O público está logo ali

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Qual a razão para veículos de comunicação e empresas de um modo geral, no digital, não escolherem atuar de forma muito mais segmentada, investindo em nichos e em geolocalização para ganhar com a proximidade com o público? Abusar de memes ou ser over no ambiente digital não resolvem nem 1/3 das dificuldades para virar referência, atrair visitantes e converter em assinantes, financiadores ou clientes.

O distanciamento se torna maior porque todos parecem cumprir tabela ou seguir sempre a mesma onda. É preciso urgentemente criar (se ainda não tem) e fortalecer vínculos com o público. Não dá para embarcar em ondas e modelos que são inconsistentes ou inadequados para o meio digital e irrelevantes do ponto de vista do “efeito manada”. Ou seja, o lado para onde todos caminham não é necessariamente o lado onde todos devem estar.

Num estalar de dedos, o que parecia certo e seguro se desmancha no ar simplesmente porque é o público que está no comando, com poder de escolha para consumir informação do jeito que desejar e assim “bombar” uma rede, uma plataforma e até um determinado assunto. E tudo isso nem é novidade. O problema é que falta criatividade e uma percepção que não é viável nem rentável querer falar de tudo e para todos. Simplificar é avançar no sentido do leitor/cliente.

Responda:

Faz sentido oferecer mais do mesmo ou vale mais a pena propor uma outra opção que atraia quem busca algo novo ou esteja cansado daquilo que lhe oferecido?

Eu realmente não entendo como a aposta deste modelo focado na proximidade total com o público não é adotado, não é regra, na maioria dos veículos de comunicação e empresas. Não dá para pensar que se está na internet para alcançar mais pessoas, independentemente de onde elas estejam. Tem que pensar na internet como plataforma que facilite o acesso ao conteúdo de interesse do público-alvo que toma o site/blog como referência de informação para seu dia a dia.

É o “efeito tainha”. É uma questão de ser útil e saber valorizar o lugar/mercado que se escolhe para ocupar. Não é pecado se posicionar como menor. Assim como não é pecado optar por não publicar o que foge da linha editorial.  Sendo o site/blog identificado com uma região específica ou com um assunto específico, o “dar tudo” já morreu. Só esqueceram de enterrar.