Sobre o uso do WhatsApp no jornalismo

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É a ideia de incorporar o público a um jornalismo cidadão, baseado num conteúdo compartilhado. O público deixa de ser apenas consumidor para ser coprodutor da notícia, chamando a atenção para algo que está acontecendo. Assim, ele está ampliando, de alguma maneira, a sua voz. O WhatsApp se tornou mais um canal para o público fazer valer sua questão, repercuti-la e, muitas vezes, ver um problema resolvido. Esse é o maior motivador da participação.

(Vinícius Andrade Pereira, professor da Faculdade de Comunicação Social da Uerj e diretor do ESPM Media Lab, em reportagem em O Globo sobre o uso do WhatsApp pela editoria Rio do jornal. Pereira diz que o leitor tem cada vez mais a possibilidade de fazer sua voz ser ouvida e divulgada. A reportagem está no site de O Globo, mas o acesso pode bater na trave por causa do paywall).

Evento para jornalistas marca lançamento do Instituto Catarinense de Direito Digital

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No próximo dia 4 de agosto, acontece em Florianópolis o 1º Meetup de Direito Digital e Comunicação, evento que marca o lançamento do Instituto Catarinense de Direito Digital. O ICDDigital, presidido pelo advogado José Vitor Lopes, especialista em direito digital (que já marcou presença aqui no blog), nasce com o objetivo de compartilhar conhecimento e boas práticas na internet. O Primeiro Digital apoia a iniciativa e será canal para a divulgação dos eventos do instituto, além de contribuir para temas de palestras e outras ações.

O evento do dia 4 é gratuito será voltado para jornalistas. As vagas são limitadas e podem ser feitas no endereço http://bit.ly/ICDDmeetup (restam poucas vagas!).

Junto com a apresentação do ICDDigital, serão realizadas duas palestras:

Boas práticas no Jornalismo Digital, com José Vitor Lopes
– Investigação, fontes na era digital nas Eleições
– Como mitigar conflitos em matérias de alto impacto
– Bloqueio de Aplicações e o Marco Civil: Whatsapp e a Justiça Brasileira.

Panorama Legal – Internet, Sociedade e Direito, com Guilherme Trilha Philippi
– Marco Civil da Internet e Regulamento
– CPI dos crimes cibernéticos e projetos de lei
– Riscos à Privacidade

Serviço

1º Meetup de Direito Digital e Comunicação
4 de agosto, 19h30
Auditório do Centro Executivo Imperatriz, na Liberato Bittencourt 1885, Estreito.
(48) 3364-3528
contato@icddigital.com.br
Siga no Facebook: www.fb.com/icddigital

Hora de filtrar melhor as participações pelo WhatsApp

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Pelo jeito não tem volta: o WhatsApp tomou conta do espaço como principal canal de interação com o público, principalmente no caso das rádios. E pouco importa o risco de depender de uma ferramenta de terceiros, ficando sujeito a regras e punições que podem prejudicar seu uso. O que está faltando de verdade agora é que sejam adotadas melhores práticas para que as participações tenham relevância, contribuam de fato para o conteúdo da programação e não sirvam apenas para encher linguiça.

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Do UOL: Whatsapp bane envio de notícias do UOL e prejudica 240 mil pessoas

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Primeiro, o Extra. Agora, foi o UOL que teve o envio de notícias banido pelo WhatsApp. Segundo o portal, já eram 240 mil leitores inscritos no serviço, que começou distribuindo notícias dos principais times de futebol do Brasil e que na semana passada também inclui conteúdos de outras editorias e colunas – o que deve ter despertado o alerta no WhatsApp.

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WhatsApp bloqueado: Jornal de Santa Catarina cria capa inspirada na decisão que tirou serviço do ar

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Capa Jornal de Santa Catarina _ Santa _ WhatsApp

Gostou da capa desta terça-feira do Santa, de Blumenau (SC), do Grupo RBS, em cima do bloqueio do WhatsApp por 72 horas?

Pessoal do Santa tem histórico de capas criativas. Nessa, achei curiosa a chamada principal onde diz “as notícias que você não leu ontem no WhatsApp”. Notícias de ontem? Leu no WhatsApp? “Sincericídio”?

WhatsApp bloqueado: Advogado analisa decisão que tirou serviço do ar

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por José Vitor Lopes e Silva*

Antes de gritar “Censura!”, leia.

O Facebook é responsável legal pelo WhatsApp no Brasil e quem diz isso é a Lei 12965/14 (Marco Civil da Internet) e os fatos.

O Facebook Inc (EUA) é uma empresa que tem ações em bolsa, e como tal publica frequentemente seu balanço. Em uma dessas publicações informou ao mercado a aquisição o WhatsApp Inc e a substituição da quase totalidade de seus diretores por pessoas do próprio Facebook.

O argumento de defesa do Facebook dá conta de que “o WhatsApp é uma empresa autônoma, independente, e como tal não se relaciona com a aplicação de internet Facebook”.

Mas…

A lei fala que qualquer empresa de mesmo grupo com um pé no Brasil responde por todas as demais. Logo, o Facebook Brasil será responsável por qualquer empresa que integre o grupo do Facebook.

Daí chegamos as perguntas:

1 – Pode um juiz determinar que a empresa brasileira responda por um grupo econômico?
R.: Sim, está na lei.

2 – Pode um juiz exigir que Facebook Brasil entregue registros de acesso à aplicação WhatsApp ?
R.: Sim, eles integram o mesmo grupo. É obrigação legal do Facebook Brasil cumprir a ordem.

3 – Pode o Facebook Brasil usar como argumento de defesa a incapacidade técnica SEM comprovar a impossibilidade de cumprimento da ordem?
R.: Não, não pode. Tem o Facebook a obrigação de cumprir a ordem ou negar apresentando justificativa plausível e escorada em prova técnica.

4 – É censura impor penalidades aos que descumprem ordem judicial que busca a defesa de um direito?
R.: Não, não é!

O bloqueio não deve ser a primeira solução mas também não pode ser ignorado como instrumento útil de coerção.

O WhatsApp é um negócio e o produto são os seus dados. O número de usuários da aplicação é relevante para ponderação da decisão mas não justifica ou autoriza o descumprimento de ordem judicial, pelo contrário, obriga maior responsabilidade com os usuários.

Ao defender que o Facebook/WhatsApp nunca poderá ser penalizado você está defendendo o descumprimento da lei, a desobediência impune, a violação do seu direito de se comunicar sem interrupção por ato ilegal (não entrega de dados que a empresa sabe possuir).

Ao defender a impunidade do Facebook/WhatsApp você está impedindo um cidadão de buscar o seu direito ou o Estado de cumprir a sua função de investigar.

Só quem já foi vítima sabe a importância do atendimento ágil na entrega de dados para identificação e localização de criminosos que usam a tecnologia em seus delitos.


* José Vitor Lopes e Silva é advogado especialista em Direito Digital, sócio da Lopes e Silva Advogados
www.linkedin.com/in/josevitor

Vá além do WhatsApp

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A jornalista, professora e pesquisadora Ana Brambilia compartilhou o post com a lista de dez assuntos que se destacaram em 2015 e fez uma observação interessante em sua postagem no Facebook:

Bela lista do Alexandre Gonçalves. Da minha parte, claro, noto que não consta na lista qualquer tema sobre colaboração no jornalismo. Será que:
(a) já se tornou commoditie?
(b) tentaram e não deu certo?
(c) passou a acontecer naturalmente pelas redes sociais?
(d) putz! o público? de novo?! pelamor…

Li o comentário da Ana e fiquei pensando a respeito. Será que deixei passar algum tema relacionado à colaboração? Pensei nas alternativas sugeridas por ela, mas acabei lembrando de um fator que está atropelando esta questão de colaboração no jornalismo: o “fator WhatsApp”.

Escrevi, em resposta à Ana, que o aplicativo deu uma embaralhada nessa história da colaboração. A ferramenta, ao que parece, basta para os veículos. E não tem muito de pensar em produto com estratégia, modelo. Divulgar o número é o suficiente. Falta até filtro. Basta lembrar o que aconteceu no dia em que a justiça bloqueou o aplicativo em todo o Brasil. Por exemplo, rádios sem outros canais de participação ficaram perdidas e sem as opiniões e informações dos ouvintes.

Ficar restrito ao WhatsApp é um erro. Manter canais próprios e estratégias para estimular a participação e utilizar informações que sejam fruto de colaboração direta do público são ingredientes que não podem faltar na gestão de produtos digitais. Isso ajuda a fortalecer os laços com os leitores/ouvintes/telespectadores, a gerar fidelidade e a construir pontes que tragam mais audiência. É uma forma de mostrar, enfim, quem é (ou deveria ser) o protagonista sempre: o público.

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As rádios e a dependência do WhatsApp

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O bloqueio do WhatsApp no Brasil por 48h, seguindo determinação judicial, a partir da 0h desta quinta-feira (17), causou alvoroço entre os usuários do aplicativo. Como brinquei no Facebook, até parece decisão de juiz que é fã de Star Wars, mas só vai assistir ao filme, que estreia hoje, no fim de semana e quer evitar spoiler.

Mas a verdade é que o WhatsApp ganhou terreno entre os veículos de comunicação como ferramenta de participação do público. E o rádio é disparado o que mais utiliza o aplicativo. E faz bem. A agilidade de um tem tudo a a ver com a do outro. Mas conforme foram adotando o WhatsApp, ainda mais depois do aplicativo ganhar versão desktop, muitas emissoras praticamente abandonaram canais próprios de participação “em tempo real” do ouvindo. Houve a fase do telefone, do e-mail, do chat, do Mural, do Twitter, do Facebook e agora do WhatsApp.

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