O leitor que não lê ataca novamente

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Estive em Criciúma na última quarta-feira (27) participando da Arena Criativa, evento promovido pela Falculdade SATC e que reúne palestras e workshops na área da comunicação. Fui falar sobre SEO (Otimização para mecanismo de busca), mas comecei abordando os novos hábitos de consumo de informação, partindo da “preferência” de ficar (ou se sentir) informado no Facebook. Citei novamente também uma sensação que sempre tive de que os leitores de internet simplesmente não leem. Estão no Facebook, veem uma manchete e já vão para os comentários, antes mesmo de clicar e ler o texto do link compartilhando.

O exemplo que sempre cito é o da morte do ator Paul Walker, astro de “Velozes e Furiosos”, ocorrida em  2013, em um acidente de trânsito. A manchete da Folha S.Paulo na internet atraiu comentários qualificando Walker como “irresponsável” por levar para as ruas, para a vida real, o jeito de dirigir dos filmes. O problema é que o ator não estava ao volante, estava no banco do carona.

Na sexta-feira, no Facebook (onde mais seria?), vi mais um exemplo dessa “mania” (preguiça?) de não clicar, não ler, mas comentar com gosto.

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Rabiscando sobre os hábitos de quem consome notícia

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Os dois últimos eventos que participe sobre jornalismo foram as aulas do ISCOM com os professores Jacques Mick (“Quem financia a mídia social?”) e Ana Brambilla (“Microjornalismo colaborativo”). Em comum, Mick e Ana enfatizaram a distância entre os veículos e o público. E é sobre isso que venho pensando, estudando, lendo e rabiscando. Essa distância pode ser encurtada de diversas maneiras, sempre com o veículo como o agente de mudança. Se não rever produtos, processos, de modelos e posturas, o público ficará cada vez mais longe.

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Um novo modo de consumir notícias, por @ericmessa no @meioemensagem #LinkRecomendado

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Eric Messa, coordenador do Núcleo de Inovação em Mídia Digital da FAAP/SP, assina ótimo artigo no Meio & Mensagem sobre a perda de leitores no meio impresso, do qual destaco o seguinte trecho:

“O jornal, por exemplo, vem perdendo leitores pois, independentemente da idade, quase ninguém mais tem aquele hábito antigo (característico do jornal) de fazer uma leitura tranquila pela manhã, antes de sair para o trabalho. O mercado acelerou o ritmo do homem. Hoje já acordamos trabalhando. Tem gente que acorda e imediatamente já está respondendo ao WhatsApp do trabalho, mesmo antes de sair da cama.

Vou além, se não temos mais tempo para ler um jornal impresso, quem consegue, em meio à correria do nosso dia a dia, parar por cerca de uma hora para ler com calma um portal de notícias? Minha hipótese é a de que está diminuindo o número de pessoas que acessam a página de entrada dos sites de notícias.

Nem por isso as pessoas andam desinformadas. Não é essa minha conclusão. Apenas o comportamento delas que mudou. As pessoas continuam consumindo notícias, mas ao longo do dia, de forma fragmentada, por meio das redes sociais.”

Leia o artigo completo no Meio & Mensagem e confira a lista de apontamentos usados por Messa para comprovar sua hipótese.

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Não falta interesse por informação

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“Vinte anos depois que as tecnologias impactaram em cheio o jornalismo, os cidadãos, longe de perder o interesse pela informação na mídia, prestam a ela mais atenção do que nunca”

(extraída do artigo Mídia e Jornalistas, há futuro em comum?, do professor Rámon Salaverría, publicado na revista Revista Científica de Comunicação Social da FIAM-FAAM.

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Acesse a revista.

 

A felicidade não está online

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Sou feliz no que faço. Não tenho dúvida quanto a isso. Sigo com determinação o que defini para a minha carreira há uns dez anos: trabalhar com internet, de preferência como editor de conteúdo. Avancei até em relação a isso desde que cheguei no Grupo RIC para ocupar uma função nova na empresa, a de gerente de produtos de internet. O cargo mais voltado para a área de gestão não me afastou do dia a dia. Estou literalmente ao lado da minha equipe de editores e redatores, além de escrever, editar, cortar e publicar textos e vídeos sempre que necessário. Não sei trabalhar sem colocar a mão na massa. E como disse, sou feliz trabalhando assim.

Mas tem um porém.
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A vida tem dessas coisas

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Duas semanas atrás, vibramos na redação do RIC Mais. Entre tantas notícias tristes, como a morte da jovem Jéssica, alcançamos grande audiência e repercussão coma história do cachorro que não quis abandonar seu dono e foi junto no camburão da PM para a cadeia.

Depois, entre a cobertura de mortes estúpidas e a infinidade de denúncias de corrupção na Câmara de Vereadores de Florianópolis, nossos colegas do Notícias do Dia nos brindaram com a história do jacaré que apareceu em um açude no distrito de Pirabeiraba, em Joinville.

Curioso.

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