Começando minha experiência com podcast

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por ALEXANDRE GONÇALVES

O rádio me levou para o jornalismo. E na universidade aprendi a escrever para o rádio, criar e editar reportagens e programas. Até roteiro, direção musical e de efeitos (atuar não conta…) pude aprender e fazer nas aulas de radioteatro. A profissão me levou para outro meio (primeiro revista, depois internet), mas o rádio sempre presente no meu dia a dia como ouvinte.

Corta para 2019.

Em 2004, ano em que migrei para a internet, surgiu o primeiro podcast no Brasil. Não lembro bem quando passei a dar maior atenção ao formato. Mas depois de esbarrar em algumas menções sobre o assunto, acompanhar iniciativas como o YouTuner, ler os principais livros publicados no Brasil de podcasters, descobrir a área de podcast do Spotify e publicar notas e notícias sobre a “descoberta” do formato pelo ”grande público”, fui parar na SR Escola de Rádios, aqui de São José, para um workshop de seis aulas sobre produção e edição de áudio.

Meu objetivo era entender minimamente o processo. Já tinha experimentado o Audicity e mais recentemente o Anchor. Mas no curso pude ter uma noção mais profissional, com orientações técnicas relevantes para criar, gravar, editar e gerar conteúdo em áudio com a qualidade necessária para ser consumido nos smartphones e desktops. Ou seja, agregar mais uma peça no meu repertório de serviços, mas também satisfazer uma parte importante da minha formação.

Link na Veia

Como conclusão do curso, fomos “desafiados” a criar um podcast. E disso nasceu o Link na Veia, um podcast que recomenda e comenta conteúdos publicados em sites e blogs independentes de Santa Catarina.

O nome é uma brincadeira com o “link na bio” do Instagram. Link na Veia é um misto de curadoria e recomendação. A ideia é monitorar sites e blogs independentes. Quando houver atualização, eleger um post e recomendar o acesso, incluindo uma mini-entrevista com o editor do blog, comentando o assunto do conteúdo publicado por ele.

Neste piloto que produzi para o curso, contei com a participação do meu amigo Daniel Silva, do Rifferama. O gancho foi a publicação com exclusividade da programação da Semana do Rock Catarinense. Pedi ao Daniel uma avaliação sobre o evento, uma indicação do que deve ser destaque e uma análise da cena musical de Santa Catarina.

Eu finalizo lembrando ao ouvinte onde conferir o conteúdo completo do post recomendado. E também a página em que serão compartilhados os links destacados no Link na Veia (usei o Linktr.ee).


Ouça o episódio piloto do Link na Veia (aceito críticas e sugestões).


Faça você mesmo

Link na Veia é uma primeira experiência, produzida com o auxílio de um aplicativo (WaveEditor, recomendado pelo pessoal do jornalismo da UFSC), editado no Adobe Audition, um dos softwares mais recomendados para gravação de áudio. Tem muito o que melhorar, obviamente, mas em termos de qualidade, ficou ok.

Do que mais gostei, além de criar um produto com propósito e linha editorial muito clara e definida (como gosto de fazer sempre), foi baixar novamente o espírito do “faça você mesmo”, o mesmo que 15 anos atrás me trouxe definitivamente a para internet por intermédio do blog.

E melhor ainda é vislumbrar a possibilidade de renovar minha paixão pelo rádio, agora criando programas em áudio para canais digitais – começando com esta minha primeira experiência com o Link na Veia.


podcast do alexandreSobre a foto que ilustra este post

A foto é de 1993, tirada no estúdio de rádio do Curso de Jornalismo da Universidade Federal de Santa Catarina. Eu era editor do Universidade Aberta, programa informativo da universidade produzido por nós, alunos, com a supervisão da professora Valci Zuculoto e que era veiculado em emissoras de Florianópolis (primeiro na União FM e depois da Barriga Verde FM, hoje Band FM). Muito provavelmente eu estava tirando o rolo de fita do gravador com a edição do dia seguinte pra colocar na caixa e levar até a Barriga Verde FM no Pantanal, ao lado da UFSC. A foto é do colega Yan Boechat.

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