Entre o constrangimento e a esperança

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Hoje cedo publiquei nas minhas redes sociais um print do gráfico de páginas visualizadas do Primeiro Digital em novembro, mostrando um salto gigantesco na audiência do blog em comparação com o mês de outubro. Com os dados somados até o dia 17, foram mais de 12 mil páginas visualizadas. E na busca por explicações para o salto, veio um misto de constrangimento e esperança.

Constrangimento porque a causa para os 12 mil views foi o post Quando os comentaristas de internet sabem tudo, a respeito da reação estúpida de leitores nas redes sociais, principalmente no Facebook, com a morte de uma mulher que morreu após cair da Ponte Hercílio Luz, em Florianópolis. O link do post teve compartilhamentos nas redes, mas a maior parte dos acessos veio do Google.

Na busca por palavras-chave relacionadas ao caso, o Primeiro Digital apareceu na primeira e na segunda página dos resultados. Não fiz nenhuma edição para o Google. Nnão coloquei palavras-chave no título, por exemplo. O que acabou gerando acessos foi a chamada do ND no Facebook que “embedei” no post, além das palavras mulher, ponte, Florianópolis que usei no texto para explicar o caso.

Realmente fico constrangido por ter acessos dessa forma. Mas por outro lado, como também disse no Facebook, não deixe de ser curioso que as pessoas busquem por um assunto e acabem chegando a um post que critica justamente o comportamento desta turma, dos “comentaristas de internet” e dos “corvos digitais”. Pensei na reação do sujeito. Será que parou aqui, leu e desistiu da busca? Pensou e refletiu “que merda estou fazendo”? Ou cagou e andou, me xingou e voltou para o Google busca o que estava procurando?

Difícil saber. Mas ao menos o comentário deixado no post me fez ter esperança de que mesmo que o acesso venha por outros caminhos, o post alcance seu propósito de levantar a discussão, alerta e apontar para uma atitude diferente, menos mórbida, mais construtiva. Espero que sim.

Reproduzo o comentário deixado por Andrea Ferreira:

Eu gostaria em primeiro lugar parabenizar a esta matéria, porque eu leio as notícias do dia a dia nos principais veículos de comunicação e fico transtornada com alguns comentários. Ao invés de agregar ou simplesmente a pessoa manifestar seu ponto de vista e pronto, eu percebo que alguns perfis são fakes e só esperam o momento certo pra destilar o veneno das suas palavras e é exatamente através de um único comentário que aparecem muitos outros com o mesmo propósito.

Percebo que alguns internautas buscam algum tipo de burburinho. Eles são nada mais nada menos do que caçadores de “Likes”, querem “Mitar” – gíria essa usada na internet pra quem consegue milhares de “Likes” -, só que pra conseguir essa “popularidade” momentânea eles não usam de bom senso e não medem as consequências das suas palavras muitas vezes agressões verbais desnecessárias e perde-se o foco.

Sobre o comportamento dos leitores na internet, o Facebook me lembrou hoje que há 2 anos, escrevi ainda no Coluna Extra um post que perguntava quem é essa pessoa que nem lê e já comenta, que vê uma imagem e tira suas próprias conclusões. Republiquei o post aqui no Primeiro Digital:

Quem é você?