Comentários na berlinda

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Primeiro, a Wired com o post Uma breve história sobre o fim dos comentários. Agora, o Xataka, que ouviu autoridades do jornalismo digital como professor o Ramón Salaverría, para a produção do post Matar ou não matar os comentários, eis a questão.

Ou seja, os comentários na internet estão na berlinda. E é curioso isso. Em tese, a possibilidade de participação direta, efetiva e, muitas vezes, livre e sem moderação dos leitores é o que sempre diferenciou a mídia digital dos demais meios. Perde-se um diferencial quando comentários são fechados. Mas o chavão do Aranha está aí para ser usado: com grandes poderes vêm grandes responsabilidades. E na média, vamos combinar, o que menos tem por aí é comentarista de internet responsável.

Lá no início, talvez, no cenário sem Facebook bombando, por exemplo, fosse o caso de realmente manter e apostar firmemente na participação dos leitores. Era para ser uma (r)evolução, certo? De mais para menos filtro. Começando pela carta, pulando para o telefone, migrando para o e-mail, registrando no mural, moderando os comentários em posts, abrindo para tweets, escancarando no Facebook e enlouquecendo com WhatsApp.

Quem dá conta? E mais do que isso: se o veículo se esforça para produzir algo de qualidade, seria a lógica esperar participações de qualidade. Mas não é que se lê. E não me refiro aos robôs e malas que usam o espaço para merchans. Falo mesmo é da real contribuição dos comentários ao que se é produzido. Sou sim a favor da participação dos leitores. Mas como está, não dá para ficar.

O texto da Wired reúne alguns exemplos de como sites estão lidando com a questão. E eu particularmente gosto da ideia de retomar o bom e velho Fale com o Editor. Me parece uma alternativa interessante para brecar o ímpeto dos comentaristas de internet que não podem ver uma caixinha vazia e vão logo destilando seu ódio, seu veneno. Um link para enviar seu comentário para a pasta do editor talvez seja um caminho um pouco mais longo, o que poderia gerar aqueles segundos de reflexão que fazem tanta falta.

Leia os posts e reflita (se quiser comentar, à vontade; confio em vocês ;)).

Uma breve história sobre o fim dos comentários – Wired (em inglês)

Matar ou não matar os comentários, eis a questão – Xataka (em espanhol)

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