Jornal ou poste?

Nota

FALTA O BOTÃO FECHAR – O anúncio de varejo explode na mídia impressa em época de eleição. E o site Mídia Mundo, do consultor Eduardo Tessler, fez um compilado de jornalistas que estão loteando suas capas, trocando manchetes por santinhos de candidatos. No post “Quem nasce jornalinho não chega a jornalão”, Tessler mostra veículos que praticamente jogaram a toalha. Se tem manchete, está praticamente invisível diante de tantos santinhos publicados. Pra isso jornal ainda serve?

Veja a compilação no Mídia Mundo.

Onde quero estar na eleição 2018?

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Em 2008, era capista do clicRBS em Santa Catarina e fui deslocado para editar o site especial das eleições daquele ano. Outros tempos, sem redes sociais e sem grandes estresses.

Em 2010, fiz gestão de Twitter (sem Facebook e com twitcams ao longo da campanha) na eleição pra senador em SC. Primeira e última experiência em eleições.

Em 2014, estava na redação, coordenando a cobertura RIC Mais/ND (incluindo detalhes técnicos). Rolou aquela ansiedade pra porra toda funcionar, mas @tattodecastro e equipe ServerDo.in garantiram o suporte e sites bombaram com apuração sem cair.

Em 2018, não estou em campanha nem na redação. Estou apenas de eleitor e não sei se é sorte ou azar. Penso que é sorte por em 2010 e 2014 já tinha xaropice, fakes, robôs, etc, mas hoje é muuito pior, mais estressante e incontrolável – e desanimador.

Mas também penso que é azar não estar na redação. Em campanha, dispenso (foi primeira e última vez em 2010). Mas redação é cachaça e por maior que seja o caos e a desinformação, ainda tem aquela vontade de entrega, de fazer funcionar.

Mais aí lembro que do outro lado da redação tem os “leitores” que não leem, os “especialistas” em jornalismo, os “comentaristas” donos da verdade, os “jênios” e todos os que estão pouco ligando pra tolerância e respeito.

E aí, passa a vontade de ter outro envolvimento com as eleições que não como eleitor, longe de compromissos profissionais. Já é o bastante. E mantendo uma boa distância para evitar contaminação e seguir em frente na vida, focado e sem distrações.

P.S.: E respondendo onde queria estar na eleição 2018? Em outra rede, aquela que fica na varanda

A necessidade de “paulistar” as manchetes sobre futebol

Nota

“PAULISTADA” – Aquela piada da Zero Hora sempre achar um gaúcho para entrevistar quando acontece uma tragédia pelo mundo tem seu equivalente na cobertura esportiva como reforça a manchete compartilhada pelo tweet do perfil dos canais ESPN: tem que meter nome de time paulista (principalmente o Corinthians) mesmo quando não é necessário e não faz o menor sentido mencionar. No tweet em questão, bastava dizer que Vila Nova marca, mas cede empate e pode ficar longe do G4 da Série B. Mas na ânsia de atrair torcedores paulistas (isso funciona????), fez uma grande confusão na manchete e até criou um novo time, o Palmeiras do Oeste, não é?

Dica captada no Twitter do meu amigo Jorge Oliveira Jr., editor do Hora de Santa Catarina, que com razão parou seguir o perfil da ESPN no Twitter.

O fluxo de ansiedade no marketing digital

Nota

PARA REFLETIR – Como diz o professor Cortella, “pensar nos faz bem”. E eu tenho pensando muito nisso já faz tempo: como a ansiedade interfere no trabalho de quem pensa e produz conteúdo no marketing digital? É um cabo de guerra: de um lado o mercado que propaga crescimento em cima de crescimento e não dando tempo de maturar ideias, canais, formatos. E do outro lado, o cliente atropelando etapas e contratando especialista pra dizer como fazer.

A ponte caiu e o post voltou

Nota

CAUDA LONGA – A queda da ponte em Gênova colocou a conservação das pontes de Florianópolis em pauta novamente. E por isso, o post mais acessado do Primeiro Digital nos últimos dias é o que trata dos cuidados com as fotos compartilhadas nas redes sociais. Houve uma onda de posts no Facebook com fotos (antigas como se fossem novas) mostrando a situação das pontes de Florianópolis e incluíram uma do hipódromo de Roma (em destaque na imagem abaixo).

Leia o post completo.

Construindo um título caça-clique

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O tweet do jornalista Jorge Nicola (acima) é um exemplo de um título caça-clique, aquele criado com o único propósito de chamar a atenção e gerar acessos, mesmo que para isso seja preciso forçar a barra e não ser totalmente honesto com o leitor. É o caso do tweet de Nicola sobre o goleiro Renan, formado no Avaí, convocado para a Seleção Brasileira e contratado pelo Corinthians.

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Conteúdo colaborativo: O desafio de entender o público para receber o que se quer

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A Globo está com um mico na mão: a campanha O Brasil que eu Quero. E não é só pela quantidade exagerada de vezes que o vídeo “tutorial” foi exibido nos telejornais nacionais e regionais da emissora. Mas pelo resultado da ação. Os poucos vídeos enviados pelo G1 estão longe de seguir o roteiro proposto pela Globo. Ok, o celular está deitado (na horizontal), mas o cenário não é o ponto turístico que representa a cidade. O cenário é o lixão, a obra inacabada, a estrada esburacada… Era isso que a Globo queria mostrar?

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