Quando os jornais se aproximam ao que há de pior nas seções de comentários, por @n1viacarvalho

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Ainda sobre comentários, Primeiro Digital recomenda o texto da jornalista, professora e social mídia Nívia Carvalho, publicado em sua conta no LinkedIn com o título “Quando os jornais se aproximam ao que há de pior nas seções de comentários”.

Todos sabemos: as seções de comentários são um dos melhores exemplos do maior grau de toxicidade do comportamento humano. Os piores defeitos estão todos lá, expostos, muitas vezes para regozijo do autor do comentário, que recebe várias curtidas de seus ‘apoiadores’. Achávamos que com as redes sociais, onde as pessoas, em tese, não mais se protegeriam sob o manto do anonimato permitido nos sites de notícias, seriam mais responsáveis no quesito reputação online. A ilusão durou pouco. Dos sites para os comentários na página dos veículos foi um pulo. Eles só migraram.

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Comentários novamente na berlinda

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“Site norueguês obriga leitores a mostrar que leram os artigos antes de os deixar comentar”. Esta notícia do Público,pt, de Portugal, está chamando a atenção nas redes sociais. É inusitado. O site norueguês em questão é o NRKbeta, um canal de tecnologia da empresa pública de comunicação NRK. E sim, agora, o leitor precisa responder três perguntas para publicar seu comentário.

Escreve o Público.pt sobre a estratégia:

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O assunto do ano

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Chegando ao fim de 2015, reuni neste post os dez assuntos que apareceram aqui no Primeiro Digital no decorrer do ano e que considero como os mais importantes e relevantes também por apontarem tendências e caminhos para o meio digital. Não foi um ano fácil, mas pela lista dá para ver que foi um ano movimentado para o bem ou para mal do mercado. Ainda pairam dúvidas sobre para onde vai o jornalismo em geral, tendo o digital como protagonista tal e qual em um faroeste: ora como o bem-vindo pistoleiro que chega e resolve todos os problemas, ora como o estranho forasteiro que representa uma ameaça.

Veja a lista dos dez assuntos selecionados:

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Entre o constrangimento e a esperança

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Hoje cedo publiquei nas minhas redes sociais um print do gráfico de páginas visualizadas do Primeiro Digital em novembro, mostrando um salto gigantesco na audiência do blog em comparação com o mês de outubro. Com os dados somados até o dia 17, foram mais de 12 mil páginas visualizadas. E na busca por explicações para o salto, veio um misto de constrangimento e esperança.

Constrangimento porque a causa para os 12 mil views foi o post Quando os comentaristas de internet sabem tudo, a respeito da reação estúpida de leitores nas redes sociais, principalmente no Facebook, com a morte de uma mulher que morreu após cair da Ponte Hercílio Luz, em Florianópolis. O link do post teve compartilhamentos nas redes, mas a maior parte dos acessos veio do Google.

Na busca por palavras-chave relacionadas ao caso, o Primeiro Digital apareceu na primeira e na segunda página dos resultados. Não fiz nenhuma edição para o Google. Nnão coloquei palavras-chave no título, por exemplo. O que acabou gerando acessos foi a chamada do ND no Facebook que “embedei” no post, além das palavras mulher, ponte, Florianópolis que usei no texto para explicar o caso.

Realmente fico constrangido por ter acessos dessa forma. Mas por outro lado, como também disse no Facebook, não deixe de ser curioso que as pessoas busquem por um assunto e acabem chegando a um post que critica justamente o comportamento desta turma, dos “comentaristas de internet” e dos “corvos digitais”. Pensei na reação do sujeito. Será que parou aqui, leu e desistiu da busca? Pensou e refletiu “que merda estou fazendo”? Ou cagou e andou, me xingou e voltou para o Google busca o que estava procurando?

Difícil saber. Mas ao menos o comentário deixado no post me fez ter esperança de que mesmo que o acesso venha por outros caminhos, o post alcance seu propósito de levantar a discussão, alerta e apontar para uma atitude diferente, menos mórbida, mais construtiva. Espero que sim.

Reproduzo o comentário deixado por Andrea Ferreira:

Eu gostaria em primeiro lugar parabenizar a esta matéria, porque eu leio as notícias do dia a dia nos principais veículos de comunicação e fico transtornada com alguns comentários. Ao invés de agregar ou simplesmente a pessoa manifestar seu ponto de vista e pronto, eu percebo que alguns perfis são fakes e só esperam o momento certo pra destilar o veneno das suas palavras e é exatamente através de um único comentário que aparecem muitos outros com o mesmo propósito.

Percebo que alguns internautas buscam algum tipo de burburinho. Eles são nada mais nada menos do que caçadores de “Likes”, querem “Mitar” – gíria essa usada na internet pra quem consegue milhares de “Likes” -, só que pra conseguir essa “popularidade” momentânea eles não usam de bom senso e não medem as consequências das suas palavras muitas vezes agressões verbais desnecessárias e perde-se o foco.

Sobre o comportamento dos leitores na internet, o Facebook me lembrou hoje que há 2 anos, escrevi ainda no Coluna Extra um post que perguntava quem é essa pessoa que nem lê e já comenta, que vê uma imagem e tira suas próprias conclusões. Republiquei o post aqui no Primeiro Digital:

Quem é você?

Sobre “Jornalismo de repercussão”

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Opinião do meu amigo Lúcio Lambranho sobre o tema do post Jornalismo de repercussão, respondendo à pergunta se apostaria neste mote como posicionamento para um produto digital:

Criaria um “tutorial” visual ou em vídeo sobre o papel do veículo e o que ele pode fazer pela sociedade ou comunidade. Depois, criaria um espaço para perguntas do leitores. Os melhores questionamentos ou os assuntos mais votados teriam destaque e empenho da redação em responder com especias e reportagens. As demais não ficariam sem resposta e teriam um espaço igualmente qualificado e de destaque, assim como os serviços de checagem de discurso e de fatos distribuídos por release pelos órgãos públicos. Algo semelhante como Aos Fatos.

Jornalismo de repercussão

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Revirando a papelada aqui em casa encontrei uma anotação de 2014, quando ainda estava no Grupo RIC, com algumas ideias sobre a proposta de posicionamento do portal RIC Mais e do site do Notícias do Dia. Minha aposta era posicionar e diferenciar os canais sob o guarda-chuva do “jornalismo de repercussão”.

A inspiração veio da participação dos leitores nas áreas de comentários e na ferramenta de envio de conteúdo colaborativo – que também recebia mensagens com opinião também para outros veículos do grupo. Iríamos valorizar o público que já demonstrava apreço e fidelidade pelos canais da RIC.

Era uma ideia, na minha opinião, interessante, coerente e adequada para o momento. O Grupo RIC estava ainda construindo sua presença digital e longe da estrutura do principal concorrente, o Grupo RBS com o site do Diário Catarinense e com o g1.

Pensei até no mote de uma possível campanha:

A gente informa, você comenta.

Você comenta, a gente curte.

RIC Mais e ND Online:

Informação com repercussão.

Minha proposta não avançou e já não estou mais no Grupo RIC desde março. E hoje, quando reencontrei minhas anotações, fiquei pensando se ainda apostaria neste mote do “jornalismo de repercussão”. Sinceramente, gosto da ideia. Ainda me parece um caminho como diferencial.

Mas esta é uma visão do lado de cá do balcão. Por tudo o que se vem discutindo atualmente sobre comentários, a ideia está distante do comportamento do público de internet. A gente talvez não curtisse tanto. Seria preciso “refundar” a participação do público para que haja uma compreensão do importante papel que ele tem no jornalismo digital. Sem isso, nada feito. Melhor abandonar a ideia.

Comentários na berlinda

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Primeiro, a Wired com o post Uma breve história sobre o fim dos comentários. Agora, o Xataka, que ouviu autoridades do jornalismo digital como professor o Ramón Salaverría, para a produção do post Matar ou não matar os comentários, eis a questão.

Ou seja, os comentários na internet estão na berlinda. E é curioso isso. Em tese, a possibilidade de participação direta, efetiva e, muitas vezes, livre e sem moderação dos leitores é o que sempre diferenciou a mídia digital dos demais meios. Perde-se um diferencial quando comentários são fechados. Mas o chavão do Aranha está aí para ser usado: com grandes poderes vêm grandes responsabilidades. E na média, vamos combinar, o que menos tem por aí é comentarista de internet responsável.

Lá no início, talvez, no cenário sem Facebook bombando, por exemplo, fosse o caso de realmente manter e apostar firmemente na participação dos leitores. Era para ser uma (r)evolução, certo? De mais para menos filtro. Começando pela carta, pulando para o telefone, migrando para o e-mail, registrando no mural, moderando os comentários em posts, abrindo para tweets, escancarando no Facebook e enlouquecendo com WhatsApp.

Quem dá conta? E mais do que isso: se o veículo se esforça para produzir algo de qualidade, seria a lógica esperar participações de qualidade. Mas não é que se lê. E não me refiro aos robôs e malas que usam o espaço para merchans. Falo mesmo é da real contribuição dos comentários ao que se é produzido. Sou sim a favor da participação dos leitores. Mas como está, não dá para ficar.

O texto da Wired reúne alguns exemplos de como sites estão lidando com a questão. E eu particularmente gosto da ideia de retomar o bom e velho Fale com o Editor. Me parece uma alternativa interessante para brecar o ímpeto dos comentaristas de internet que não podem ver uma caixinha vazia e vão logo destilando seu ódio, seu veneno. Um link para enviar seu comentário para a pasta do editor talvez seja um caminho um pouco mais longo, o que poderia gerar aqueles segundos de reflexão que fazem tanta falta.

Leia os posts e reflita (se quiser comentar, à vontade; confio em vocês ;)).

Uma breve história sobre o fim dos comentários – Wired (em inglês)

Matar ou não matar os comentários, eis a questão – Xataka (em espanhol)

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