das redes sociais no jornalismo?

A essa altura do campeonato, nenhum veículo de comunicação que se preze pode se dar ao luxo de ignorar ou menosprezar o fenômeno das redes sociais. Além disso, não se pode pensar nas redes sociais como um mero gerador de tráfego para os sites. Para o bem ou para o mal, está acontecendo uma concentração forte nas redes sociais, em especial no Facebook, e há vários fatores técnicos que justificam isso.

Leia a entrevista completa com o jornalista Rosental Calmon Alves, diretor do Knight Center for Journalism in the Americas, no novo site do Estadão.

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Hora de filtrar melhor as participações pelo WhatsApp

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Pelo jeito não tem volta: o WhatsApp tomou conta do espaço como principal canal de interação com o público, principalmente no caso das rádios. E pouco importa o risco de depender de uma ferramenta de terceiros, ficando sujeito a regras e punições que podem prejudicar seu uso. O que está faltando de verdade agora é que sejam adotadas melhores práticas para que as participações tenham relevância, contribuam de fato para o conteúdo da programação e não sirvam apenas para encher linguiça.

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Quem será o lobo?

Lobo Em Pele e Cordeiro.
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Sabe a resposta do título do post?

Para ajudar a responder, reproduzo os comentários do Bruno Volpato e da Ana Brambilla sobre reportagens a respeito do Facebook.

(O site) Poynter “meio que” mostra que a nova tendência das empresas jornalísticas para agradar o Facebook, as transmissões ao vivo em vídeo, pode ter números inflados de visualização e engajamento real baixíssimo. Até quando a indústria vai continuar matando seu negócio para fazer o jogo de um gigante da tecnologia que é um lobo em pele de cordeiro? (Bruno Volpato – veja reportagem do Poynter.

 

Enquanto publishers e marcas se descabelam pelo “novo” algoritmo do newsfeed do Facebook, que privilegia a exibição de posts de indivíduos ao invés de fanpages, que cobra para páginas exibirem os conteúdos que oferecem gratuitamente para aumentar a qualidade da rede, AGORA DÁ para entender isso?! (a decisão da Globo de tirar seus links do Facebook em 2013).

A resistência foi épica nas redações, tal como a decisão das Organizações Globo. Não houve adesão de outras empresas de mídia ou associações do setor. Tanto que não durou mais de nove meses. O benefício da audiência gerada pela rede não chega a uma ínfima parte da verba publicitária desviada dos players ao Facebook. É concorrente desleal, sim! É mídia, sim. E não produz conteúdo próprio. Ao contrário: fatura sobre o conteúdo alheio, de quem tem que pagar se quiser ser visto aqui. Sério, ESSA BOLA FOI CANTADA HÁ MUITO TEMPO E QUASE NINGUÉM QUIS VER. Quem viu não teve voz. E ainda tem quem pague pau para o Instant Articles… #desespero (Ana Brambilla – veja texto de Pyr Marcondes no Proxxima)

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Pouso de avião no Rio Hudson vira filme; assista ao trailer

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A história do pouso de emergência de um avião de passageiros no Rio Hudson, em Nova York, em 2009, virou filme. Com direção de Clint Eastwood, Sully: O Herói do Rio Hudson tem Tom Hanks no papel principal – o do capitão que fez a manobra bem sucedida – e tem estreia marcada para 1º de dezembro.

O pouso é um marco na história do jornalismo digital. Foi o grande momento do Twitter que naquele dia, 15 de janeiro de 2009, foi o primeiro canal a informar que havia um avião no Rio Hudson, antes mesmo que a mídia tradicional. “There’s a plane in the Hudson. I’m on the ferry going to pick up the people. Crazy”, escreveu @jkrums no tweet que é considerado pelo próprio Twitter como um dos momentos mais importantes da história do site. Foi quando caiu a ficha sobre o potencial do site do passarinho como plataforma para publicação notícias, especialmente em tempo real.

Escrevi sobre o assunto no post O dia em que um rio passou na vida do Twitter.

Assista ao trailer de Sully: O Herói do Rio Hudson (a foto publicada por @jkrums aparece no trailer aos 50 segundos).

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Do g1: Facebook vai priorizar post de amigo e familiar

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O Facebook inicia uma mudança no ranqueamento das publicações, para exibir no topo o que amigos e familiares compartilham e depois o que é produzido por páginas. A mudança chegará a todos os 1,6 bilhão de usuários e será concluída dentro de alguns meses.

“No contexto em que vemos que outros usuários [páginas de marcas e personalidades] estão publicando cada vez mais no Facebook, queremos assegurar que amigos e familiares ainda são a peça chave da experiência”, afirmou ao G1 Adam Mosseri, vice-presidente de produto do Facebook. Apesar de afetar o que os usuários veem, a alteração ocorrerá no sistema que move o Facebook, ou seja, no algoritmo que seleciona as publicações a serem exibidas.

(…)

O Facebook também definiu ainda que as publicações com maior peso no Feed, depois das de pessoas próximas, serão as informativas. “As pessoas gostam de aprender coisas no Facebook, pode ser por uma notícia ou por uma reportagem.”

Publicações de entretenimento também terão seu valor, mas menor que as noticiosas. “Nós sabemos que as pessoas vêm ao Facebook para se divertir, para ver um vídeo engraçado, para rir de algo”, comenta Mosseri.

Leia a reportagem completa no g1.

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Do UOL: Whatsapp bane envio de notícias do UOL e prejudica 240 mil pessoas

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Primeiro, o Extra. Agora, foi o UOL que teve o envio de notícias banido pelo WhatsApp. Segundo o portal, já eram 240 mil leitores inscritos no serviço, que começou distribuindo notícias dos principais times de futebol do Brasil e que na semana passada também inclui conteúdos de outras editorias e colunas – o que deve ter despertado o alerta no WhatsApp.

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