Hora de filtrar melhor as participações pelo WhatsApp

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Pelo jeito não tem volta: o WhatsApp tomou conta do espaço como principal canal de interação com o público, principalmente no caso das rádios. E pouco importa o risco de depender de uma ferramenta de terceiros, ficando sujeito a regras e punições que podem prejudicar seu uso. O que está faltando de verdade agora é que sejam adotadas melhores práticas para que as participações tenham relevância, contribuam de fato para o conteúdo da programação e não sirvam apenas para encher linguiça.

O público quer participar e isso é ótimo. Mas dos muitos programas que ouço sinto falta de um filtro mais apurado. De um modo geral, veja responsabilidade para não levar ao ar “informações” dos ouvintes sem checagem. Mas há muita bobagem, muitos ouvintes cativos e sempre com as mesmas mensagens. Ok, a tradição do “manda um alô” nunca vai morrer, mas tem hora. Isso se resolve com o filtro e também com uma política de participação bem definida. O ouvinte deve ser informado e estimulado sobre o tipo de conteúdo que será lido ou que irá ao ar, no caso das mensagens em áudio. Precisa saber e ver que é assim que é na prática. Sem isso, vira bagunça.

Também é necessário haver uma organização melhor até para que o momento do WhatsApp não se torne algo irritante para quem está acompanhando as informações ou os comentários. Essa organização começa por uma decisão: todos os programas da rádio precisam ter a participação do ouvinte via WhatsApp? Por que não deixam apenas para programas de debates ou entrevistas com viés de serviço? Meter WhatsApp em noticiários me parece deslumbramento com a ferramenta.

O WhatsApp tem potencial para tornar os programas mais atraentes, mas como está sendo usado na maioria das rádios serve mais como distração. Foque na participação de utilidade sobre o dia a dia da cidade. E isso não somente em situações excepcionais como enchentes, por exemplo. Peça informações de trânsito, movimento em dia de jogos ou grandes eventos. Para opinião, estimule comentários curtos, palpites, que vão facilitar a vida dos âncoras.e apresentadores. Ou isso ou a rádio vira um grupo de WhatsApp de onde se espera pouca coisa útil.

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