Onde quero estar na eleição 2018?

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Em 2008, era capista do clicRBS em Santa Catarina e fui deslocado para editar o site especial das eleições daquele ano. Outros tempos, sem redes sociais e sem grandes estresses.

Em 2010, fiz gestão de Twitter (sem Facebook e com twitcams ao longo da campanha) na eleição pra senador em SC. Primeira e última experiência em eleições.

Em 2014, estava na redação, coordenando a cobertura RIC Mais/ND (incluindo detalhes técnicos). Rolou aquela ansiedade pra porra toda funcionar, mas @tattodecastro e equipe ServerDo.in garantiram o suporte e sites bombaram com apuração sem cair.

Em 2018, não estou em campanha nem na redação. Estou apenas de eleitor e não sei se é sorte ou azar. Penso que é sorte por em 2010 e 2014 já tinha xaropice, fakes, robôs, etc, mas hoje é muuito pior, mais estressante e incontrolável – e desanimador.

Mas também penso que é azar não estar na redação. Em campanha, dispenso (foi primeira e última vez em 2010). Mas redação é cachaça e por maior que seja o caos e a desinformação, ainda tem aquela vontade de entrega, de fazer funcionar.

Mais aí lembro que do outro lado da redação tem os “leitores” que não leem, os “especialistas” em jornalismo, os “comentaristas” donos da verdade, os “jênios” e todos os que estão pouco ligando pra tolerância e respeito.

E aí, passa a vontade de ter outro envolvimento com as eleições que não como eleitor, longe de compromissos profissionais. Já é o bastante. E mantendo uma boa distância para evitar contaminação e seguir em frente na vida, focado e sem distrações.

P.S.: E respondendo onde queria estar na eleição 2018? Em outra rede, aquela que fica na varanda

O tweet desabafo do amigo do amigão

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“As redes sociais isolam, em vez de agregarem. A gente entra em busca de quem pense e aja como nós, e por isso nos fechamos em tribos. Quase não há espírito aberto para o conhecimento. Daí para o fanatismo é um passo, e vêm agressões gratuitas entre pessoas que sequer se conhecem”.

Este é  desabafo publicado no Twitter no início da madrugada desta quarta-feira pelo jornalista Antero Greco, colunista do Estadão e apresentador, ao lado de Paulo Soares, o Amigão, do Sportcenter da ESPN Brasil.

Em 2015, destaquei no Primeiro Digital a decisão de Antero de encerrar sua conta no Twitter depois de uma série de ofensas e ameaças recebidas. Mas ele voltou e é um dos comentaristas mais ativos e combativos na rede social na defesa de suas ideias e opiniões sobre futebol e política diante de torcedores e fanáticos que não se destacam nem pela esportiva nem pela inteligência.

O desabafo do Antero prossegue em outros tweets. Siga @anterogreco.

A necessidade de “paulistar” as manchetes sobre futebol

Nota

“PAULISTADA” – Aquela piada da Zero Hora sempre achar um gaúcho para entrevistar quando acontece uma tragédia pelo mundo tem seu equivalente na cobertura esportiva como reforça a manchete compartilhada pelo tweet do perfil dos canais ESPN: tem que meter nome de time paulista (principalmente o Corinthians) mesmo quando não é necessário e não faz o menor sentido mencionar. No tweet em questão, bastava dizer que Vila Nova marca, mas cede empate e pode ficar longe do G4 da Série B. Mas na ânsia de atrair torcedores paulistas (isso funciona????), fez uma grande confusão na manchete e até criou um novo time, o Palmeiras do Oeste, não é?

Dica captada no Twitter do meu amigo Jorge Oliveira Jr., editor do Hora de Santa Catarina, que com razão parou seguir o perfil da ESPN no Twitter.

Como funciona a produção de fake news e como o comportamento na rede social ajuda na propagação

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Em março, produzi uma série especial sobre fake news para o jornal Notícias do Dia, de Florianópolis. As reportagens trataram de diferentes aspectos relacionados ao assunto, desde a origem e o compartilhamento até as formas de combate (pela via legal e pela mudança no comportamento), passando também pelo papel do jornalismo e do jornalista como antídoto contra a propagação das notícias falsas.

Uma das fontes que participam da série é a professora e consultora especializada em mídias sociais, Luciana Manfroi, que tem sempre ótimas observações a respeito do mundo digital em seu Facebook, blog e agora também na coluna semanal que passou a assinar no OCP News de Florianópolis. Recomendo (dica de leitura).

Reproduzo abaixo, as respostas esclarecedoras que a Luciana deu para perguntas que contribuíram bastante para o “debate” sobre o assunto que tive a satisfação de mediar com série (grato ao Luís Meneghim, diretor de conteúdo do Grupo RIC pelo convite). Confira.

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Hora de refundar o conceito de rede social

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Providência tomada: Facebook só pro trabalho. Não vou excluir o perfil (o Messenger estará ativo no celular), mas só vou entrar com outro perfil vinculado ao trabalho de gestão das páginas dos clientes que atendo. E do Primeiro Digital. Não vou seguir ninguém nem curtir páginas. Estarei no grupo Jornalismo Digital SC – Primeiro Digital e nos grupos dos cursos e palestras que dou.

Sigo no Twitter (@agenteinforma @primeirodigital e @tufloripa) e no Instagram (@agenteinforma @primeirodigital e @tufloripa), no LinkedIn (https://www.linkedin.com/in/alexandregoncalves1602/) e no www.primeirodigital.com.br. Essa decisão é uma questão de manter o foco e de saúde mental. Facebook tá contaminado de um jeito que não tem mais volta. Estresse desnecessário, mesmo estando em uma bolha.

Há um mês publiquei a mensagem acima no meu Facebook e desde então estou em processo de transição para a conta nova criada para uso profissional. Mais do que isso, esse processo de distanciamento do Facebook me faz repensar o uso das redes sociais.

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Que leitor é esse nos comentários?

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Se você leu comentários em sites e redes sociais durante a semana, parabéns pela coragem e pelo estômago forte. Já é difícil de encarar em qualquer situação, fica ainda pior quando ocorre um fato com a dimensão da execução da vereadora Marielle Franco no Rio de Janeiro. Preferi não encarar. Mas hoje fui conferir os comentários num post sobre a funkeira Jojo Todynho (“Que tiro  foi esse?”) no Facebook do Notícias do Dia e tive a certeza: a participação do amigo internauta é cada vez mais dispensável em qualquer plataforma do veículo.

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Cuidado com as fotos que você compartilha

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As pontes de Florianópolis, Colombo Salles e Pedro Ivo, que fazem a ligação Ilha-Continente, estão abandonadas e precisando de manutenção urgente. Nesta semana, a queda de um viaduto em Brasília colocou a situação das duas pontes de Florianópolis novamente em pauta e fotos mostrando o estado de degradação das estruturas foram compartilhadas no Facebook. Mas, como alertou o colega Gonzalo Pereira, entre as imagens há a foto de uma estrutura de outro lugar como sendo de Florianópolis.

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Faltou o “C” de contexto

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O time do Figueirense está na berlinda na série B do Brasileirão. Completou dois meses na zona do rebaixamento e tem mais de 80% de probabilidade de queda para a série C. E ontem, durante o jogo do time de Florianópolis contra o Náutico, o responsável pelo Twitter do Figueirense cometeu uma gafe que está fazendo a festa da torcida do maior rival, o Avaí.

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