Segmentação perde espaço para “catadão da internet”

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Fico impressionado e até desanimado quando vejo sites que estão abrindo mão da segmentação para virar um “catadão da internet”. Segmentação sempre foi um caminho viável para atrair leitores e anunciantes. Ainda mais nos dias de hoje quando se fala muito em ser referência, autoridade na área em que atua. Mas como chegar a esse patamar se falta “personalidade” ao site?  E no fim das contas fica parecendo um papagaio, repetindo o que outros sites e portais – estes sim referências – já publicaram e espalharam pelas redes sociais?

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Do Knight Center: Após adotar paywall, jornais brasileiros batem recorde de audiência e vendem cada vez mais assinaturas digitais

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Quem indicou a reportagem “Após adotar paywall, jornais brasileiros batem recorde de audiência e vendem cada vez mais assinaturas digitais” foi a colega jornalista Ingrid Cristina dos Santos, do Diário Catarinense. Apesar da reportagem trazer uma série de números, ela compartilhou o link no seu Facebook destacando o seguinte trecho:

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Do El País: Presidente do Vice prevê um frenesi de aquisições e fusões em 2017

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El presidente del grupo editorial norteamericano Vice Media, Shane Smith, pronostica que los medios de comunicación se enfrentarán en 2017 a “un baño de sangre” en sus negocios. Con esa contundencia ve Smith lo que le espera al sector, abocado a una serie de alianzas entre las grandes cadenas televisivas, los medios tradicionales y online y las productoras audiovisuales que puede trastocar el panorama para las próximas décadas. El ejecutivo cifra en un 30% la pérdida de empresas digitales que supondrán las fusiones y la pelea por la audiencia.

Lo que vamos a ver es un frenesí de adquisiciones y fusiones en el que los dos o tres grandes compren a los últimos en llegar para poder decir: ‘Estamos en el sector digital, estamos en el sector móvil… somos listos”, apuntó Smith, en referencia a las grandes compañías audiovisuales sacudidas por la irrupción de Internet y los nuevos hábitos de las audiencias. “Y los medios digitales responderán: ‘Por fin tenemos dinero”, añadió.

Foto: Sasha Maslov/Divulgação/VICE

Leia a reportagem completa no site do El País.

Acompanhe o projeto GPS Jor pelo Facebook

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Na aula “Quem financia a mídia digital?“, realizada pelo ISCOM em junho, o jornalista, professor e pesquisador Jacques Mick falou um pouco sobre o projeto GPS Jor que ele e mais um time de pesquisadores estão desenvolvendo desde outubro de 2015 e que pretende analisar e propor “soluções para as crises do jornalismo contemporâneo”.

A partir deste mês de agosto, o GPS Jor ganhou uma página no Facebook e por lá é possível acompanhar notícias relevantes sobre jornalismo, de acordo com as áreas de interesse do projeto, mas também conhecer de perto o que propõe o trabalho. Pelo o que o Mick falou na aula do ISCOM, fiquei curioso com a proposta porque vai além da pesquisa, como descrito na página no Facebook:

Queremos contribuir para a construção de mídias jornalísticas locais independentes e de qualidade, que sejam autosustentáveis e tenham governança social. Acreditamos que o jornalismo pode ser produzido não só por empresas, mas também por outras organizações. Entendemos que público pode e deve participar de muitas das decisões cotidianas desse jornalismo, e também pode financiá-lo. É o que chamamos de governança social. 

Para saber mais e seguir os próximos passos do GPS Jor, acesse e curta www.facebook.com/gpsjor.

Do Projeto Draft: Pequeno manifesto sobre o atual estado das coisas para quem vive de produzir conteúdo

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A concentração dos investimentos em mídia no Brasil sempre foi letal aos projetos independentes. A TV aberta fica historicamente com mais de 60% do bolo publicitário – e a TV Globo fica, sozinha, com mais de 70% dessa fatia.

Google e o Facebook entraram no jogo meia dúzia de anos atrás e não trouxeram inovação alguma a esse modelo. Ao contrário: eles o reproduzem à risca. Estima-se que o Google fique com 60% dos investimentos publicitários digitais no país, e que o Facebook fique com outros 10%. Ou seja: juntos, eles teriam a mesma fatia do bolo digital que a TV Globo tem no bolo da TV aberta.

E Google e Facebook entraram nesse jogo de forças e de concentração de dinheiro e poder com uma novidade duplamente letal para os publishers: ambos atraem a verba de marketing dos anunciantes utilizando a custo zero os conteúdos produzidos pelos mesmos veículos que os anunciantes deixaram de apoiar exatamente para poderem investir mais nos dois gigantes.

Ou seja: Os publishers ficaram com o custo da produção do conteúdo que Google e Facebook usam como combustível gratuito para as suas operações – nas quais não precisam investir um centavo para produzir uma linha dos textos que publicam nem para editar um minuto dos vídeos que veiculam.

Este trecho é apenas um dos pontos importantes destacados no manifesto escrito por Adriano Silva. Leitura mais do que recomendada.

Leia o texto completo no Projeto Draft.

De usuário a prisioneiro do Facebook

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Quando os blogs surgiram lá na virada para os anos 2000 e depois com a popularização das redes sociais, uma das afirmações mais repetidas era essa: agora os pequenos podem disputar mercado em pé de igualdade com os grandes produzindo e se apoiando nos canais da internet. E isso valia para qualquer segmento, inclusive o jornalismo. Era um gás para potencializar novas ideias, criatividade, iniciativas independentes, conteúdo colaborativo, voz do cidadão…

Os grandes veículos não ficaram para trás. Alguns até demoraram, mas logo também estavam tirando proveito da chamada Web 2.0. Mas o que era para ser uma ferramenta de suporte está se tornando uma prisão. É Alcatraz 2.0: ninguém mais quer sair do Facebook. Nem tentam.

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“Quem financia a mídia digital?” é tema de curso em Florianópolis

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O ISCOM (Instituto Superior de Comunicação) promove nos dias 11 e 25 de junho, em Florianópolis, o curso “Quem financia a mídia digital?”, ministrado pelo jornalista, professor e pesquisador Jacques Mick. O objetivo do curso é “refletir sobre a crise no padrão de financiamento da mídia jornalística, em particular nos formatos digitais, a partir de uma perspectiva histórico-sociológica que a situa no tempo e a interpreta, recorrendo aos conceitos de campo e habitus”.

As vagas são limitadas.

Todas as informações estão na página do curso no site do ISCOM.

Encontro discute jornalismo e empreendedorismo

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A seção brasileira do ONA – Online News Association  promove no próximo dia 21 de maio o 1º Encontro de Jornalismo e Empreendedorismo. O objetivo é reunir jornalistas, professores e estudantes de jornalismo para discutir empreendedorismo, como abordá-lo na universidade e como aplicá-lo na prática. Realizado no auditório Ulisses Guimarães das Faculdades Metropolitanas Unidas (Avenida Liberdade, 899, São Paulo), o evento tem entrada gratuita e não é preciso inscrição prévia.

Confira a programação.

8h30-9h
Abertura

9h-10h30
Jornalismo, Empreendedorismo e Sustentabilidade Financeira
Sérgio Lüdtke
Jorge Tarquini
Simone Cunha

10h45-11h45
Jornalismo e Dados
Gustavo Faleiros
André Rosa

11h45-13h
Almoço

13h-14h
Jornalismo Digital
Ana Brambilla
Daniela Osvald Ramos
Caru Schwingel

14h15-16h
Workshop – Empreendedorismo e Modelos de Negócio em Jornalismo
Leandro Beguoci
Cassiano Gobbet
Edson Rossi

Mais informações acesse a página do evento no Facebook.

Encontro Jornalismo e Empreendedorismo

As mudanças no BRIO e o que observar para empreender melhor no jornalismo digital

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O BRIO foi um dos projetos de jornalismo mais festejados recentemente, aperando sempre com destaque em estudos, listas e reportagens sobre modelos de negócio no ambiente digital. Mas alguma coisa não funcionou como esperavam seus criadores. O BRIO não acabou, mas, seis meses depois de seu lançamento, está revendo sua estratégia e seu modelo. E quem conta isso é Breno Costa, editor-executivo e um dos fundadores da plataforma, no artigo Razões para otimismo com o jornalismo, onde ele apresenta um panorama do que aconteceu e do que deve acontecer com o BRIO no futuro.

Há seis meses, quando a vida política nacional estava aquecida, mas não fervendo, publiquei um texto aqui no Medium admitindo um início problemático do BRIO, mas com viés otimista, apesar dos pesares. Neste momento, permito-me ser ainda mais otimista.

Para quem não sabe, o BRIO é uma iniciativa jornalística independente, mas ainda não sustentável. Suas operações, inicialmente bancadas pelas próprias economias de seus cinco sócios, agora dependem diretamente de aportes de investidor. Não geramos até o momento nenhuma receita própria — embora ainda não tenhamos colocado nada em prática. Digamos que estamos em fase de experimentações.

O modelo de negócios originalmente pensado baseava-se na cobrança pelo acesso às reportagens que publicaríamos. Pouco antes do lançamento, decidimos alterar a estratégia e liberar o acesso gratuito. No dilema do ovo e da galinha, optamos por criar primeiro a galinha para depois colhermos os ovos. Era a opção mais sensata, mas, por motivos já explicados anteriormente, não alcançamos o objetivo de gerar audiência relevante — o que nos levou a promover diversas mudanças, em especial a migração do nosso conteúdo para o Medium.

Leia o artigo completo.

Para empreender melhor no jornalismo digital

Como provocação, e não falo especificamente do BRIO, mas às vezes fico com a impressão que os projetos empreendedores em jornalismo digital são projetos para o “mundinho dos coleguinhas”. Ou seja, não ultrapassam as redações e viram “coisa de e para jornalistas”. Talvez esteja exagerando, mas é isso o que vejo, apesar de enxergar qualidade excepcional em projetos como o Nexo Jornal, por exemplo, parece não haver uma comunicação mais efetiva para um segmento que não seja o dos jornalistas.

Outro observação a partir do texto do Breno Costa é que vivemos – principalmente na internet – um empreendedorismo muito influenciado pelo modelo de startups com ganho em escala, baixo custo sobre investimento, foco na resolução de um problema, base para pivotar e tempo de duração às vezes até limitado. Chamo atenção para estes dois últimos itens.

“Pivotar” é uma ação que tenho tentando aplicar em tudo o que faço desde que fiz o Master em Jornalismo na IICS / Universidade de Navarra, em 2014, e li “Comece por você“. Vem da movimentação do pivô do basquete. Importante ter uma base ou um ponto de partida que possa permitir mudanças de direção, foco, mercado. Poucos, fora do ambiente das startups, têm esta esta visão que é tão útil em tempos de busca de oportunidades.

Sobre a duração do negócio, óbvio que ninguém investe em seu próprio negócio sem a intenção de que ele dure para sempre. Mas diante da velocidade com que as coisas acontecem no digital, é preciso estar alerta e se não der para pivotar, pratica-se o desapego, vira-se a página, troca-se o disco. Insistir com um projeto sem retorno e longe do que o mercado precisa ou procura pode se tornar um poço sem fundo para o bolso. Seja convicto, mas não teimoso.