Uma outra dor de cabeça: a “chupadoria” de conteúdo

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O colega Felipe Lenhart, do De Olho na Ilha, postou em seu Facebook uma pérola protagonizada pelo site Diário do Cento do Mundo que chupou (e chupa) conteúdo de várias fontes – no caso da escritora Clara Averbuck. O Rodrigo Lóssio, da Dialetto, me marcou na postagem, sugerindo o tema como pauta pro Primeiro Digital já que tenho um histórico (ou fama?) de ser chato com copia e cola.

Sim, sou chato com isso. No período em que trabalhei no Grupo RIC (últimos quatro anos), me incomodei muito com sites que copiaram conteúdo do site do Notícias do Dia na cara dura – textos e fotos – e faturavam com isso pois havia comercialização de banners nas páginas.

Com a ajuda dos meus colegas da Serverdo, criamos uma solução radical: dificultar ao máximo a possibilidade de copiar e colar conteúdo do ND Online. Se a pessoa selecionar e copiar o título ou o texto, ao colar, surpresa: só um pequeno trecho aparece, seguido pelo link original do conteúdo no site do ND. Dá para vencer essa barreira? Sim, mas não sou eu quem vai contar…

A desculpa de quem copia e cola é sempre patética. Uma vez copiaram um conteúdo meu e disseram que fizeram porque eu era sempre muito solidário…porque dava dicas sobre blogs, etc..

A troca de tweets pela Clara e o pessoal do DCM mostra muito bem o nível de compreensão que o site tem sobre respeito ao conteúdo alheio,neste caso o site Lugar de Mulher. Veja o print que o Felipe postou no Facebook.

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Este é o tipo de assunto que dá mais dor de cabeça que os fakes de ontem. É desanimador. Sempre. Ainda mais quando quem pratica, fatura e muito em cima do trabalho de terceiros. Veja o que rende ao DCM essa “chupadoria”:

Publicidade federal para mídia alternativa vai a R$ 9,2 milhões em 2014

Ano passado, eu até tentei rir com ironia da prática. Fiz letras da marchinha e do samba-enredo que publiquei lá no Facebook, “exaltando” a turma do control C control V. Quando encontrar, publicou aqui. Mas encontrei meu último post sobre o assunto que publiquei no Coluna Extra, quando ainda estava na RIC. É de abril de 2014 e continua sendo atual porque a prática não se encerra. O título do post era Uma luta perdida contra o copia e cola? e começava assim:

Eu sou chato, muito chato com algumas coisas, principalmente no dia a dia na redação. E o que mais me incomoda é o copia e cola desenfreado. Essa cultura sacana do “conteúdo de internet não tem dono”. Tem sim. Tem dono. Tem investimento. Tem tempo. Tem dedicação. Tem empenho. Tem custo de produção. E sobra falta de respeito entre colegas e entre veículos. Mas mesmo que eu insista em correr atrás, enviar notificações para quem chupa conteúdo dos veículos online do Grupo RIC, confesso que estou cansado dessa luta.

Em tempo: não sou contra sites como o DCM, por sua linha editorial. Devem até haver mais sites e blogs que façam contraponto pró ou contra o governo. Mas é preciso saber como fazer. Cultura de internet é outra coisa e não isso o que o DCM está querendo justificar. Cultura de internet é valorizar o conteúdo de outros sites e blogs (já escrevi tanto isso…) oferecendo a oportunidade para que mais e mais pessoas possam acessar e descobrir novos pontos de referência. Afinal, estamos ou não numa grande rede?


Vai copiar este post? Me pergunte como.

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