Carta aberta ao fundador do Facebook pede ações contra notícias falsas

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Vinte sites de checagem de fatos de diversos países, incluindo os brasileiros Aos Fatos, Agência Lupa e Agência Pública – Truco, assinam uma carta aberta direcionada ao fundador do Facebook, Mark Zuckerberg, cobrando ações que ajudem a conter a propagação de notícias falsas na rede social – um problema que cresce e tem sido assunto recorrente entre sites especializados sobre jornalismo e mídias digitais.

Leia a carta dos sites de checagem.

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Do BlueBus: Facebook anuncia cursos de treinamento online e gratuitos para jornalistas

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O Facebook está anunciando cursos de treinamento online e gratuitos para jornalistas, que terao como foco 3 pilares – descoberta de conteúdos, criaçao de histórias e construçao de uma audiência. Os cursos estao disponíveis por meio do Blueprint, plataforma global de e-learning do Facebook. Segundo a rede social, a ideia de criar esse formato surgiu a partir de uma série de conversas com diversos jornalistas ao redor do mundo, que demonstraram interesse em encontrar em um único lugar mais informaçoes sobre como usar o Facebook para o trabalho.

A nota completa está no BlueBus.

E o link do curso é www.facebook.com/facebookmedia/journalists

Se não interessa essa notícia…

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Ótima chamada do jornal Município Dia a Dia, de Brusque, no Facebook. Destaca uma fofoca, mas lembra que, caso o assunto em questão (namorado de Ellen Roche) não seja do interesse do leitor, o site tem outras notícias. Saída criativa para nem dar tempo do comemtarista de Facebook, que entende tudo de jornalismo, sacar o teclado para atirar.

Parabéns aos colegas do Município.

Curta no Facebook: www.fb.com/municipiomais

Do Nexo: Facebook agora usa robôs para sugerir notícias aos usuários

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Na tarde do dia 26 de agosto, todos os funcionários do Facebook que faziam a curadoria de assuntos na seção “Trending” da rede social foram demitidos. Agora, a seleção de links é feita por robôs, a partir de algoritmos.

O Trending é uma seção que aparece na lateral direita da linha do tempo e ainda não está disponível no Brasil. Exibe conteúdos populares que podem ser interessantes para o usuário e faz parte do esforço do Facebook em se tornar uma fonte relevante de curadoria de notícias.

Até a sexta-feira (26), a seleção de links era feita por uma equipe humana, e incluía checagem cruzada, para descartar notícias falsas. Os links eram, primeiro, escolhidos por curadores. A partir dessa seleção, eram pareados com os interesses do usuário e exibidos de forma personalizada.

Saiba quais as implicações desta decisão do Facebook lendo o texto completo de Ana Freitas no Nexo.

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O Facebook baixou o nível de exigência dos leitores e de qualidade do conteúdo dos sites de notícias?

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Engajamento nas redes sociais: ZH mantém o topo, R7 cresce e Veja despenca

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Da Torabit, empresa de monitoramento digital e métricas:

O veículo online do jornal gaúcho Zero Hora segurou a primeira posição no ranking da taxa média de engajamento nas redes sociais em julho. Seu resultado foi de uma taxa de 2,56%, computados os resultados de Facebook, Twitter e Instagram.

Confira o infográfico.

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Do Projeto Draft: Pequeno manifesto sobre o atual estado das coisas para quem vive de produzir conteúdo

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A concentração dos investimentos em mídia no Brasil sempre foi letal aos projetos independentes. A TV aberta fica historicamente com mais de 60% do bolo publicitário – e a TV Globo fica, sozinha, com mais de 70% dessa fatia.

Google e o Facebook entraram no jogo meia dúzia de anos atrás e não trouxeram inovação alguma a esse modelo. Ao contrário: eles o reproduzem à risca. Estima-se que o Google fique com 60% dos investimentos publicitários digitais no país, e que o Facebook fique com outros 10%. Ou seja: juntos, eles teriam a mesma fatia do bolo digital que a TV Globo tem no bolo da TV aberta.

E Google e Facebook entraram nesse jogo de forças e de concentração de dinheiro e poder com uma novidade duplamente letal para os publishers: ambos atraem a verba de marketing dos anunciantes utilizando a custo zero os conteúdos produzidos pelos mesmos veículos que os anunciantes deixaram de apoiar exatamente para poderem investir mais nos dois gigantes.

Ou seja: Os publishers ficaram com o custo da produção do conteúdo que Google e Facebook usam como combustível gratuito para as suas operações – nas quais não precisam investir um centavo para produzir uma linha dos textos que publicam nem para editar um minuto dos vídeos que veiculam.

Este trecho é apenas um dos pontos importantes destacados no manifesto escrito por Adriano Silva. Leitura mais do que recomendada.

Leia o texto completo no Projeto Draft.

De usuário a prisioneiro do Facebook

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Quando os blogs surgiram lá na virada para os anos 2000 e depois com a popularização das redes sociais, uma das afirmações mais repetidas era essa: agora os pequenos podem disputar mercado em pé de igualdade com os grandes produzindo e se apoiando nos canais da internet. E isso valia para qualquer segmento, inclusive o jornalismo. Era um gás para potencializar novas ideias, criatividade, iniciativas independentes, conteúdo colaborativo, voz do cidadão…

Os grandes veículos não ficaram para trás. Alguns até demoraram, mas logo também estavam tirando proveito da chamada Web 2.0. Mas o que era para ser uma ferramenta de suporte está se tornando uma prisão. É Alcatraz 2.0: ninguém mais quer sair do Facebook. Nem tentam.

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Quem será o lobo?

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Sabe a resposta do título do post?

Para ajudar a responder, reproduzo os comentários do Bruno Volpato e da Ana Brambilla sobre reportagens a respeito do Facebook.

(O site) Poynter “meio que” mostra que a nova tendência das empresas jornalísticas para agradar o Facebook, as transmissões ao vivo em vídeo, pode ter números inflados de visualização e engajamento real baixíssimo. Até quando a indústria vai continuar matando seu negócio para fazer o jogo de um gigante da tecnologia que é um lobo em pele de cordeiro? (Bruno Volpato – veja reportagem do Poynter.

 

Enquanto publishers e marcas se descabelam pelo “novo” algoritmo do newsfeed do Facebook, que privilegia a exibição de posts de indivíduos ao invés de fanpages, que cobra para páginas exibirem os conteúdos que oferecem gratuitamente para aumentar a qualidade da rede, AGORA DÁ para entender isso?! (a decisão da Globo de tirar seus links do Facebook em 2013).

A resistência foi épica nas redações, tal como a decisão das Organizações Globo. Não houve adesão de outras empresas de mídia ou associações do setor. Tanto que não durou mais de nove meses. O benefício da audiência gerada pela rede não chega a uma ínfima parte da verba publicitária desviada dos players ao Facebook. É concorrente desleal, sim! É mídia, sim. E não produz conteúdo próprio. Ao contrário: fatura sobre o conteúdo alheio, de quem tem que pagar se quiser ser visto aqui. Sério, ESSA BOLA FOI CANTADA HÁ MUITO TEMPO E QUASE NINGUÉM QUIS VER. Quem viu não teve voz. E ainda tem quem pague pau para o Instant Articles… #desespero (Ana Brambilla – veja texto de Pyr Marcondes no Proxxima)

Do g1: Facebook vai priorizar post de amigo e familiar

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O Facebook inicia uma mudança no ranqueamento das publicações, para exibir no topo o que amigos e familiares compartilham e depois o que é produzido por páginas. A mudança chegará a todos os 1,6 bilhão de usuários e será concluída dentro de alguns meses.

“No contexto em que vemos que outros usuários [páginas de marcas e personalidades] estão publicando cada vez mais no Facebook, queremos assegurar que amigos e familiares ainda são a peça chave da experiência”, afirmou ao G1 Adam Mosseri, vice-presidente de produto do Facebook. Apesar de afetar o que os usuários veem, a alteração ocorrerá no sistema que move o Facebook, ou seja, no algoritmo que seleciona as publicações a serem exibidas.

(…)

O Facebook também definiu ainda que as publicações com maior peso no Feed, depois das de pessoas próximas, serão as informativas. “As pessoas gostam de aprender coisas no Facebook, pode ser por uma notícia ou por uma reportagem.”

Publicações de entretenimento também terão seu valor, mas menor que as noticiosas. “Nós sabemos que as pessoas vêm ao Facebook para se divertir, para ver um vídeo engraçado, para rir de algo”, comenta Mosseri.

Leia a reportagem completa no g1.

Do El País: Facebook prioriza conteúdo produzido na própria plataforma

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Há alguns meses a presença dos meios de comunicação na rede social diminui. Cai tanto a participação dos usuários com links quanto o alcance das notícias que os meios publicam em suas páginas, segundo várias pesquisas. Essa queda coincide com a mudança do algoritmo e com o auge dos vídeos nativos, publicados na mesma plataforma da rede social, em especial dos transmitidos ao vivo.

Não são as únicas novidades. O Facebook, em sua tentativa de manter os usuários o máximo de tempo possível no serviço, lançou no ano passado o Instant Articles, ferramenta que permite ao usuário ler notícias dos meios de comunicação sem sair da plataforma. O objetivo é concentrar o tráfego dentro da rede social. E põe os meios de comunicação diante de um dilema inédito: para melhorar a distribuição de seu conteúdo precisam publicá-lo na página de um terceiro.

Leia o texto completo no El País.

Americanos não confiam em notícias do Facebook

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Em tempos de compartilhamento de notícias falsas no Brasil por causa da confusão política em que estamos metidos, eis um dado para reflexão: apenas 12% dos americanos confiam nas notícias publicadas no Facebook. Este é um dos números da pesquisa sobre credibilidade de notícias publicadas em redes sociais realizada pelo projeto Percepções da Mídia (Media Insights Project). A rede mais confiável para os americanos é o LinkedIn, com índice de credibilidade na casa dos 30%.

Como seria este índice entre leitores no Brasil?

Via Observatório da Imprensa (onde você encontra links para o estudo completo).

Você confia nas notícias que lê nas redes sociais?

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Notícias pelo Facebook Messenger: já testou?

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Já testou a novidade do Facebook? Receber atualizações de sites pelo Facebook Messenger. Esse é o bot da CNN. Numa primeira análise, uma boa sacada do Facebook na briga pelo segmento de distribuição de notícias (algo que está cada vez mais forte no site – cada vez menos rede social e cada vez mais agregador de notícias.

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O site The Next Web divulgou uma lista com os bots que já estão ativos, além do já citado da CNN. Confira.

Facebook tem cada vez mais notícias e menos posts pessoais

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O Facebook está trabalhando para combater a queda nas postagens de conteúdo original e pessoal dos usuários, o combustível que ajuda a movimentar a máquina de dinheiro no coração de sua rede social, segundo pessoas familiarizadas com o assunto.

As postagens gerais continuaram “fortes”, segundo o Facebook. Contudo, os usuários têm se mostrado menos dispostos a postar sobre suas vidas pessoais devido ao aumento de suas listas de amigos, disseram as pessoas.

Em vez disso, a base de 1,6 bilhão de usuários do Facebook está postando mais notícias e informações de outros sites. À medida que o tempo vai passando, os usuários do Facebook podem, ao longo de uma década, ter adicionado muitos conhecidos como amigos.

Leia a reportagem completa no site da Exame.

Facebook engolindo jornalismo

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“Algo muito dramático está acontecendo com nosso ambiente de mídia, a esfera pública e nossa indústria jornalística, passando quase totalmente despercebida e certamente sem o nível de escrutínio público e debate que merece.

Nosso ecossistema de notícias mudou de modo mais dramático nos últimos cinco anos dos que nos quinhentos anos anteriores. Estamos testemunhando grandes saltos técnicos – realidade virtual, vídeo ao vivo, “bots” jornalísticos com inteligência artificial, mensagens instantâneas e apps de bate-papo. Estamos vendo imensas mudanças nos controles e nas finanças, colocando o futuro do setor de publishing na mão de alguns poucos, que agora controlam o destino de muitos.

As redes sociais não engoliram apenas o jornalismo – elas engoliram tudo. Engoliram campanhas políticas, o sistema bancário, histórias pessoais, a indústria do lazer, o varejo, até governos e segurança. O telefone no bolso é nosso portal para o mundo. Traz muitas oportunidades, mas também vários riscos existenciais.

O jornalismo é uma pequena atividade secundária dentro do negócio central das plataformas sociais, mas é uma atividade de grande interesse para os cidadãos.

A internet e as redes sociais permitem que os jornalistas façam melhor o seu trabalho, mas ao mesmo tempo tornam o publishing uma atividade não econômica.”

Leia o artigo completo de Emily Bell, diretora do Tow Center for Digital Journalism na Columbia Journalism School, traduzido por Sérgio Kulpas no Webinsider.

Sobre as redes sociais na semana mais quente do FlaFlu político

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O acirramento do FlaFlu político nos últimos dias com as manifestações, a nomeação de Lula, os grampos e as liminares esquentou as coisas ainda mais nas redes sociais. Neste turbilhão de postagens no Facebook e no Twitter, qual tem sido o valor de tudo o que se publica nestes canais como ingredientes para reportagens?

Pelo o que pude acompanhar, quase nenhum. O FlaFlu pegando fogo nas redes sociais é explorado (e muito bem explorado) pelos veículos para distribuição de conteúdo e geração de tráfego. “Redes sociais como fonte de conteúdo colaborativo” não tem sido um mantra neste caso. Risco de “tomar partido”? Na geração de pautas, o de sempre: a graça do “Veja os memes” ou a futilidade do “Veja fotos dos famosos nas manifestações“.

Fora isso, um ou outro destaque baseado no monitoramento de menções, uma ou outra repercussão sobre polêmicas como a foto do casal com a babá, uma ou outra reportagem repercutindo opinião de algum especialista. Ou o aproveitamento de comentários específicos como a repercussão de uma capa ou de um editorial. Aliás, crítica à mídia é o que não falta nas redes sociais. Há muitas críticas coerentes e que devem ser feitas (o momento pede) e outras menos qualificadas da turma que (pensa que) é especialista em jornalismo.

A guerra das liminares

O episódio das liminares contra a posse de Lula como ministro é um caso à parte. Quando a primeira foi expedida, o Facebook virou fonte por causa dos posts anti-Dilma publicados pelo juiz que concedeu a liminar. A falta de bom senso dele levantou boas discussões inclusive sobre o uso de redes sociais por pessoas com funções públicas. Juiz não deve ser e parecer imparcial?

Depois, a questão das liminares virou o “desafio do F5” com os veículos acompanhando as novas decisões e o público das redes sociais tentando não se perder com as atualizações. Ficou um tanto quanto confuso em alguns momentos com os compartilhamentos frenéticos a cada nova notícia, além daqueles usuários retardatários compartilhando decisões anteriores como sendo as mais recentes.

Do que eu vi, por parte dos veículos, faltou um capricho maior na publicação das chamadas de atualização. Alguns optaram por usar uma vinheta “urgente”, mas achei em geral os títulos muito parecidos e as tags e imagens pouco informativas. Os menos desavisados realmente poderiam perder a “conta”.

8 destaques do Primeiro Digital

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Clique nas imagens e confira as sugestões de leitura dos posts mais recentes do Primeiro Digital.

Monitoramento das redes sociais poderia ter salvo Glória Pires de vexame na transmissão do #Oscar2016

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Por Linete Martins*

“Só morre quem está ao vivo”. Gosto muito dessa frase do Ernesto Paglia, repórter da TV Globo, que li um tempão atrás em um artigo com referências às coberturas ao vivo, publicado em revista sobre a nossa profissão, o Jornalismo.Muitaa responsabilidade para profissionais dessa área que, além do conteúdo, estão submetidos ao julgamento público sobre sua imagem, voz, roupa, numa sociedade intensamente midiática e com respostas instantâneas, para o bem e para o mal.

Nesta noite de domingo, Glória Pires, atriz maravilhosa, foi o exemplo clássico de como a imagem de alguém com uma carreira consolidada pode sofrer alguns arranhões imediatos por deslizes ao vivo – principalmente se o fato é algo como o Oscar, com milhões de pessoas ligadas na programação. Seu ar blasé, seus comentários monossilábicos – “bacana”, “interessante”, “merecido” – sobre os filmes que viu e alguns comentários do tipo “não vi”, “não posso opinar”, “não sou boa de premonição” surpreenderam. Twitter bombou, Facebook também. Memes engraçadíssimos tomaram conta das redes junto com perguntas como: “O que ela está fazendo ali”?

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Um novo modo de consumir notícias, por @ericmessa no @meioemensagem #LinkRecomendado

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Eric Messa, coordenador do Núcleo de Inovação em Mídia Digital da FAAP/SP, assina ótimo artigo no Meio & Mensagem sobre a perda de leitores no meio impresso, do qual destaco o seguinte trecho:

“O jornal, por exemplo, vem perdendo leitores pois, independentemente da idade, quase ninguém mais tem aquele hábito antigo (característico do jornal) de fazer uma leitura tranquila pela manhã, antes de sair para o trabalho. O mercado acelerou o ritmo do homem. Hoje já acordamos trabalhando. Tem gente que acorda e imediatamente já está respondendo ao WhatsApp do trabalho, mesmo antes de sair da cama.

Vou além, se não temos mais tempo para ler um jornal impresso, quem consegue, em meio à correria do nosso dia a dia, parar por cerca de uma hora para ler com calma um portal de notícias? Minha hipótese é a de que está diminuindo o número de pessoas que acessam a página de entrada dos sites de notícias.

Nem por isso as pessoas andam desinformadas. Não é essa minha conclusão. Apenas o comportamento delas que mudou. As pessoas continuam consumindo notícias, mas ao longo do dia, de forma fragmentada, por meio das redes sociais.”

Leia o artigo completo no Meio & Mensagem e confira a lista de apontamentos usados por Messa para comprovar sua hipótese.

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Ainda dá para criar novos usos para redes sociais?

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Publiquei hoje esta foto brincando com a ironia de tomar água num copo que diz “beba Coca-Cola”. Curti a ironia e mais tarde também relacionei a imagem com uma questão que sempre gostei de abordar e de provocar meus colegas jornalistas: criar novos usos sobre ferramentas online, principalmente redes sociais, mais ou menos como tomar água num copo da Coca-Cola.

Fiz muito isso durante minha carreira, especialmente quando fazia do meu blog Coluna Extra um laboratório para testar possibilidades de inovar e agregar elementos ao conteúdo digital. E em quase todas as palestras que ministrei, quando o assunto era jornalismo e redes sociais, dava um jeito de incentivar esta visão com uma lógica simples e uma defesa pelo papel do “editor de redes sociais”:

Ter uma conta no Twitter ou no Facebook não é um diferencial. Diferencial é o modo como o jornalista utiliza as mídias sociais para gerar conteúdo e entregar um material jornalístico mais encorpado para o leitor. Gerar conteúdo é diferente de navegar pelo Twitter e Facebook para encontrar pautas e publicar como notícia pura e simples em sites e blogs.

O Twitter é um exemplo dessa ideia de reinvenção, a começar pelo próprio modelo do site que acabou sendo transformado pelo conteúdo que os usuários começaram a publicar. Fiz muito post de curadoria usando ferramentas variadas em ocasiões como convocação de Seleção Brasileira, entrega do Oscar e cobertura cidadã de tragédias como enchentes em Santa Catarina.

Avaliando o atual cenário, vejo que muita coisa mudou. E já não parece haver mais gás nem espaço para pensar em novos usos para redes sociais. A “culpa” é fatiada entre os usuários e as redes. O Facebook, além do domínio do mercado, mas principalmente com as páginas, meio que bitolou todo mundo. Parece já bastar ter a página ou um grupo e neste embalo, pouca coisa se reinventa.

Até o WhatsApp, considerando o aplicativo como uma rede social e que teria potencial para que novos usos pudessem ser criados, corre o risco de cair na mesmice pela forma como vem sendo usado – só como canal de contato público-veículo.

Há casos de envio de informações como faz o Sou Avaiano, mas ainda pouco se explora a função “Transmissão”. Igualmente se ignora o potencial do áudio, que tende a dominar no uso do aplicativo na criação de conteúdos especiais. Por exemplo, o comentarista esportivo de um site poderia enviar diariamente, via “Transmissão”, uma mensagem em áudio, com patrocínio na assinatura do produto, falando de um jogo ou de uma notícia relevante sobre os times da cidade.

Quem vai tomar essa água?

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