Dor de cabeça com perfil fake no Twitter

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A demissão do técnico Adílson Batista do comando do time do Joinville movimentou o Twitter na noite de domingo por causa da ação de perfis fakes que propagaram a (falsa) informação a respeito da contratação do novo técnico – no caso, Petkovic, hoje no Criciúma. Muita gente caiu na “brincadeira” achando ser verdade e deu RT nas postagens dos perfis fakes do JEC, do Globo Esporte SC (RBS TV) e do ND Esportes (Jornal Notícias do Dia).

Num primeiro momento, não dá para desconfiar dos tweets. A ocasião faz o espertalhão. Mas basta clicar no link do perfil para conferir mais informações para ver que tem alguma coisa errada. A começar pelos poucos tweets publicados.

Depois, é só conferir como os nomes de usuário estão escritos. A pegadinha clássica do “i” maiúsculo no lugar do “l” minúsculo, por exemplo, foi usada no fake do Globo Esporte SC. Este é o original @GloboEsporteSC e este o fake @gIoboesportesc.

O mesmo truque foi usado para criar o fake do JEC. Trocaram o “l” pelo “i” maiúsculo dna palavra “online”. Este é o @jec_online, este é fake @jec_onIine. A tipologia do Twitter ajuda a enganar o leitor. Se acessar o link do perfil pelo desktop, dá para ver o “i” no lugar do “l” no campo da URL e no título da página do navegador. Se desconfiar, copie o nome do usuário e cole no bloco de notas ou no Word.

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No caso do perfil do ND Esportes, falo de cadeira. O original foi organizado por mim quando estava trabalhando no Grupo RIC e tanto o link quanto o nome de usuário seguem um padrão: o ND vem sempre na frente (@ND_Esportes, @ND_Online…), ao contrário do fake que usa @esportes_ND para fazer tweets engraçadinhos.

Nenhum dos perfis oficiais se manifestou sobre os fakes. E deveriam fazer para evitar dúvidas. Povo de internet – ainda mais quando o assunto é futebol – tem mais pressa em compartilhar, comentar, xingar, reclamar do que em ler e conferir a fonte da informação. Uma das medidas seria buscar junto ao Twitter a conquista do selo de “conta verificada”. Seria um caminho para evitar transtornos e prejuízos para as marcas.

E para os colegas jornalistas, recomendo a leitura do Manual de Verificação. Como nem tomando Doril, a dor de cabeça com os fakes vai sumir, melhor previnir.

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E antes de encerrar, um case:

O dia em que o GloboEsporte.com levou uma bola nas costas de um fake do tenista Gustavo Kuerten

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