Mapa Mental 🤔 #34 | Segue reto toda vida: Mídia tradicional ruma para o digital

Padrão

por ALEXANDRE GONÇALVES

Nesta edição do Mapa Mental:

– Segue reto toda vida: Mídia tradicional ruma para o digital
– Jornais perto do fim?
– A imagem que precisa de mais palavras
РUns toques sobre marketing de conte̼do
Hoje sim, sim!


Segue reto toda vida: Mídia tradicional ruma para o digital

Além do investimento no Globoplay, o Grupo Globo tem feito um uso interessante do streaming no esporte. O GloboEsporte.com vem sendo usado como canal para a transmissão das entrevistas após as partidas exibidas na TV aberta.

O portal de esportes também é usado para transmissão de partidas, como vai acontecer nesta quinta-feira (10), por causa das mudanças decorrentes da divisão de contrato entre clubes que assinaram e os que não assinaram com PFC e SporTV. O streaming, no caso, entra como se fosse uma transmissão de TV aberta – e aí pode…

E agora, estão anunciando que uma partida por rodada da série B terá transmissão gratuita pelo GloboEsporte.com, começando nesta terça-feira (8), às 20h30, com Vitória x Oeste. A novidade mostra uma atenção maior ao streaming, ao conteúdo digital e também parece ser fruto da unificação do esporte, com equipe única para a produção do conteúdo reunindo profissionais da TV aberta, do SporTV e do GloboEsporte.com.

Jornais perto do fim?

Enquanto a maior rede de TV olha com mais interesse para o streaming, aqui em Santa Catarina, a que se observar os movimentos do Grupo NSC e seus jornais impressos, como destaca Claiton Selistre no Portal Making Of.

Antes, aqui no Primeiro Digital, havia comentado a decisão do Hora de Santa Catarina não trazer mais selos para juntar e trocar por utilidades domésticas – virou “digital” (um erro que não levou em conta o perfil do público do jornal popular).

Agora, como informa o Claiton, as vendas dos impressos DC, AN e Santa estão perto do zero e bancas já não recebem mais exemplares para venda avulsa, como é o caso de Itajaí, citado no Making Of.

Ao mesmo tempo em que o clima dos jornais é de fim de festa, observa-se um outro movimento na plataforma de conteúdo do Grupo NSC, de estudos e análises de modelos de negócio e produto.

O paywall segue firme e profissionais do grupo compartilham com frequência reuniões internas com profissionais sobre SEO ou de discussão sobre desenvolvimento de produtos digitais, além de visitas a outros veículos como Estadão e A Gazeta de Vitória (que fechou o impresso recentemente) e a plataformas como o Facebook.

O terreno para a migração para o digital parece estar sendo preparado.

A imagem que precisa de mais palavras

O título da nota é originalmente o título de um post que escrevi em março de 2012 em que trato do cuidado ao nomear o arquivo de imagens publicadas em sites e blogs. Defendi e defendo ainda hoje que “é fundamental para garantir uma boa posição nos sites de busca”.

Ou seja, em vez de imagem01, DCM XXXX ou Whats_App_0102020102020 ou qualquer outro nome padrão, deve-se batizar a imagem com palavras-chave que tenham relação com o assunto abordado no post. SEO, meu chapa, também de olho no Google Imagens.

Isso pode garantir uma posição de destaque nos resultados da busca. Contei na época que o Coluna Extra, meu antigo blog, ficou em primeiro lugar na busca por “paul mccartney ingresso”. Na busca por imagens no Google, a imagem da planta do estádio da Ressacada com os lugares do show que o Beatle faria em Florianópolis no dia 25 de abril, com o link para o post do meu blog, aparecia em primeiro lugar.

Isso ocorreu porque a imagem foi salva com palavras óbvias relacionadas ao show: paul_mccartney_ressacada_florianopolis_ingressos_show.jpg, gigante mas cercando todas as possibilidade – o de fato funcionou, como relacionar na busca por “paul mccartney ressacada”.

Foto do bozo.jpg

A propósito, cuidar do nome do arquivo da imagem não somente uma questão de SEO, como observou a jornalista Kelly Mattos, da GuachaZH:

Postagem do Dnit usa termo “bozo” em foto com Bolsonaro e ministros

Imagem do presidente foi salva com nome pejorativo em reportagem publicada no portal do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (link para assinantes)

Uns toques sobre marketing de conteúdo

Meus amigos do podcast Toque de Mídia, de Criciúma para o mundo, produziram um episódio sobre marketing de conteúdo com a participação do jornalista Cassio Politi, um dos pioneiros no jornalismo web no Brasil.

O Cassio ajudou a propagar boas práticas lá atrás, nos primeiros tempos de internet, como professor de cursos da Revista Imprensa e Comunique-se e hoje faz o mesmo com o marketing digital como consultor especializado. Fui aluno no curso que ele deu aqui (esqueci o ano), na Estácio, e o que aprendi ajudou muito. Conheci e adotei algumas rotinas importantes para o meu dia a dia ainda em transição para o digital.

Sobre marketing de conteúdo, o Cassio chama a atenção para a importância que muitos dão para ferramentas e menos para estratégias. Vejo muito isso em alguns eventos. Tem muito deslumbramentos com dispositivos, redes sociais, etc., e menos com o conteúdo que realmente importante. O deslumbramento passa dos limites muitas vezes como migrar para o Instagram Stories mesmo sabendo que o público-alvo não está lá (caso real…).

Ouça o Toque de Mídia (fui citado no episódio, mas não é por isso que vocês precisam ouvir, ok? :))

Do tempo do Almanaque Sadol

Da conversa do Toque de Mídia, chamou minha atenção o papel a conversa da Andressa Fabris, Kaki Farias e João Pedro Alves sobre a relação do jornalismo e do marketing de conteúdo.

Do lado de cá do aparelho, não vejo conflito por considerar o jornalista um profissional da informação (falo disso aqui) e que é, portanto, capacitado para transformar conteúdo em produtos editoriais – incluindo posts e outros formatos para marcas. É o que faço, por exemplo.

A Andressa, minha colega de Jornalismo na UFSC, citou o Almanaque Sadol para mostrar que o marketing de conteúdo é bem mais antigo que a internet. Como ela teve que explicar para Kaki e João o que era o Almanaque – uma revistinha de variedades criada em 1946 e distribuída gratuitamente na rede Drogaria Catarinense – brinquei com eles no Facebook.

Disse que eu não só conhecia como também fazia uns “Almanaque Sadol” e compartilhei o Guia de Serviços que criei e produzi para a agência Infomídia aqui de Florianópolis para o cliente HZ Coworking Space. É um produto de conteúdo que não tem, na prática, ligação direta com a atividade-fim da empresa – espaços para trabalhar, endereço fiscal e Certificado Digital.

Mas tem utilidade para quem já é cliente e para quem busca informações para tomar uma decisão – como era o Almanaque Sadol: não ficava dizendo que o fortificante Sadol era bom, mas compartilhava “assuntos de elevador”, receitas, piadas, horóscopo, tábua das marés, dicas de saúde, etc..

Hoje sim, sim!

Tem sido uma ótima experiência ouvir o Hoje sim, o podcast do narrador Cleber Machado dentro da plataforma lançada pelo GloboEsporte.com. Não por acaso, Cleber se tornou meio que o embaixador dos podcasts do portal de esportes do Grupo Globo e os episódios têm mostrado todo o potencial do narrador como entrevistador e contador de histórias sobre futebol e mídia esportiva.

O episódio mais recente, por exemplo, é uma conversa deliciosa entre ele e Luís Roberto, outro dos narradores da TV Globo. Os dois são contemporâneos do rádio esportivo de São Paulo e compartilham e se divertem com histórias divertidas desde o final dos anos 70, quando Cleber e Luís começaram, até à migração para a TV.

Vários personagens são citados como Osmar Santos, Fausto Silva, Juarez Soares, Paulo “Amigão” Soares, entre outros. Luís relembra a passagem pela ESPN e TV Manchete (não sabia) e como foi a chegada na Globo.

Ouça.

 

Mapa Mental é a coluna de notas e insights do Primeiro Digital. Sempre às terças uma nova edição.

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