A ponte caiu e o post voltou

Padrão

CAUDA LONGA – A queda da ponte em Gênova colocou a conservação das pontes de Florianópolis em pauta novamente. E por isso, o post mais acessado do Primeiro Digital nos últimos dias é o que trata dos cuidados com as fotos compartilhadas nas redes sociais. Houve uma onda de posts no Facebook com fotos (antigas como se fossem novas) mostrando a situação das pontes de Florianópolis e incluíram uma do hipódromo de Roma (em destaque na imagem abaixo).

Leia o post completo.

Conteúdo colaborativo: O desafio de entender o público para receber o que se quer

Padrão

A Globo está com um mico na mão: a campanha O Brasil que eu Quero. E não é só pela quantidade exagerada de vezes que o vídeo “tutorial” foi exibido nos telejornais nacionais e regionais da emissora. Mas pelo resultado da ação. Os poucos vídeos enviados pelo G1 estão longe de seguir o roteiro proposto pela Globo. Ok, o celular está deitado (na horizontal), mas o cenário não é o ponto turístico que representa a cidade. O cenário é o lixão, a obra inacabada, a estrada esburacada… Era isso que a Globo queria mostrar?

Continue lendo

Meu Voto Vale acompanha trabalho de vereadores de Blumenau

Padrão

Os jornalistas Alexandre Gonçalves e Fabrício Theophilo, criadores do portal hiperlocal Informe Blumenau, colocaram no ar um novo projeto: o Meu Voto Vale. Trata-se de um site paralelo, independente, que permite que os moradores da cidade catarinense acompanhem de perto o trabalho dos seus vereadores. O objetivo é contribuir com a sociedade, aproximando os moradores das discussões políticas da cidade.

Continue lendo

Três aulas sobre microjornalismo

Padrão

No último sábado (23), a Ana Brambilla ministrou a segunda das duas aulas sobre microjornalismo colaborativo que ela deu no curso de pós-graduação em jornalismo digital do ISCOM, aqui em Florianópolis. Tive a oportunidade de acompanhar as aulas e a Ana, com toda a sua experiência, ajudou a esclarecer de forma mais detalhada um pedaço importante da crise que vive o jornalismo nos dias de hoje: o distanciamento entre o que é produzido e publicado com aquilo que realmente interessa ao público.

A Ana propôs um exercício interessante com a turma. Um desafio: listar tarefas do dia a dia e causas ou assuntos do interesse e depois analisar de que forma 10 notícias publicadas em sites impactavam na nossa vida. Ligar os pontos com a parte da análise foi difícil. Mas da lista de acontecimentos diários – no nosso microuniverso – a Ana mostrou que com foco bem ajustado os veículos poderiam extrair boas pautas. E é verdade.

No domingo, comprovei na prática, com uma terceira aula sobre microjornalismo, desta vez com o seo Vadinho.

Continue lendo

Comunidades locais brasileiras vivem vácuo informativo, por Evandro de Assis

Padrão

Jornais, rádios e TVs locais enfrentam o derretimento das receitas com publicidade (drama estrutural agravado pela recessão econômica nacional) e têm menor margem para cortar custos sem reduzir seu jornalismo. Do outro lado, no mundo digital veículos locais reúnem audiências de baixa escala, com baixo potencial de monetização, via publicidade ou cobrança pelo conteúdo. Na prática, as empresas diminuem drasticamente de tamanho afetando qualidade e abrangência da cobertura jornalística – quando não fecham as portas. É iminente a possibilidade de cidades médias importantes não contarem com o trabalho regular de um jornal diário – ou de redação com ao menos uma dúzia de jornalistas para observar e discutir o cotidiano.

No momento em que “crise” virou lugar comum no Brasil, e que a observação e crítica do jornalismo debruça-se sobre temas nacionais urgentes, a imprensa local declina silenciosamente e o vácuo de informação que fica nem de longe é compensado pelas ainda incipientes iniciativas nativas digitais. (…)

Há um jornalismo novo a ser construído para se reverter o crescimento do vácuo informativo em âmbito local. Provavelmente mais complexo, imerso em mais e maiores dilemas éticos e, pelo menos até agora, sem garantia de viabilidade econômica. Se os jornalistas não se ocuparem dele, alguém o fará.

Leia o artigo completo do jornalista, doutorando e pesquisador Evandro de Assis no site do ObjEthos.

Twitter completa 10 anos: ainda é relevante?

Padrão

Eu pergunto e eu mesmo respondo o título nesta data especial dos 10 anos do site de microblogs: sim, o Twitter ainda é relevante. Desde que o Facebook monopolizou as atenções, muitas dúvidas foram levantadas sobre a rede social dos 140 caracteres. A relevância foi apenas uma delas. Há outras, mais profundas, que incluem a estagnação no número de usuários e as mudanças internas que refletem no valor de mercado da empresa.

Na comparação com o Facebook, do ponto de vista do trabalho jornalístico, o Twitter sempre esteve em vantagem. A rede do Zuckerberg nunca ganhou funcionalidades capazes de conquistar “coraçõeszinhos” dos jornalistas. Tanto é que o esforço do Facebook neste sentido parece ser mais focado nas empresas de comunicação do que no profissional de comunicação – vide o Instant Articles.

Durante muito tempo repeti por diversas vezes que para mim seria sempre “Twitter + 1”. Ou seja, na hora de escolher uma rede social como aliada do trabalho de publicação de conteúdo relevante e de produção de conteúdo, o Twitter estaria sempre lá, junto com outra plataforma. Nunca o contrário. Seria sempre uma certeza. Ainda é? Para mim e para a maior parte dos usuários, sim. Palavra de quem deu uma espiada no que era “Twitter” em 2006 e voltou em 2007 para nunca mais sair.

Veja o post especial no blog do Twitter com alguns dos destaques desta primeira década.

 

E siga @primeirodigital.

8 destaques do Primeiro Digital

Padrão

Clique nas imagens e confira as sugestões de leitura dos posts mais recentes do Primeiro Digital.

O dia em que um rio passou na vida do Twitter

Padrão

Foi em 15 de janeiro de 2009 que @jkrums fez história ao publicar no Twitter a foto do acidente com o avião da US Airways que havia acabado de “pousar” no Rio Hudson, em Nova York. “There’s a plane in the Hudson. I’m on the ferry going to pick up the people. Crazy”, escreveu @jkrums no tweet que é considerado pelo próprio Twitter como um dos momentos mais importantes da história do site. “É a primeira da cena, dando as más notícias antes mesmo que a mídia tradicional soubesse”, destaca o site.

Continue lendo

Vá além do WhatsApp

Padrão

A jornalista, professora e pesquisadora Ana Brambilia compartilhou o post com a lista de dez assuntos que se destacaram em 2015 e fez uma observação interessante em sua postagem no Facebook:

Bela lista do Alexandre Gonçalves. Da minha parte, claro, noto que não consta na lista qualquer tema sobre colaboração no jornalismo. Será que:
(a) já se tornou commoditie?
(b) tentaram e não deu certo?
(c) passou a acontecer naturalmente pelas redes sociais?
(d) putz! o público? de novo?! pelamor…

Li o comentário da Ana e fiquei pensando a respeito. Será que deixei passar algum tema relacionado à colaboração? Pensei nas alternativas sugeridas por ela, mas acabei lembrando de um fator que está atropelando esta questão de colaboração no jornalismo: o “fator WhatsApp”.

Escrevi, em resposta à Ana, que o aplicativo deu uma embaralhada nessa história da colaboração. A ferramenta, ao que parece, basta para os veículos. E não tem muito de pensar em produto com estratégia, modelo. Divulgar o número é o suficiente. Falta até filtro. Basta lembrar o que aconteceu no dia em que a justiça bloqueou o aplicativo em todo o Brasil. Por exemplo, rádios sem outros canais de participação ficaram perdidas e sem as opiniões e informações dos ouvintes.

Ficar restrito ao WhatsApp é um erro. Manter canais próprios e estratégias para estimular a participação e utilizar informações que sejam fruto de colaboração direta do público são ingredientes que não podem faltar na gestão de produtos digitais. Isso ajuda a fortalecer os laços com os leitores/ouvintes/telespectadores, a gerar fidelidade e a construir pontes que tragam mais audiência. É uma forma de mostrar, enfim, quem é (ou deveria ser) o protagonista sempre: o público.

O assunto do ano

Ajude a escolher o assunto do ano no jornalismo digital.

Qual assunto de 2015 você considera o mais relevante?

Veja resultados

Carregando ... Carregando ...

“Acreditamos que estaremos entregando um produto consistente e inovador”, diz gerente digital do DC

Padrão

O Diário Catarinense, jornal do Grupo RBS, estreou nesta segunda-feira (26) um novo posicionamento editorial, retomando a cobertura estadual como seu carro-chefe. No impresso, as mudanças foram pontuais, com destaque para a nova marca, enquanto no digital houve uma reformulação completa do produto. Novo layout, novas editorias, nova organização do conteúdo, com desafio e objetivo bem definidos, como diz a gerente digital do Diário Catarinense, Gabriela Silva, em entrevista ao Primeiro Digital. “Os catarinenses apreciam a boa informação e as boas plataformas digitais”, diz. “Sempre que temos boas iniciativas, o retorno é muito positivo e é por isso que apresentamos o projeto do DC ano 30 com tanta crença”.

Leia a entrevista a seguir.

Continue lendo

Santa Catarina mobilizada mais uma vez por causa da chuva e veículos intensificam cobertura online

Padrão

Cidades de Santa Catarina, principalmente nas regiões do Vale do Itajaí e do Norte, estão em alerta por causa da chuva que castiga o estado desde a última quinta-feira. Em seus canais próprios e seus páginas em redes sociais, os veículos locais e estaduais estão fazendo a cobertura dos alagamentos e quedas de barreiras.

No Diário Catarinense, um mapa mostra as cidades atingidas até o momento pela chuva.

Além do Diário Catarinense, outras fontes de informação sobre a chuva em Santa Catarina:

A Notícia – Joinville
Notícias do Dia – Joinville
Notícias do Dia – Florianópolis
Informe Blumenau – Blumenau
Santa – Blumenau
TV Brusque – Brusque
Município Dia a Dia – Brusque
Diário Alto Vale – Agrolândia
O Correio do Povo – Jaraguá do Sul

(Lista em atualização – acrescente sugestões na caixa de comentários ou pelo e-mail alexandre@primeirodigital.com.br)

No Facebook, as páginas dos veículos está na lista Cobertura da Chuva em SC.

Ainda sobre “Comentários na berlinda”

Padrão

Meu xará Alexandre Gonçalves, o do Informe Blumenau, reproduziu o post Comentários na berlinda do Primeiro Digital lá no site dele, fazendo algumas reflexões sobre a participação dos leitores:

É claro que o grande barato da Internet  diz respeito a esta via de mão dupla da comunicação, mas não entendo ser esta uma justificativa para abrir espaço para determinadas situações: manifestações preconceituosas, ofensas pessoais, acusações sem as devidas comprovações e os “fakes”, gente esclarecida que acha legal falar dos outros com uma máscara, escondendo a identidade e, também, os interesses. (…)

Em respeito aos leitores e aos bons debatedores, decidimos por moderar os comentários. Perde-se um pouco em agilidade, ganha se em qualidade, assim entendemos. Quando publicamos no Facebook, eles são inevitáveis. Alguns nos incomodam bastante. Mas lá não podemos fazer muita coisa.  Mas aqui no Informe, queremos contribuir com respeito, somando as diferentes opiniões.

Leia o post completo no Informe Blumenau.

Vote na enquete:

Na sua opinião, os comentários em sites e blogs devem ser:

Veja resultados

Carregando ... Carregando ...

Veja todas as enquetes do Primeiro Digital

Aquela chuva de 2008

Padrão

Santa Catarina está mobilizada por conta da previsão de muita chuva. Governo, prefeituras e população estão ligados e os veículos de comunicação usam todas as suas plataformas, incluindo portais, sites e redes sociais para manter o público informado e em alerta (espero que na dose certa).

Toda a mobilização me fez voltar no tempo. Novembro de 2008, quando tivemos uma das grandes tragédias no estado provocada pelas chuvas – a primeira em tempos de redes sociais e que, na minha avaliação, continua sendo um case que ajuda a entender a importância do jornalismo cidadão.

Registrei no Coluna Extra, em post publicado no dia 24 de novembro de 2008, com o título Informação e população mobilizada pela internet. O foco era a facilidade de acesso à dados oficiais e a publicação de informações em blogs e no Twitter, um então quase desconhecido que não era usado na época nem pelos veículos nem por órgãos como Defesa Civil e Bombeiros, como é hoje.

Escrevi lá:

Continue lendo

Entre boatos e robôs, um jornalismo necessário

Link

Paralelamente ao mar de desinformações que povoa a internet, surgem também iniciativas que monitoram boatos e desmentem os hoax. Sites como E-farsas e Boatos.org compilam teorias conspiratórias e apontam para notícias antigas que voltam a circular como se fossem atuais. Até mesmo o Senado Federal – também um alvo de rumores, como a suposta aprovação da “bolsa prostituição” – alertou para o risco e preparou um guia para identificar mentiras.

Leia o artigo completo de Dairan Paul
Mestrando no POSJOR/UFSC e pesquisador do objETHOS
.

Jornal acerta no impresso, mas poderia explorar melhor conteúdo de leitor no site

Padrão

A edição deste fim de semana do jornal Notícias do Dia dedicou duas páginas para a publicação de um conteúdo produzido por um leitor. No total, o ND publicou 29 fotos que Giomaria de Bona fez de prédios públicos e privados, monumentos, placas e outros locais de Florianópolis que foram alvo de pichadores.

As pichações nem chegam a ser novidades para os moradores da capital catarinense. O que impressiona na versão impressa do ND é o conjunto da obra. Reunidas, as imagens de prédios como o da Alfândega, um dos mais importantes na história da cidade, causam ainda mais indignação.

Só faço dois reparos na versão publicada no site do ND:

Continue lendo