Comentários novamente na berlinda

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“Site norueguês obriga leitores a mostrar que leram os artigos antes de os deixar comentar”. Esta notícia do Público,pt, de Portugal, está chamando a atenção nas redes sociais. É inusitado. O site norueguês em questão é o NRKbeta, um canal de tecnologia da empresa pública de comunicação NRK. E sim, agora, o leitor precisa responder três perguntas para publicar seu comentário.

Escreve o Público.pt sobre a estratégia:

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Segmentação perde espaço para “catadão da internet”

segmentação
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Fico impressionado e até desanimado quando vejo sites que estão abrindo mão da segmentação para virar um “catadão da internet”. Segmentação sempre foi um caminho viável para atrair leitores e anunciantes. Ainda mais nos dias de hoje quando se fala muito em ser referência, autoridade na área em que atua. Mas como chegar a esse patamar se falta “personalidade” ao site?  E no fim das contas fica parecendo um papagaio, repetindo o que outros sites e portais – estes sim referências – já publicaram e espalharam pelas redes sociais?

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8 destaques do Primeiro Digital

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Clique nas imagens e confira as sugestões de leitura dos posts mais recentes do Primeiro Digital.

“Exclusividade é fundamental na internet”, diz professor à Folha

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“Dá para explicar a Síria em cinco linhas? Não. Então não explique”. “Seu rival publicou antes uma boa história? Não corra atrás. Apenas publique o link original do caso.” “Seu leitor está nas redes sociais? Vá até ele, não tente trazê-lo para sua página.”

Foi com soluções como essas que o jornalista e acadêmico Jeff Jarvis, 61, expôs suas ideias sobre como os meios de comunicação devem se adaptar aos tempos de internet.

Professor da City University de Nova York, Jarvis participou da programação da semana Gabriel García Márquez de jornalismo, promovida pela Fundación para el Nuevo Periodismo Iberoamericano, em Medellín (Colômbia).

Leia a entrevista completa no site da Folha.

Comentários na berlinda

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Primeiro, a Wired com o post Uma breve história sobre o fim dos comentários. Agora, o Xataka, que ouviu autoridades do jornalismo digital como professor o Ramón Salaverría, para a produção do post Matar ou não matar os comentários, eis a questão.

Ou seja, os comentários na internet estão na berlinda. E é curioso isso. Em tese, a possibilidade de participação direta, efetiva e, muitas vezes, livre e sem moderação dos leitores é o que sempre diferenciou a mídia digital dos demais meios. Perde-se um diferencial quando comentários são fechados. Mas o chavão do Aranha está aí para ser usado: com grandes poderes vêm grandes responsabilidades. E na média, vamos combinar, o que menos tem por aí é comentarista de internet responsável.

Lá no início, talvez, no cenário sem Facebook bombando, por exemplo, fosse o caso de realmente manter e apostar firmemente na participação dos leitores. Era para ser uma (r)evolução, certo? De mais para menos filtro. Começando pela carta, pulando para o telefone, migrando para o e-mail, registrando no mural, moderando os comentários em posts, abrindo para tweets, escancarando no Facebook e enlouquecendo com WhatsApp.

Quem dá conta? E mais do que isso: se o veículo se esforça para produzir algo de qualidade, seria a lógica esperar participações de qualidade. Mas não é que se lê. E não me refiro aos robôs e malas que usam o espaço para merchans. Falo mesmo é da real contribuição dos comentários ao que se é produzido. Sou sim a favor da participação dos leitores. Mas como está, não dá para ficar.

O texto da Wired reúne alguns exemplos de como sites estão lidando com a questão. E eu particularmente gosto da ideia de retomar o bom e velho Fale com o Editor. Me parece uma alternativa interessante para brecar o ímpeto dos comentaristas de internet que não podem ver uma caixinha vazia e vão logo destilando seu ódio, seu veneno. Um link para enviar seu comentário para a pasta do editor talvez seja um caminho um pouco mais longo, o que poderia gerar aqueles segundos de reflexão que fazem tanta falta.

Leia os posts e reflita (se quiser comentar, à vontade; confio em vocês ;)).

Uma breve história sobre o fim dos comentários – Wired (em inglês)

Matar ou não matar os comentários, eis a questão – Xataka (em espanhol)

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O futuro dos comentários na internet

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“Se a Internet potencializou nossa capacidade de manifestação, é importante garantir que ela permaneça forte. A ameaça de responsabilização das empresas jornalísticas pelas opiniões veiculadas por seus leitores pode desestimulá-las a manter espaços interativos em suas plataformas e a dar voz aos usuários.”

Leia o conteúdo completo no blog Deu nos Autos, do Estadão.

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