Série da CBN mostra os efeitos do uso de robôs nas eleições

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A rádio CBN veiculou durante esta semana uma série de reportagens que tratam do uso de robôs na internet principalmente para influenciar na disputa política. “Você já se deparou com mensagens disparadas aleatoriamente nas redes sociais, durante discussões sobre comportamento, saúde, alimentação ou higiene, por exemplo, que continham apenas uma frase entusiasmada sobre um determinado pré-candidato à Presidência da República?”, questiona a primeira a reportagem da série.

Foram entrevistados diferentes especialistas para montar o cenário que tende a ser cada mais dominado pelos chamados bots.

As reportagens estão disponíveis no site da CBN:

Eleição presidencial deve ter ‘máquinas de destruição de reputação em massa’

Presença de robôs em redes sociais vai aumentar polarização e diminuir debate político

Robôs representam 15% dos usuários do Twitter no mundo

Os “truques” nas redes sociais para propagar mensagens eleitorais não chegam a ser novidade. Aumentaram muito nos últimos anos com o crescimento (e dominação) do Facebook e da popularização do WhatsApp. Pessoal ficou mais “profissional” na arte de manipulara turma…

Mas lá em 2010, por exemplo, fui trabalhar na campanha eleitoral de um candidato aqui em Santa Catarina justamente pela análise crítica que fiz – por conta própria – do que a agência que ele contratou estava fazendo no Twitter.

A agência simplesmente adotou um script, gerou usuários “Ovo” (os fantasmas do Twitter) e começou a disparar mensagens atrás de mensagens de forma aleatória e, obviamente, muito invasiva. Na verdade foram dois candidatos, do mesmo partido. Pareceu “consórcio”. Contrataram a mesma agência “especialista” e tiveram o mesmo resultado: uma enxurrada de críticas sobre o que estavam fazendo – uma grande MERDA!!!

Fiz um relatório com prints dos tweets dos fantasmas e do monitoramento das críticas que foram feitas. Mandei para os dois comitês dos candidatos. Acabei indo trabalhar na campanha de um deles, para cuidar das redes sociais, com a condição de que seria encerrada a ação dos robôs. E assim foi. Deu mas trabalho, outros fatores influenciaram no resultado da eleição (o candidato não se elegeu), mas ao menos se fez a gestão do jeito que deveria ser.