8 destaques do Primeiro Digital

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Clique nas imagens e confira as sugestões de leitura dos posts mais recentes do Primeiro Digital.

O DC acertou

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O Diário Catarinense, de Florianópolis, adotou uma atitude correta diante de uma prática comum – infelizmente – entre os usuários do Facebook: o compartilhamento de notícias antigas sem qualquer contextualização com um fato recente ou aviso sobre data original de publicação. A notícia velha compartilhada é de 2014, publicada pelo DC no dia 4 de janeiro, e trata da questão da balneabilidade das praias de Santa Catarina. O assunto esteve (e ainda está) nas manchetes neste começo de 2016 por causa de novos problemas relacionados com poluição em praias em Florianópolis. E isso acabou sendo o gatilho para o compartilhamento da notícia de 2014.

Diante disso, o DC tomou o cuidado de incluir um comunicado na notícia velha que está sendo compartilhada, antes do início do texto.

COMUNICADO: O Diário Catarinense esclarece que esta matéria foi publicada em 4 de janeiro de 2014 e não se refere, portanto, aos dias 9 e 10 de janeiro de 2016. A Fatma esclarece que não há qualquer orientação neste sentido para a temporada de 2016.

E em sua página no Facebook, o DC compartilhou uma nota de esclarecimento.

ATENÇÃO!

O DC esclarece que a matéria “Fatma recomenda banhistas a evitarem as praias catarinenses no final de semana…

Publicado por Diário Catarinense em Quinta, 7 de janeiro de 2016

Decisões como esta precisam ser cada vez mais comuns. Para isso, os editores não podem deixar de acompanhar o que está sendo compartilhado do veículo nas redes sociais e principalmente o que está sendo mais acessado, de acordo com o contador de audiência do site/portal/blog. E vale a pena, mesmo que alguns comentaristas continuem defendendo o compartilhamento da notícia velha…

Em alguns casos, até como prevenir qualquer chance de confusão, é importante colocar uma referência de data já no título. Divulgação de listas de aprovados em vestibular, por exemplo. O “Confira a lista de aprovados no vestibular da UFSC” é um título-campeão, bom de busca, mas sem a data pode levar o vestibulando para uma página com o listão antigo. O ideal seria “Confira a lista de aprovados no vestibular 2016 da UFSC”.

Em tempo: a Fatma mantém um mapa online atualizado da balneabilidade das praias de Santa Catarina onde é possível acompanhar os pontos próprios e impróprios para o banho. Acesse.

O assunto do ano

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Chegando ao fim de 2015, reuni neste post os dez assuntos que apareceram aqui no Primeiro Digital no decorrer do ano e que considero como os mais importantes e relevantes também por apontarem tendências e caminhos para o meio digital. Não foi um ano fácil, mas pela lista dá para ver que foi um ano movimentado para o bem ou para mal do mercado. Ainda pairam dúvidas sobre para onde vai o jornalismo em geral, tendo o digital como protagonista tal e qual em um faroeste: ora como o bem-vindo pistoleiro que chega e resolve todos os problemas, ora como o estranho forasteiro que representa uma ameaça.

Veja a lista dos dez assuntos selecionados:

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Entre o constrangimento e a esperança

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Hoje cedo publiquei nas minhas redes sociais um print do gráfico de páginas visualizadas do Primeiro Digital em novembro, mostrando um salto gigantesco na audiência do blog em comparação com o mês de outubro. Com os dados somados até o dia 17, foram mais de 12 mil páginas visualizadas. E na busca por explicações para o salto, veio um misto de constrangimento e esperança.

Constrangimento porque a causa para os 12 mil views foi o post Quando os comentaristas de internet sabem tudo, a respeito da reação estúpida de leitores nas redes sociais, principalmente no Facebook, com a morte de uma mulher que morreu após cair da Ponte Hercílio Luz, em Florianópolis. O link do post teve compartilhamentos nas redes, mas a maior parte dos acessos veio do Google.

Na busca por palavras-chave relacionadas ao caso, o Primeiro Digital apareceu na primeira e na segunda página dos resultados. Não fiz nenhuma edição para o Google. Nnão coloquei palavras-chave no título, por exemplo. O que acabou gerando acessos foi a chamada do ND no Facebook que “embedei” no post, além das palavras mulher, ponte, Florianópolis que usei no texto para explicar o caso.

Realmente fico constrangido por ter acessos dessa forma. Mas por outro lado, como também disse no Facebook, não deixe de ser curioso que as pessoas busquem por um assunto e acabem chegando a um post que critica justamente o comportamento desta turma, dos “comentaristas de internet” e dos “corvos digitais”. Pensei na reação do sujeito. Será que parou aqui, leu e desistiu da busca? Pensou e refletiu “que merda estou fazendo”? Ou cagou e andou, me xingou e voltou para o Google busca o que estava procurando?

Difícil saber. Mas ao menos o comentário deixado no post me fez ter esperança de que mesmo que o acesso venha por outros caminhos, o post alcance seu propósito de levantar a discussão, alerta e apontar para uma atitude diferente, menos mórbida, mais construtiva. Espero que sim.

Reproduzo o comentário deixado por Andrea Ferreira:

Eu gostaria em primeiro lugar parabenizar a esta matéria, porque eu leio as notícias do dia a dia nos principais veículos de comunicação e fico transtornada com alguns comentários. Ao invés de agregar ou simplesmente a pessoa manifestar seu ponto de vista e pronto, eu percebo que alguns perfis são fakes e só esperam o momento certo pra destilar o veneno das suas palavras e é exatamente através de um único comentário que aparecem muitos outros com o mesmo propósito.

Percebo que alguns internautas buscam algum tipo de burburinho. Eles são nada mais nada menos do que caçadores de “Likes”, querem “Mitar” – gíria essa usada na internet pra quem consegue milhares de “Likes” -, só que pra conseguir essa “popularidade” momentânea eles não usam de bom senso e não medem as consequências das suas palavras muitas vezes agressões verbais desnecessárias e perde-se o foco.

Sobre o comportamento dos leitores na internet, o Facebook me lembrou hoje que há 2 anos, escrevi ainda no Coluna Extra um post que perguntava quem é essa pessoa que nem lê e já comenta, que vê uma imagem e tira suas próprias conclusões. Republiquei o post aqui no Primeiro Digital:

Quem é você?

Quando os comentaristas de internet sabem tudo

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No início da manhã desta segunda-feira (16), uma mulher conseguiu entrar na Ponte Hercílio Luz, cartão-postal de Florianópolis, que está fechada para o trânsito e em eterna e polêmica reforma. A mulher subiu em uma das torres e ficou ameaçando se jogar. Polícia e bombeiros, além de parentes, foram ao local, mas ela acabou caindo e morrendo.

Não se tem detalhes das circunstâncias, incluindo os motivos que a levaram a cometer o ato (há quem diga que ela não caiu, mas teria se jogado). Ainda assim, os comentaristas de internet voltaram a atacar, levantando mais uma vez a pergunta: qual o valor dos comentários dos leitores? Qual a contribuição do que eles dizem para enriquecer o conteúdo publicado?

O site do jornal Notícias do Dia publicou uma nota sobre o ocorrido. E na chamada publicada na página do jornal no Facebook surgiram os “especialistas”, julgando e atestando as razões e condenando a mulher “que não deu valor à vida”. E que tipo de leitor é esse que começa a semana, logo cedo, com tamanha sede de “cagar regra”? E a fala torta e sem noção de um transforma o espaço em um ringue com os comentaristas protagonizando trocas de insultos de todos os tipos. E aparentemente, a autora do comentário que deu origem à polêmica sumiu da conversa. Apagou o que disse e saiu sem se despedir ou mostrar um mínimo de bom senso, admitindo o erro, o tom do comentário.

Lamentável.

Ruas próximas à cabeceira da ponte, do lado continental, estão interditadas.

Posted by ND Online on Segunda, 16 de novembro de 2015

Atualizado às 12h20:

Como era de se esperar, além dos “comentaristas de internet”, temos também os “corvos digitais” sempre alerta e vídeos mostrando o momento em que a moça cai do alto da torre estão circulando não só no WhatsApp, mas também no Twitter, no Facebook e no YouTube. Triste que este seja um comportamento recorrente e que sites – não o ND – tenham publicado o vídeo e estejam fazendo barulho por isso. A vontade de abrir uma quitanda só aumenta…

Atualizado em 17 de novembro, 8h30:

E olhem o que aparece na busca no Google por “mulher Ponte Hercílio Luz”: sites de notícias, quer dizer, “sites de notícias”, de olho nos acessos, reforçam no título que tem o vídeo que mostra o momento da queda. É este tipo de “site” que ajuda a sujar a credibilidade de veículos e profissionais sérios e, o pior, fomenta a horda de imbecis que acham que vale tudo na internet. Que vergonha.

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P.S.: E não vamos entrar na discussão sobre Mariana versus Paris, que dominou o Facebook no fim de semana e que não leva a nada. Só mostra as redes sociais está lotada até a boca de especialistas em jornalismo. E pior: de gente que quer manter o público no rebanho e ai de quem pensar e agir diferente.

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“O Globo errou“ e o tamanho da responsabilidade com o que é compartilhado nas redes sociais

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A ANJ (Associação Nacional de Jornais) tem destacado em seus eventos e campanhas que o conteúdo dos sites de jornais são as principais fontes dos links compartilhados pelos usuários nas redes sociais, em especial no Facebook. Isso porque, na visão da entidade, os jornais têm credibilidade e por isso os leitores espalham entre seus amigos, curtidores e seguidores os links de conteúdo produzido por uma fonte confiável. Confiável, mas não infalível, como vimos neste domingo em O Globo.

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Jornalismo de repercussão

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Revirando a papelada aqui em casa encontrei uma anotação de 2014, quando ainda estava no Grupo RIC, com algumas ideias sobre a proposta de posicionamento do portal RIC Mais e do site do Notícias do Dia. Minha aposta era posicionar e diferenciar os canais sob o guarda-chuva do “jornalismo de repercussão”.

A inspiração veio da participação dos leitores nas áreas de comentários e na ferramenta de envio de conteúdo colaborativo – que também recebia mensagens com opinião também para outros veículos do grupo. Iríamos valorizar o público que já demonstrava apreço e fidelidade pelos canais da RIC.

Era uma ideia, na minha opinião, interessante, coerente e adequada para o momento. O Grupo RIC estava ainda construindo sua presença digital e longe da estrutura do principal concorrente, o Grupo RBS com o site do Diário Catarinense e com o g1.

Pensei até no mote de uma possível campanha:

A gente informa, você comenta.

Você comenta, a gente curte.

RIC Mais e ND Online:

Informação com repercussão.

Minha proposta não avançou e já não estou mais no Grupo RIC desde março. E hoje, quando reencontrei minhas anotações, fiquei pensando se ainda apostaria neste mote do “jornalismo de repercussão”. Sinceramente, gosto da ideia. Ainda me parece um caminho como diferencial.

Mas esta é uma visão do lado de cá do balcão. Por tudo o que se vem discutindo atualmente sobre comentários, a ideia está distante do comportamento do público de internet. A gente talvez não curtisse tanto. Seria preciso “refundar” a participação do público para que haja uma compreensão do importante papel que ele tem no jornalismo digital. Sem isso, nada feito. Melhor abandonar a ideia.

Ainda sobre “Comentários na berlinda”

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Meu xará Alexandre Gonçalves, o do Informe Blumenau, reproduziu o post Comentários na berlinda do Primeiro Digital lá no site dele, fazendo algumas reflexões sobre a participação dos leitores:

É claro que o grande barato da Internet  diz respeito a esta via de mão dupla da comunicação, mas não entendo ser esta uma justificativa para abrir espaço para determinadas situações: manifestações preconceituosas, ofensas pessoais, acusações sem as devidas comprovações e os “fakes”, gente esclarecida que acha legal falar dos outros com uma máscara, escondendo a identidade e, também, os interesses. (…)

Em respeito aos leitores e aos bons debatedores, decidimos por moderar os comentários. Perde-se um pouco em agilidade, ganha se em qualidade, assim entendemos. Quando publicamos no Facebook, eles são inevitáveis. Alguns nos incomodam bastante. Mas lá não podemos fazer muita coisa.  Mas aqui no Informe, queremos contribuir com respeito, somando as diferentes opiniões.

Leia o post completo no Informe Blumenau.

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Comentários na berlinda

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Primeiro, a Wired com o post Uma breve história sobre o fim dos comentários. Agora, o Xataka, que ouviu autoridades do jornalismo digital como professor o Ramón Salaverría, para a produção do post Matar ou não matar os comentários, eis a questão.

Ou seja, os comentários na internet estão na berlinda. E é curioso isso. Em tese, a possibilidade de participação direta, efetiva e, muitas vezes, livre e sem moderação dos leitores é o que sempre diferenciou a mídia digital dos demais meios. Perde-se um diferencial quando comentários são fechados. Mas o chavão do Aranha está aí para ser usado: com grandes poderes vêm grandes responsabilidades. E na média, vamos combinar, o que menos tem por aí é comentarista de internet responsável.

Lá no início, talvez, no cenário sem Facebook bombando, por exemplo, fosse o caso de realmente manter e apostar firmemente na participação dos leitores. Era para ser uma (r)evolução, certo? De mais para menos filtro. Começando pela carta, pulando para o telefone, migrando para o e-mail, registrando no mural, moderando os comentários em posts, abrindo para tweets, escancarando no Facebook e enlouquecendo com WhatsApp.

Quem dá conta? E mais do que isso: se o veículo se esforça para produzir algo de qualidade, seria a lógica esperar participações de qualidade. Mas não é que se lê. E não me refiro aos robôs e malas que usam o espaço para merchans. Falo mesmo é da real contribuição dos comentários ao que se é produzido. Sou sim a favor da participação dos leitores. Mas como está, não dá para ficar.

O texto da Wired reúne alguns exemplos de como sites estão lidando com a questão. E eu particularmente gosto da ideia de retomar o bom e velho Fale com o Editor. Me parece uma alternativa interessante para brecar o ímpeto dos comentaristas de internet que não podem ver uma caixinha vazia e vão logo destilando seu ódio, seu veneno. Um link para enviar seu comentário para a pasta do editor talvez seja um caminho um pouco mais longo, o que poderia gerar aqueles segundos de reflexão que fazem tanta falta.

Leia os posts e reflita (se quiser comentar, à vontade; confio em vocês ;)).

Uma breve história sobre o fim dos comentários – Wired (em inglês)

Matar ou não matar os comentários, eis a questão – Xataka (em espanhol)

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Os comentaristas da internet não perdoam…

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Eduardo Scolese, editor de Cotidiano da Folha de S.Paulo, postou o recado no Twitter: os comentários na reportagem sobre a morte de José Eduardo Dutra, ex-senador e ex-presidente do PT, foram fechados por causo do nível do que estava sendo publicado pelos comentaristas de internet. Alguém escreveu no Twitter que está notícia já deveria ser postad sem cometários abertos. Eu acrescento uma pergunta: ainda vale a pena manter espaço para comentários de leitores em pprtais, sites e blogs? Começo a achar que não…

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