O ano do Facebook? Ou alguém viu alguma coisa de diferente em 2016?

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No final de 2015, publiquei aqui no Primeiro Digital uma lista de dez assuntos que considerei como os mais relevantes e mais comentados no decorrer do ano. Estavam na lista g

Até compartilhei esta sensação no Facebook. Em resposta, a Luciana Manfroi, professora e coordenadora da pós-graduação em Comunicação e Marketing em Mídias Digitais, Estácio de Sá, fez considerações interessantes:

1) Textão no Facebook é que está levando ao engajamento. Pessoas comuns falando de vida comum. Papos diversos. Mas, textão. Textão leva ao discurso, que leva à ideologia.

2) O que se fazia de textão no blog, normal, continua, com otimização e hiperlinks. Mas o Facebook está roubando a espontaneidade de publicação.

3) Pessoas virando personalidades via redes sociais e sendo contratadas para comentaristas em mídia online e offline.

Realmente, difícil escapar da “facebookzação” total e irrestrita que estamos presenciando. A ideia de transformar aquele antigo site de relacionamento na porta de entrada e única plataforma dos usuários de internet segue de vento em popa. Já estamos todos reféns – damos nossa audiência, deixamos uns trocados e quem sabe ganhamos uns likes, uns cliques.

A comunicação digital se tornou dependente do Facebook. As estratégias de Inbound Marketing passam por lá. E o jornalismo, na falta de perspectiva e de visão, segue pelo mesmo caminho. E fazendo pior. Produz conteúdo e entrega esse ouro para o bandido, quer dizer, concorrente na captação de anunciantes. E o pior de tudo é que as pessoas passaram a ter a “sensação” de estarem bem informadas porque “viram no Facebook”.  E não no site do jornal A, B ou C.

Veremos algo diferente em 2017? Ou este cenário é irreversível? Enquanto pensa, “assista ao nosso programa também pelo Facebook…” . Ou compartilhe aquela notícia falsa que pintou na sua timeline.

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