Como funciona a produção de fake news e como o comportamento na rede social ajuda na propagação

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Em março, produzi uma série especial sobre fake news para o jornal Notícias do Dia, de Florianópolis. As reportagens trataram de diferentes aspectos relacionados ao assunto, desde a origem e o compartilhamento até as formas de combate (pela via legal e pela mudança no comportamento), passando também pelo papel do jornalismo e do jornalista como antídoto contra a propagação das notícias falsas.

Uma das fontes que participam da série é a professora e consultora especializada em mídias sociais, Luciana Manfroi, que tem sempre ótimas observações a respeito do mundo digital em seu Facebook, blog e agora também na coluna semanal que passou a assinar no OCP News de Florianópolis. Recomendo (dica de leitura).

Reproduzo abaixo, as respostas esclarecedoras que a Luciana deu para perguntas que contribuíram bastante para o “debate” sobre o assunto que tive a satisfação de mediar com série (grato ao Luís Meneghim, diretor de conteúdo do Grupo RIC pelo convite). Confira.

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Hora de refundar o conceito de rede social

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Providência tomada: Facebook só pro trabalho. Não vou excluir o perfil (o Messenger estará ativo no celular), mas só vou entrar com outro perfil vinculado ao trabalho de gestão das páginas dos clientes que atendo. E do Primeiro Digital. Não vou seguir ninguém nem curtir páginas. Estarei no grupo Jornalismo Digital SC – Primeiro Digital e nos grupos dos cursos e palestras que dou.

Sigo no Twitter (@agenteinforma @primeirodigital e @tufloripa) e no Instagram (@agenteinforma @primeirodigital e @tufloripa), no LinkedIn (https://www.linkedin.com/in/alexandregoncalves1602/) e no www.primeirodigital.com.br. Essa decisão é uma questão de manter o foco e de saúde mental. Facebook tá contaminado de um jeito que não tem mais volta. Estresse desnecessário, mesmo estando em uma bolha.

Há um mês publiquei a mensagem acima no meu Facebook e desde então estou em processo de transição para a conta nova criada para uso profissional. Mais do que isso, esse processo de distanciamento do Facebook me faz repensar o uso das redes sociais.

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Que leitor é esse nos comentários?

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Se você leu comentários em sites e redes sociais durante a semana, parabéns pela coragem e pelo estômago forte. Já é difícil de encarar em qualquer situação, fica ainda pior quando ocorre um fato com a dimensão da execução da vereadora Marielle Franco no Rio de Janeiro. Preferi não encarar. Mas hoje fui conferir os comentários num post sobre a funkeira Jojo Todynho (“Que tiro  foi esse?”) no Facebook do Notícias do Dia e tive a certeza: a participação do amigo internauta é cada vez mais dispensável em qualquer plataforma do veículo.

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Cuidado com as fotos que você compartilha

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As pontes de Florianópolis, Colombo Salles e Pedro Ivo, que fazem a ligação Ilha-Continente, estão abandonadas e precisando de manutenção urgente. Nesta semana, a queda de um viaduto em Brasília colocou a situação das duas pontes de Florianópolis novamente em pauta e fotos mostrando o estado de degradação das estruturas foram compartilhadas no Facebook. Mas, como alertou o colega Gonzalo Pereira, entre as imagens há a foto de uma estrutura de outro lugar como sendo de Florianópolis.

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Série da CBN mostra os efeitos do uso de robôs nas eleições

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A rádio CBN veiculou durante esta semana uma série de reportagens que tratam do uso de robôs na internet principalmente para influenciar na disputa política. “Você já se deparou com mensagens disparadas aleatoriamente nas redes sociais, durante discussões sobre comportamento, saúde, alimentação ou higiene, por exemplo, que continham apenas uma frase entusiasmada sobre um determinado pré-candidato à Presidência da República?”, questiona a primeira a reportagem da série.

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O leitor que não lê ataca novamente

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Estive em Criciúma na última quarta-feira (27) participando da Arena Criativa, evento promovido pela Falculdade SATC e que reúne palestras e workshops na área da comunicação. Fui falar sobre SEO (Otimização para mecanismo de busca), mas comecei abordando os novos hábitos de consumo de informação, partindo da “preferência” de ficar (ou se sentir) informado no Facebook. Citei novamente também uma sensação que sempre tive de que os leitores de internet simplesmente não leem. Estão no Facebook, veem uma manchete e já vão para os comentários, antes mesmo de clicar e ler o texto do link compartilhando.

O exemplo que sempre cito é o da morte do ator Paul Walker, astro de “Velozes e Furiosos”, ocorrida em  2013, em um acidente de trânsito. A manchete da Folha S.Paulo na internet atraiu comentários qualificando Walker como “irresponsável” por levar para as ruas, para a vida real, o jeito de dirigir dos filmes. O problema é que o ator não estava ao volante, estava no banco do carona.

Na sexta-feira, no Facebook (onde mais seria?), vi mais um exemplo dessa “mania” (preguiça?) de não clicar, não ler, mas comentar com gosto.

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Do BlueBus: Google e Facebook ganham mais com anúncios do que todos os jornais e rádios juntos

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De acordo com o o Inc., o Google vai faturar em 2017 80,8 bilhões de dólares só com publicidade.  É tanto quanto todos os jornais e revistas do mundo inteiro, juntos, ganham com a venda de anúncios. O Facebook vem logo em seguida, com 36,3 bilhões de dólares – praticamente o mesmo que todas as estações de rádio, juntas, faturam com a venda de espaço publicitário. Google e Facebook abocanham cerca de 50% de todo o dinheiro investido em publicidade globalmente – número que em breve deve atingir os 83%, segundo cálculos da Digital Content Next.

Leia a notícia completa no BluBus.

P.S.: Explica-se, por exemplo, que o esforço em iniciativas como as da Gazeta do Povo, ao encerrar o impresso, seja de buscar assinantes no digital.

P.S.: E também faz pensar no quanto que as empresas de mídia perderam espaço e o timing enquanto Google e Facebook (este último abastecido por conteúdo de veículos) tomavam conta do pedação. Deixaram chegar…

Quando os jornais se aproximam ao que há de pior nas seções de comentários, por @n1viacarvalho

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Ainda sobre comentários, Primeiro Digital recomenda o texto da jornalista, professora e social mídia Nívia Carvalho, publicado em sua conta no LinkedIn com o título “Quando os jornais se aproximam ao que há de pior nas seções de comentários”.

Todos sabemos: as seções de comentários são um dos melhores exemplos do maior grau de toxicidade do comportamento humano. Os piores defeitos estão todos lá, expostos, muitas vezes para regozijo do autor do comentário, que recebe várias curtidas de seus ‘apoiadores’. Achávamos que com as redes sociais, onde as pessoas, em tese, não mais se protegeriam sob o manto do anonimato permitido nos sites de notícias, seriam mais responsáveis no quesito reputação online. A ilusão durou pouco. Dos sites para os comentários na página dos veículos foi um pulo. Eles só migraram.

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