Do Projeto Draft: Pequeno manifesto sobre o atual estado das coisas para quem vive de produzir conteúdo

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A concentração dos investimentos em mídia no Brasil sempre foi letal aos projetos independentes. A TV aberta fica historicamente com mais de 60% do bolo publicitário – e a TV Globo fica, sozinha, com mais de 70% dessa fatia.

Google e o Facebook entraram no jogo meia dúzia de anos atrás e não trouxeram inovação alguma a esse modelo. Ao contrário: eles o reproduzem à risca. Estima-se que o Google fique com 60% dos investimentos publicitários digitais no país, e que o Facebook fique com outros 10%. Ou seja: juntos, eles teriam a mesma fatia do bolo digital que a TV Globo tem no bolo da TV aberta.

E Google e Facebook entraram nesse jogo de forças e de concentração de dinheiro e poder com uma novidade duplamente letal para os publishers: ambos atraem a verba de marketing dos anunciantes utilizando a custo zero os conteúdos produzidos pelos mesmos veículos que os anunciantes deixaram de apoiar exatamente para poderem investir mais nos dois gigantes.

Ou seja: Os publishers ficaram com o custo da produção do conteúdo que Google e Facebook usam como combustível gratuito para as suas operações – nas quais não precisam investir um centavo para produzir uma linha dos textos que publicam nem para editar um minuto dos vídeos que veiculam.

Este trecho é apenas um dos pontos importantes destacados no manifesto escrito por Adriano Silva. Leitura mais do que recomendada.

Leia o texto completo no Projeto Draft.

Quatro ações para aumentar a audiência do site de forma qualificada

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A audiência de um site de notícias passa por sua linha editorial e pela rotina de atualização, além do engajamento da equipe e das estratégias de distribuição do conteúdo e de convergência (quando o veículo em questão é multiplataforma ou parte de um grupo multimídia). O que acontece muitas vezes é que nada disso é observado com a devida atenção.

E o que provoca a “cegueira” é o número de visualizações alcançado não importando exatamente como. Pode ser publicando conteúdos que fogem totalmente da linha editorial, por exemplo, mas que vão para o site “porque estão bombando na internet”. É o que chamam de “anabolizar a audiência”, uma ação que pouco fideliza leitores e pouco aprofunda a navegação pelo site. É o que se quer? Acredito que não.

Além dos itens apontados acima, aponto outras quatro ações simples que podem ser aplicadas com facilidade e vão ajudar a trazer o leitor mais vezes e estimulá-lo a passar mais tempo no site clicando e acessando outros conteúdos.

Confira abaixo.

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A receita para conquistar a atenção do leitor na internet

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Em 15 de dezembro de 2010, publiquei no meu blog na época, o Coluna Extra, um post com o título Chegou a concorrência, registrando o lançamento do site do jornal Notícias do Dia, destacando a importância de termos mais canais online na cobertura dos fatos do dia a dia de Florianópolis e região. Escrevi que ainda era cedo para uma análise mais aprofundada do site, mas que já dava para perceber – pelo menos observando as manchetes que estavam na página inicial naquele momento de estreia – que o foco local seria o diferencial do ND Online.

ndonline

Imagem do ND Online em novembro de 2010, quando o jornal passou por uma reforma gráfica e anunciou a chegada do site no mês seguinte

Alguns meses depois, em julho de 2011, pude comprovar esta primeira impressão na prática, ao assumir a gerencia de internet do Grupo RIC e passar a trabalhar direta e diariamente com os colegas de redação do ND. E todo o período em que trabalhei no Grupo RIC, até março de 2015, participando de reuniões de pauta e de coberturas especiais, como a dos atentados aos ônibus em 2012, ou até mesmo na cobertura dos bastidores de Avaí e Figueirense, serviu para cravar que sim, o diferencial do ND Online estava em olhar bem de perto para o dia a dia da cidade.

O jornalismo digital costuma ser alvo constante de debates em torno de suas possibilidades editoriais e comerciais. Há sempre uma novidade, uma nova “verdade”, um “novo Eldorado” para onde, dizem, todos os veículos precisam caminhar. Mas quase sempre levam a lugar algum ou levam de volta ao ponto de partida. O que parece ser a única certeza no universo do jornalismo digital é que o público quer saber daquilo que acontece ao seu redor, no seu estado, na sua cidade, no seu bairro, na sua rua.

O caos do trânsito na entrada e saída da Ilha, a poluição em Canasvieiras, as polêmicas na Câmara de Vereadores, as falcatruas no serviço de táxis, a reforma do Mercado Público, a venda de um jogador de Avaí ou Figueirense, enfim, são assuntos que interessam a mim, a você, à turma do dominó da Praça 15, aos amigos na beira da praia, aos passageiros do Volta ao Morro, ao pessoal que caminha no Parque de Coqueiros, aos amigos do Curió e aos frequentadores do Alvim e da Kibelândia. E na internet, ainda mais porque o público lá não apenas lê como também interage. Ninguém fica indiferente diante daquilo que o atinge de alguma forma – as redes sociais não me deixam mentir.

Neste cenário, os números de audiência são importantes (e lembro, quando ainda estava lá na RIC, do ND Online já ter batido na casa de 4 milhões de visitantes únicos), mas o que se disputa hoje é a atenção dos leitores. Não é mais número pelo número. Há quem diga que isto só é possível quando ocorre alguma tragédia ou com a publicação de notícias ruins e polêmicas. Sim, mas não só, desde que o foco do site seja bem definido, como apostar em conteúdo local. Experimente, por exemplo, publicar uma reportagem sobre “coisas antigas de Florianópolis” para ver o impacto que causará.

Gerar proximidade com o público é a melhor forma de alcançar este objetivo também pelo o que é conquistado a partir disso: empatia e engajamento, o que faz toda a diferença no ambiente digital. Por isso, torço para que o ND nunca perca de vista este foco no local e se consolide cada vez mais como o melhor para a cidade também na internet – editorial e comercialmente. E que isso possa ser festejado diariamente, mas especialmente quando o site do ND também completar seus dez anos de existência.

Nota: Este texto foi originalmente escrito a pedido da redação do ND para o especial de dez anos do jornal, lançado na edição deste fim de semana. Como não foi utilizado, talvez até pelo foco do especial ser a efeméride da versão impressa e o novo site ainda estar em gestação, optei por postá-lo aqui no Primeiro Digital. O especial dos dez anos do ND está no link www.ndonline.com.br/nd10anos (recomendo acessar pelo desktop).

“Exclusividade é fundamental na internet”, diz professor à Folha

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“Dá para explicar a Síria em cinco linhas? Não. Então não explique”. “Seu rival publicou antes uma boa história? Não corra atrás. Apenas publique o link original do caso.” “Seu leitor está nas redes sociais? Vá até ele, não tente trazê-lo para sua página.”

Foi com soluções como essas que o jornalista e acadêmico Jeff Jarvis, 61, expôs suas ideias sobre como os meios de comunicação devem se adaptar aos tempos de internet.

Professor da City University de Nova York, Jarvis participou da programação da semana Gabriel García Márquez de jornalismo, promovida pela Fundación para el Nuevo Periodismo Iberoamericano, em Medellín (Colômbia).

Leia a entrevista completa no site da Folha.

Contra block, conteúdo

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Se o Bild aposta no “block no block”, o marketing digital, por sua vez, preferiu seguir outro caminho para lidar com o uso de bloqueadores de banners – que lideram o ranking das extensões mais baixadas. O caminho escolhido, e não é de agora, foi o CONTEÚDO.

Leia o post completo que escrevi para o blog da All Press Comunicação.

Veja também:

Leitor que usa bloqueador de anúncios não entra no site do jornal Bild

Quanto mais gente, melhor

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Texto que escrevi sobre conteúdo de redes sociais para o blog da assessoria de imprensa All Press, de Florianópolis:

“(…) E se tem gente, tem emoção. E emoção, aquela positiva que gera envolvimento, identificação e afinidade e que muitas vezes é o que falta nas redes sociais. Fica muito mais fácil transmitir o que se deseja e conquistar a atenção e o engajamento das pessoas quando se tem este ‘ouro puro’ nas mãos, retratado especialmente nas fotos do Conexão Sustentável”.

Leia o post completo no blog da All Press Comunicação Estratégica.

Sobre a Escala Toldo

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Pelo Facebook, o professor Cláudio Toldo envia o seguinte recado sobre a Escala Toldo do post anterior:

Alexandre, só pra informar, esta é uma atualização da Escala Toldo, que criei em 2003 para usar didaticamente nas aulas de Webjornalismo. Meus alunos, à época, pediram pra postar na internet, o que fiz pela primeira vez em 2005 num blog praticamente abandonado. Existe um Manual Toldo de Redação e Estilo também, criado antes da ET e usado para o mesmo fim didático, mas postado na internet bem depois. Ambos estão atualizados, mas não postados. Deveria ter escrito o livro antes da Dad Squarisi 🙁

Leia também:

21 dicas para você melhorar o texto noticioso na web

A guerra contra o conteúdo nocivo

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Fundador quer que site de discussões Reddit seja “uma grande força positiva”. O Reddit, um dos sites mais visitados na internet, com 170 milhões de usuários regulares ao mês, tradicionalmente é um fórum abrigando todo o tipo de conteúdo e discussão, desde fotos de gatinhos, até pornografia pesada e sessões de pergunta e resposta com o presidente Obama. O site se assemelha a um fórum antiquado com textos longos e poucas ilustrações. Mas à medida que cresceu, as considerações do Reddit quanto ao tipo de conteúdo que deve – ou não – ser permitido, evoluíram.

Leia o conteúdo completo no Link do Estadão.

Múltiplos conteúdos ou conteúdos multiplicados?

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“A questão é que, por trás dessa aparente diversidade de informações disponíveis, muitas delas são paráfrases de matérias já publicadas nos portais mais acessados (e de maior credibilidade), ou até mesmo cópias explícitas de conteúdo – o que, inclusive, configura crime de violação de direitos autorais”.

Leia o artigo completo de Vítor Hugo dos Santos Anastácio no Observatório da Imprensa.