Monitoramento das redes sociais poderia ter salvo Glória Pires de vexame na transmissão do #Oscar2016

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Por Linete Martins*

“Só morre quem está ao vivo”. Gosto muito dessa frase do Ernesto Paglia, repórter da TV Globo, que li um tempão atrás em um artigo com referências às coberturas ao vivo, publicado em revista sobre a nossa profissão, o Jornalismo.Muitaa responsabilidade para profissionais dessa área que, além do conteúdo, estão submetidos ao julgamento público sobre sua imagem, voz, roupa, numa sociedade intensamente midiática e com respostas instantâneas, para o bem e para o mal.

Nesta noite de domingo, Glória Pires, atriz maravilhosa, foi o exemplo clássico de como a imagem de alguém com uma carreira consolidada pode sofrer alguns arranhões imediatos por deslizes ao vivo – principalmente se o fato é algo como o Oscar, com milhões de pessoas ligadas na programação. Seu ar blasé, seus comentários monossilábicos – “bacana”, “interessante”, “merecido” – sobre os filmes que viu e alguns comentários do tipo “não vi”, “não posso opinar”, “não sou boa de premonição” surpreenderam. Twitter bombou, Facebook também. Memes engraçadíssimos tomaram conta das redes junto com perguntas como: “O que ela está fazendo ali”?

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E-book “Jornalismo sem manchete” analisa novos formatos de texto e de leitura

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A jornalista Luciana Moherdaui, uma das participantes da segunda edição da série Grandes Temas para Discussão sobre Jornalismo Digital, está lançando “Jornalismo Sem Manchete – A implosão da página estática” (Editora Senac). A versão e-book já está à venda nas lojas da Apple Store e da Kobo Store. Em sua página na internet, Luciana disponibilizou para leitura o prefácio do livro, assinado por Giselle Beiguelman, pesquisadora na área de preservação da arte digital, do patrimônio imaterial e do design de interface.

Da cultura da página à cultura dos dados

jornalismosemmancheteO livro de Luciana Moherdaui, Jornalismo sem manchete: a implosão da página estática, é muito mais do que uma discussão sobre o impacto da internet nos modos de produzir notícias. É, acima de tudo, uma longa e rigorosa pesquisa sobre os novos formatos de textos e de leitura que emergem com as redes, especialmente após a explosão das chamadas redes sociais, como Facebook, Twitter, etc. Em uma frase, é um mapeamento do terreno e de seus abalos sísmicos, contemplando, de dentro do terremoto, momentos marcantes da transformação da cultura da página em cultura dos dados.

Não se trata de um manual de redação para contextos on‑line nem de um livro de ajuda para “sobreviver” ao processo – irreversível – de digitalização da cultura. Fruto de um doutorado em comunicação e semiótica na PUC/SP, que contou com o apoio do UOL Bolsa Pesquisa, a obra de Luciana coloca frente a frente as estratégias de busca de conteúdo noticioso e de construção de sentindo narrativo dos leitores com a capacidade das empresas tradicionais de jornalismo em absorvê‑las.

Leia o prefácio completo.

Um novo modo de consumir notícias, por @ericmessa no @meioemensagem #LinkRecomendado

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Eric Messa, coordenador do Núcleo de Inovação em Mídia Digital da FAAP/SP, assina ótimo artigo no Meio & Mensagem sobre a perda de leitores no meio impresso, do qual destaco o seguinte trecho:

“O jornal, por exemplo, vem perdendo leitores pois, independentemente da idade, quase ninguém mais tem aquele hábito antigo (característico do jornal) de fazer uma leitura tranquila pela manhã, antes de sair para o trabalho. O mercado acelerou o ritmo do homem. Hoje já acordamos trabalhando. Tem gente que acorda e imediatamente já está respondendo ao WhatsApp do trabalho, mesmo antes de sair da cama.

Vou além, se não temos mais tempo para ler um jornal impresso, quem consegue, em meio à correria do nosso dia a dia, parar por cerca de uma hora para ler com calma um portal de notícias? Minha hipótese é a de que está diminuindo o número de pessoas que acessam a página de entrada dos sites de notícias.

Nem por isso as pessoas andam desinformadas. Não é essa minha conclusão. Apenas o comportamento delas que mudou. As pessoas continuam consumindo notícias, mas ao longo do dia, de forma fragmentada, por meio das redes sociais.”

Leia o artigo completo no Meio & Mensagem e confira a lista de apontamentos usados por Messa para comprovar sua hipótese.

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Pecados na hora de publicar o texto do impresso no digital

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As equipes estão reduzidas na redações e as tarefas de repórteres e editores foram multiplicadas. Mas na hora de levar o conteúdo de um veículo impresso para o formato digital, é preciso um olhar atento para evitar alguns “pecados”. Não tem coisa pior para um leitor – e eles estão sempre cheios de razão na internet – do que encontrar um conteúdo apresentado de forma desleixada.

Se não há uma equipe dedicada ao digital, o que ocorre geralmente é um copia e cola (quando as plataformas não estão integradas) e o editor do impresso dá o “publicar” em meio a outras tarefas. Ou, então, a prioridade é dada para o texto do impresso e o digital é mera formalidade. Assim, ainda hoje, mesmo que o interesse pelo conteúdo digital tenha crescido, é comum encontrar alguns dos “pecados” listados a seguir.

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O assunto do ano

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Chegando ao fim de 2015, reuni neste post os dez assuntos que apareceram aqui no Primeiro Digital no decorrer do ano e que considero como os mais importantes e relevantes também por apontarem tendências e caminhos para o meio digital. Não foi um ano fácil, mas pela lista dá para ver que foi um ano movimentado para o bem ou para mal do mercado. Ainda pairam dúvidas sobre para onde vai o jornalismo em geral, tendo o digital como protagonista tal e qual em um faroeste: ora como o bem-vindo pistoleiro que chega e resolve todos os problemas, ora como o estranho forasteiro que representa uma ameaça.

Veja a lista dos dez assuntos selecionados:

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CBN-Diário estreia novo site

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A rádio CBN-Diário, emissora do Grupo RBS em Florianópolis e integrante da rede CBN, colocou no ar seu novo site nesta sexta-feira. Na comparação com o anterior, o novo procura se aproximar do layout do site da CBN “nacional”, começando pelo topo e pela tipologia escolhida. O conteúdo é baseado no que é veiculado nos programas da rádio, valorizando o áudio e apresentando pouco texto (no máximo uma pequena introdução).

Acredito que ainda falta trazer os blogs do pessoal da rádio para dentro do novo site. Atualmente, todos estão no clicRBS, o que leva o “ouvinternauta”, como diz o âncora da rádio, Mário Motta, a abrir uma nova janela, em outro site. Melhor deixar tudo na mesma plataforma – algo que o DC, jornal também da RBS, decidiu valorizar em sua recente reformulação no digital.

Acesse www.cbndiario.com.br para confira o novo site da emissora.

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Atualizado às 15h15: 

Muita gente falando sobre a CBN-Diário nas redes sociais nesta sexta-feira. Mas o assunto não é o novo site, mas sim a demissão, ocorrida hoje, do comentarista Miguel Livramento, um dos mais populares da crônica esportiva de Santa Catarina de todos os tempos. Contrato pela RBS desde 2006, Miguel também participava do Jornal do Almoço da RBS TV e mantinha uma coluna no jornal Hora de Santa Catarina, além de comentar jogos e participar do programa Debate Diário, na CBN. Ele falou sobre a saída em entrevista ao site Portal Making Of.

Livro “Questões para um jornalismo em crise” será lançado nesta quarta em Florianópolis

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Será lançado nesta quarta-feira (9), em Florianópolis, o livro “Questões para um jornalismo em crise” (256 páginas, Editora Insular). Organizado pelo professor e jornalista Rogério Christofoletti, “Questões…” reúne treze artigos produzidos por mestrandos e doutorandos do curso de Pós-Graduação em Jornalismo da UFSC e aborda temas como newsgames, reportagens multimídia, infografias interativas, segunda tela, convergência dos meios, redes sociais, novas audiências, ensino de jornalismo, entre outros.

O lançamento acontece na Tralharia, que fica na rua Nunes Machado, 104, no centro, entre as ruas Tiradentes e Victor Meirelles, a partir das 19h30. “Questões para um jornalismo em crise” poderá ser comprado no site da Editora Insular: www.insular.com.br.

Saiba mais sobre o PosJor UFSC.

Diário Catarinense lança novo programa para ler o jornal online e edição digital de domingo

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Notícia publicada na edição desta quarta-feira do Diário Catarinense, jornal do Grupo RBS:

Na sequência do projeto de seu 30º aniversário, o Diário Catarinense lança duas novidades a partir desta quarta, dia 2: um novo programa para o público ler o jornal nos meios digitais, e uma edição online aos domingos. A plataforma DC Jornal Digital possibilitará mais interatividade do formato impresso com os produtos virtuais, como vídeos, galerias de foto, áudio, infografias animadas e links complementares.

— O novo Jornal Digital do DC terá dois grandes benefícios. O primeiro é proporcionar a experiência de ler o jornal, organizado pela curadoria de conteúdo do DC, com todas as interatividades bacanas que o mundo digital proporciona: vídeos, galerias de fotos, podcasts… O segundo é ajudar aquele leitor mais tradicional a entrar no mundo digital — explica o diretor-geral de Jornais e Mídias Digitais SC do Grupo RBS, Gabriel Casara.

(…)

Com o novo formato para se ler o jornal, o Diário Catarinense também lança no próximo domingo, dia 6, uma nova edição. Chamada de DC Domingo Digital, será publicada exclusivamente no novo aplicativo, disponibilizada no domingo com as atualizações do sábado e o que é possível acompanhar ao longo de daquele dia, com ainda mais interatividade.

Leia a notícia completa no site do DC.

Sobre o Diário Catarinense leia também no Primeiro Digital:

Diário Catarinense estreia novo site

“Acreditamos que estaremos entregando um produto consistente e inovador”, diz gerente digital do DC

“Acreditamos que estaremos entregando um produto consistente e inovador”, diz gerente digital do DC

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O Diário Catarinense, jornal do Grupo RBS, estreou nesta segunda-feira (26) um novo posicionamento editorial, retomando a cobertura estadual como seu carro-chefe. No impresso, as mudanças foram pontuais, com destaque para a nova marca, enquanto no digital houve uma reformulação completa do produto. Novo layout, novas editorias, nova organização do conteúdo, com desafio e objetivo bem definidos, como diz a gerente digital do Diário Catarinense, Gabriela Silva, em entrevista ao Primeiro Digital. “Os catarinenses apreciam a boa informação e as boas plataformas digitais”, diz. “Sempre que temos boas iniciativas, o retorno é muito positivo e é por isso que apresentamos o projeto do DC ano 30 com tanta crença”.

Leia a entrevista a seguir.

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No topo da cauda longa, por @ludtke

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Texto certeiro de Sérgio Lüdtke:

Os primeiros sites de jornais brasileiros surgiram há 20 anos, mas é difícil prever quem ainda estará operando no final desta década. Para uma indústria moribunda, um horizonte de quatro anos é uma eternidade. Fato é que, a persistirem as tendências de aumento de audiência sem contrapartida na publicidade, uma decisão se impõem: ou jornais e revistas têm a coragem de desistir das suas operações digitais e prolongam a sua expectativa de vida no impresso ou mudam drasticamente o modelo de negócios digital. 

Leia o conteúdo completo.

 

 

Confira a primeira edição do especial Grandes Temas para Discussão sobre Jornalismo Digital

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Acesse a página do especial Grandes Temas para Discussão sobre Jornalismo Digital.

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R7 completa seis anos neste domingo

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Reportagem comemora os seis anos do portal da Rede Record:

O R7 completa seis anos de vida neste domingo (27) e se consolida como um dos grandes sucessos da internet brasileira. Com uma estratégia direcionada para atingir os internautas nas redes sociais e foco em conteúdo informativo e de entretenimento, o portal comemora seu aniversário “conversando com os internautas” e com radar voltado para os acessos por meio de plataformas móveis, como smartphones e tablets.

Leia o conteúdo completo no R7.

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“Ouça aqui”, diz o jornal em chamada de capa

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Via Blue Bus:

O jornal Diário do Pará inovou e cravuo um exemplo de integração do papel com o online colocando na capa da edição de quarta-feira (9) a manchete Vazou na internet: Chimbinha confessa a Joelma que a traiu. Ouça aqui, tendo ao lado um QR Code para leitor conferir a gravação. E teve mais: a notícia sobre o conteúdo da gravação não foi sonegada para quem é leitor da edição impressa. Está lá na página 3. Boa sacada.

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O AN avisou, mas…

AN publica notícia sobre jogo do JEC no impresso, mas não chama para cobertura online

Jornal publica chamada para digital em vez de reportagem sobre jogo e leitores questionam decisão

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O AN avisou, mas…

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Há quatro semanas, o jornal A Notícia, de Joinville e que pertence ao Grupo RBS, foi alvo de críticas dos leitores porque a versão impressa não trouxe nenhuma informação a respeito da vitória do JEC sobre o Cruzeiro por 3 a 0, depois de uma sequência de maus resultados na série A. Em vez da cobertura do jogo, o jornal publicou um aviso com QR Codes para dizer que tudo sobre o jogo estava no site.

Jornal publica chamada para digital em vez de reportagem sobre jogo e leitores questionam decisão

AN publica notícia sobre jogo do JEC no impresso, mas não chama para cobertura online

Ontem, o JEC jogou e empatou com o São Paulo, em casa, às 19h30min, e a versão impressa desta quinta-feira não traz nenhuma informação novamente e desta vez nem chamadas para a cobertura feita – bem completa, aliás – no site do jornal do antes, durante e depois da partida. Na tabela de jogos, JEC x São Paulo está sem placar e com o aviso que “os jogos não tinham encerrado até o fechamento da edição”.

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AN publica notícia sobre jogo do JEC no impresso, mas não chama para cobertura online

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O leitor André Bessell deixou o seguinte comentário no post Jornal publica chamada para digital em vez de reportagem sobre jogo e leitores questionam decisão, sobre a forma como o jornal A Notícia decidiu destacar os jogos do time do Joinville:

Já havia comentado isso quando em outro jogo, aconteceu a mesma coisa. Acho que o fato do jornal concorrente conseguir dar a manchete de um fato super contundente e o AN não já é uma resposta mais que convincente: o AN tem que repensar este problema de logística. Acho uma falha primária e lamentável não informar o leitor, e pior ainda ficar dando desculpa. Então fecha o jornal impresso, se não é tão importante para informar a cidade!

Na edição impressa desta segunda-feira (17), o AN traz chamada de capa e notícia sobre o jogo de ontem, em Porto Alegre, quando o JEC perdeu de virada para o Grêmio por 2 a 1. O texto da notícia ocupa o espaço de um pouco mais de uma coluna, acompanhado de uma foto do jogo de meia página.

Curiosamente, não há menção nem QR Codes sugerindo ao leitor para que veja mais conteúdos sobre o jogo no site do AN. O QR Code que aparece é para a tabela atualizada da série A. Mais curioso ainda é que há sim, mito conteúdo extra sobre o jogo no site. A área de destaque do www.an.com.br, no início da manhã desta segunda-feira era toda dedicada ao jogo.

O que houve? Esquecimento? Ou então na sexta-feira (14), quando não deu nada no impresso da vitória do JEC sobre o Cruzeiro e lotou a página de Esportes de QR Codes era mesmo uma estratégia por causa da logística de impressão e distribuição e não uma REAL valorização do conteúdo online.

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Jornal publica chamada para digital em vez de reportagem sobre jogo e leitores questionam decisão

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O time do Joinville vai mal no Brasileirão. Estacionou no Z4 e ocupou a lanterna por várias rodadas. Ontem, jogando em casa, ganhou e ganhou bem do Cruzeiro por 3 a 0. O jornal Notícias do Dia estourou foto na capa e tratou como o grande fato do dia. E trouxe um selo dizendo que “Isso você só lê no ND”, uma referência ao fato do A Notícia, o outro jornal da cidade, não trazer nem na capa nem nas páginas da editoria de Esportes a notícia sobre a “goleada histórica” do JEC, como destaca o ND. Em vez do texto sobre o jogo, o AN traz um aviso:

O jogo entre JEC e Cruzeiro não havia terminado até o fechamento desta edição. A cobertura completa da partida, as repercussões, as notas dos atletas do JEC, a classificação atualizada da Série A e o vídeo com a análise do colunista Elton Carvalho estão no site do jornal A Notícia. Você pode acessar o conteúdo digitando o endereço www.an.com.br ou por meio dos QR Codes abaixo.

Junto com o aviso, o AN publicou três QR Codes: um para a tabela atualizada, um para a cobertura do jogo e um para o vídeo do colunista Elton Carvalho analisando o resultado.

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A decisão do AN repercutiu entre os leitores, em especial os torcedores do JEC, a maioria reclamando da falta de cobertura do jogo no jornal impresso. Pelo Twitter, o colunista Elton Carvalho respondeu alguns dos tweets publicados por leitores, justificando a opção do AN em chamar para o online por causa da logística do jornal – mesmo com o jogo sendo disputado em Joinville.

Veja os tweets do colunista Elton Carvalho

Elton escreve que o jornal está fechando mais cedo há dois meses e que tem muito conteúdo no site sobre o jogo, muito mais do que iria entrar no impresso. “Te garanto que, mesmo se tivesse saído no jornal, não teria nem 1/4 da quantidade de material que tem no site pela falta de espaço“, respondeu ele para um leitor.

A decisão e a repercussão levanta alguns pontos para reflexão:

– Correta a visão, que o próprio Elton fala em seu Twitter, de que o importante é informar, independentemente da plataforma. E ótimo que o site do AN esteja recebendo atenção e esteja sendo usado da forma correta para oferecer conteúdo estendido.

– A decisão de levar os leitores do impresso para o online está associada à logística e não como parte de uma estratégia de gestão de produto/conteúdo. “Vamos fazer assim porque temos que fechar mais cedo” parece ser o principal motivo da mudança. Se fosse uma estratégia de produto, devidamente divulgada e explicada antes de ser colocada em prática, não haveria surpresa e talvez houvesse ao menos uma compreensão dos motivos para a decisão.

– Argumentar que a notícia sobre o jogo ficaria velha no impresso do dia seguinte não justifica. Depende. No dia seguinte de um jogo qualquer, sempre cabe um texto com foco em outros aspectos além do placar. No caso de um resultado espetacular como o de ontem em Joinville, o detalhamento do “como foi” ou de “quem fez a diferença” sempre chamaria a atenção.

– Se os jornais, vide os encaminhamentos da própria ANJ, querem se mostrar como veículos multiplataforma, não cabe sonegar uma informação ao leitor/assinante/cliente que opta por uma das plataformas disponibilizadas. Tem que ajustar a rotina para atender todas as plataformas e não só o “modo de fazer jornal”. O aviso publicado na página de Esportes é só isso: um aviso. E não uma informação. Não é assim que vai se levar o leitor para o conteúdo digital. O AN não optou pelo “saiba mais”, mas pelo “saiba tudo” sobre o jogo.

– O fato de ser um jornal local (já foi um dos maiores jornais de Santa Catarina) deve ser levado em conta, ainda mais em Joinville, onde o público é engajado e abraça causas da cidade com afinco – o que inclui as coisas do JEC. E como os leitores foram pegos de surpresa, além das críticas, levantam também especulações sobre o fim do AN impresso ou de que não estão dando bola para o JEC.

Concorda com a decisão do AN? Que avaliação você faz do impacto que uma decisão como essa causa no veículo? Deixe seu comentário.

Veja a capa do Notícias do Dia de Joinville:

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Leia também:

Rivalidade versus bairrismo

Subir Periscope

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E lá vamos nós para mais uma aventura: o uso do Periscope. Não sei na sua timeline, mas na minha o aplicativo de transmissão de vídeos está ganhando cada vez mais adeptos. E o interessante é que, ao que parece, ninguém sabe ainda muito bem o que fazer com ele.

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Há luz no fim do túnel dos jornais impressos?

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“A distribuição de notícias por redes sociais, como o Facebook, é um desafio de longo alcance para o qual os jornais ainda não têm resposta.”

Leia o conteúdo completo no Observatório da Imprensa.

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Funcionários do New York Times só poderão acessar versão mobile do site do jornal

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Durante uma semana, de 15 a 19 de junho, o acesso ao site do New York Times em sua versão desktop estará bloqueado na sede do jornal. Só será permitido o acesso da versão mobile. A medida é parte de uma experiência do veículo, que já tem mais da metade dos acessos via smartphones e tablets, para que os próprios jornalistas e demais funcionários da empresa adotem o mesmo hábito.

No comunicado divulgado pela direção do jornal, os gestores afirmam que o New York Times fez progressos significativos no ambiente mobile em 2014 e que acreditam que ainda podem avançar muito. Por isso, para valorizar o formato, quem estiver na sede do jornal na próxima segunda-feira (15) e tentar acessar o www.nytimes.com em seu computador de mesa, vai receber uma mensagem dizendo para acessar o site em seu smartphone ou tablet. “Estamos esperançosos de que essa mudança temporária vai dar um impulso para tornar o mobile uma parte ainda mais central de tudo o que fazemos”, diz o comunicado.

Leia mais no Pointer.org.

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Sobre o New York Times, leia também:

Anúncio da ANJ erra ao colocar Facebook e Google como concorrentes