Para quem já está com saudades do Ego

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Foi uma semana difícil para os fãs do site de celebridades Ego. A Globo anunciou que no fim deste mês o Ego será descontinuado. O foco digital do grupo será no G1, GloboEsporte.com, Gshow e GloboPlay.

Mas o fim do Ego não será o fim do “jornalismo de celebridades”. Se você é fã, portanto, não há motivo para ficar triste.  Vai o Ego sobra, por exemplo, a revista Monet, que, em tese, é o guia de programação da NET, mas parece ter uma linha editorial bastante flexível…

Vejam esta manchete.

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Relatório avalia estratégia digital e projeta futuro do The New York Times

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Em 2014, um relatório interno do The New York Times vazou e causou furor por apresentar uma avaliação pouco animadora sobre a estratégia digital adotada pelo grupo até então. As falhas no processo foram expostas e viraram tema para discussão porque até aquele momento o NYT era um exemplo a ser seguido muito por causa do modelo de paywall criado pelo jornal.

Nesta semana, um novo relatório do The New York Times veio à tona, mas desta vez de um jeito diferente. Não houve um vazamento, mas sim uma superprodução do próprio veículo que transformou o documento num especial multimídia, como destaca o NiemanLab.

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Do Projeto Draft: Pequeno manifesto sobre o atual estado das coisas para quem vive de produzir conteúdo

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A concentração dos investimentos em mídia no Brasil sempre foi letal aos projetos independentes. A TV aberta fica historicamente com mais de 60% do bolo publicitário – e a TV Globo fica, sozinha, com mais de 70% dessa fatia.

Google e o Facebook entraram no jogo meia dúzia de anos atrás e não trouxeram inovação alguma a esse modelo. Ao contrário: eles o reproduzem à risca. Estima-se que o Google fique com 60% dos investimentos publicitários digitais no país, e que o Facebook fique com outros 10%. Ou seja: juntos, eles teriam a mesma fatia do bolo digital que a TV Globo tem no bolo da TV aberta.

E Google e Facebook entraram nesse jogo de forças e de concentração de dinheiro e poder com uma novidade duplamente letal para os publishers: ambos atraem a verba de marketing dos anunciantes utilizando a custo zero os conteúdos produzidos pelos mesmos veículos que os anunciantes deixaram de apoiar exatamente para poderem investir mais nos dois gigantes.

Ou seja: Os publishers ficaram com o custo da produção do conteúdo que Google e Facebook usam como combustível gratuito para as suas operações – nas quais não precisam investir um centavo para produzir uma linha dos textos que publicam nem para editar um minuto dos vídeos que veiculam.

Este trecho é apenas um dos pontos importantes destacados no manifesto escrito por Adriano Silva. Leitura mais do que recomendada.

Leia o texto completo no Projeto Draft.

“O jornalismo precisa estar onde as pessoas estão”

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Como o jornalismo online evoluiu nos últimos anos?

Sempre comparo o ecossistema midiático com o biológico. Durante anos, eu dizia que o ambiente midiático evoluiria de um ecossistema baseado na escassez para um ecossistema de uma floresta úmida, baseado na abundância. Isso já aconteceu: a revolução digital foi um dilúvio e os meios de comunicação estão evoluindo para se adaptar. Nós já temos um ecossistema midiático muito diferente de antes e as empresas tradicionais já deram e continuam dando muitos passos para se modificar.

Como o sr. vê o impacto das redes sociais no jornalismo?

A essa altura do campeonato, nenhum veículo de comunicação que se preze pode se dar ao luxo de ignorar ou menosprezar o fenômeno das redes sociais. Além disso, não se pode pensar nas redes sociais como um mero gerador de tráfego para os sites. Para o bem ou para o mal, está acontecendo uma concentração forte nas redes sociais, em especial no Facebook, e há vários fatores técnicos que justificam isso.

Leia a entrevista completa com o jornalista Rosental Calmon Alves, diretor do Knight Center for Journalism in the Americas, no novo site do Estadão.

Do UOL: “Robôs jornalistas” que transformam dados em textos chegam às redações

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Os “jornalistas do futuro”, sem cabeça para pensar ou mãos para escrever, já chegaram às redações em forma de “robôs” redatores que transformam os dados em textos e que já podem ser encontrados integrados em jornais como o francês “Le Monde”.

“Estes robôs redatores permitem publicar de maneira rápida um grande volume de textos e assim você consegue aumentar a audiência de seu site e posicionar melhor sua página nos buscadores”, explicou à Agência Efe Helena Blancafort, uma das fundadoras da Syllabs, empresa francesa que oferece este tipo de serviço.

Leia o texto completo no UOL.

Um post isento de verdade até as primeiras consequências (ou não)

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Adiantei a celebração do primeiro de abril durante a semana com dois posts no Facebook:

Por uma imprensa mais Sensacionalista.

sensacionalistahome

Por reportagens mais Laranjas.

laranjas

Os dois sites de notícias falsas seguem a tradição do Cocadaboa que lá atrás, quando a internet ainda não era essa gritaria toda, já pregava boas peças inclusive em veículos de comunicação. O que Sensacionalista e Laranjas fazem hoje não é só pegadinha pela pegadinha. É crítica bem humorada sobre fatos e costumes e de quebra ainda prestam um outro serviço além de arrancar risos e até gargalhadas: nos ajudam a lembrar que não dá para confiar em tudo o que é publicado na internet. E isso vale para o público em geral e muito para nós, jornalistas, “vítimas” da pressa, da ansiedade e da falta de checagem. Ainda mais que nesse clima de histeria, Sensacionalista e Laranjas acabam dizendo algumas “verdades” sobre o momento político que vivemos.

“Informe-se”: acompanhe Sensacionalista e Laranjas no Facebook e no Twitter para não perder nada.



E por falar nisso, já baixou o Manual de Verificação?

E-book “Jornalismo sem manchete” analisa novos formatos de texto e de leitura

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A jornalista Luciana Moherdaui, uma das participantes da segunda edição da série Grandes Temas para Discussão sobre Jornalismo Digital, está lançando “Jornalismo Sem Manchete – A implosão da página estática” (Editora Senac). A versão e-book já está à venda nas lojas da Apple Store e da Kobo Store. Em sua página na internet, Luciana disponibilizou para leitura o prefácio do livro, assinado por Giselle Beiguelman, pesquisadora na área de preservação da arte digital, do patrimônio imaterial e do design de interface.

Da cultura da página à cultura dos dados

jornalismosemmancheteO livro de Luciana Moherdaui, Jornalismo sem manchete: a implosão da página estática, é muito mais do que uma discussão sobre o impacto da internet nos modos de produzir notícias. É, acima de tudo, uma longa e rigorosa pesquisa sobre os novos formatos de textos e de leitura que emergem com as redes, especialmente após a explosão das chamadas redes sociais, como Facebook, Twitter, etc. Em uma frase, é um mapeamento do terreno e de seus abalos sísmicos, contemplando, de dentro do terremoto, momentos marcantes da transformação da cultura da página em cultura dos dados.

Não se trata de um manual de redação para contextos on‑line nem de um livro de ajuda para “sobreviver” ao processo – irreversível – de digitalização da cultura. Fruto de um doutorado em comunicação e semiótica na PUC/SP, que contou com o apoio do UOL Bolsa Pesquisa, a obra de Luciana coloca frente a frente as estratégias de busca de conteúdo noticioso e de construção de sentindo narrativo dos leitores com a capacidade das empresas tradicionais de jornalismo em absorvê‑las.

Leia o prefácio completo.