Quatro ações para aumentar a audiência do site de forma qualificada

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A audiência de um site de notícias passa por sua linha editorial e pela rotina de atualização, além do engajamento da equipe e das estratégias de distribuição do conteúdo e de convergência (quando o veículo em questão é multiplataforma ou parte de um grupo multimídia). O que acontece muitas vezes é que nada disso é observado com a devida atenção.

E o que provoca a “cegueira” é o número de visualizações alcançado não importando exatamente como. Pode ser publicando conteúdos que fogem totalmente da linha editorial, por exemplo, mas que vão para o site “porque estão bombando na internet”. É o que chamam de “anabolizar a audiência”, uma ação que pouco fideliza leitores e pouco aprofunda a navegação pelo site. É o que se quer? Acredito que não.

Além dos itens apontados acima, aponto outras quatro ações simples que podem ser aplicadas com facilidade e vão ajudar a trazer o leitor mais vezes e estimulá-lo a passar mais tempo no site clicando e acessando outros conteúdos.

Confira abaixo.

Links relacionados

Esta é ou deveria ser uma ação padrão. Muitas vezes acaba sendo inexplicavelmente esquecida. A lógica para aplicá-la tem a ver com a forma como os leitores chegam até o site. Se a origem é uma pesquisa no Google ou um clique em post em rede social, por que não criar uma “trilha” para o leitor acessar mais conteúdos sobre um assunto sobre o qual mostrou interesse?

Há formas de fazer isso automaticamente, escolhendo as últimas, as mais lidas ou as mais comentadas da mesma editoria. A melhor opção sempre é exibir pelo menos uma lista de reportagens sobre o mesmo tema. Em vez de “trânsito”, “trânsito na BR-101”, por exemplo.

Quem já faz isso, precisa pensar em como mostrar as relacionadas aos leitores. Colocá-las no meio do texto, entre o primeiro e o segundo parágrafo, precisa de cuidado para não confundir a leitura ou até mesmo dispersar o leitor.

Esta posição faz mais sentido quando são links para conteúdos sobre o mesmo assunto do texto (como suítes, “entenda o caso”, “assista aos gols”, “veja galeria”). Ainda assim, é importante avaliar se não é melhor colocar no final. A escolha dependerá também do layout do site.

Página de buscas

A busca interna do site precisa ser refinada para responder com eficiência ao leitor. Mas o que acontece na maioria dos sites quando a busca não retorna nenhum resultado?

Geralmente uma mensagem pedindo desculpas por não ter encontrado nada. E ficamos por isso. Mas por que não oferecer algo a mais para o leitor? O site não encontrou o que ele procurava, mas pode oferecer conteúdos que também seja do interesse dele.

Pense nisso: quem está num site e faz uma busca deve ter interesse pelo conteúdo que é publicado lá e não apenas por um assunto. Então, se a busca não “dá em nada”, em vez de um “ops”, adicione um convite para que ele acesse outras notícias e reportagens do site.

Peça desculpas e convide: “Não encontramos o que você procurou, mas temos outros conteúdos que também podem lhe interessar”. E coloque logo abaixo, por exemplo, uma lista com as notícias mais recentes, outra com as mais acessadas, podendo incluir também listas de conteúdo por formato (últimos vídeos ou posts mais recentes de blogs).

O número de links irá depender do layout e da quantidade de listas que serão colocadas. Se forem duas, aposte em 20 links para cada.

Página de erro

A ideia para a página de erro é a mesma da página de busca. O “Erro 404” não pode mais ser a estrela desta página que precisa ser reorganizada com a inclusão de links sugeridos (podendo seguir a mesma lógica adotada para a página de busca).

O ideal é que haja um controle de qualidade que evite, reduza e analise a ocorrência de páginas de erro. Pode ter origem numa babada na edição, numa decisão judicial que retirou o conteúdo ou numa mudança de plataforma mal executada.

A incidência de páginas de erro é um péssimo negócio para a imagem do site. Sendo o leitor de internet quem ele é (dono da verdade, especialista em jornalismo…), não chega a surpreender a falha como uma página de erro virar um post raivoso em rede social.

Mas também é ruim porque, dependendo da origem do problema que provocou o erro, pode prejudicar os acessos gerados pela cauda longa. O site pode ter conteúdos históricos ou de serviços que tenham alcançado boa indexação e relevância e por isso seguem bem posicionados nas buscas.

Pense também no usuário do Facebook que abre sua lista de “lembranças” e lá está um link de um site que ele compartilhou há seis anos, por exemplo. São grandes as chances de ter compartilhado antes por uma boa razão e isso que pode render um duplo repeteco: um novo clique e um novo compartilhamento. Se clicar e não encontrar o que curtiu há seis anos, pode pelo menos achar uma página mais receptiva com as sugestões de leitura.

Mensagem de participação

Mais uma vez, a ideia por trás da ação é a forma como o site se relaciona com seus leitores. Aqui envolve os canais de participação que o site usa para receber textos, fotos e vídeos. O leitor entra no site, acessa o canal de participação, preenche um cadastro colocando dados como seu e-mail, insere o conteúdo e envia.

O que acontece depois? Ele deveria receber uma mensagem por e-mail confirmando o recebimento do material enviado. A mensagem pode ser automática, mas não pode ser monossilábica.

E se na busca e na página de erros temos as desculpas com convites para navegar pelo site, nesta mensagem temos um agradecimento pelo envio do conteúdo acompanhado de links para que o leitor faça novas visitas.

Ou seja, cada participação vira automaticamente uma newsletter do site. Só precisa definir como será a mensagem e quantos e quais links serão incluídos, sem esquecer de cuidar para não deixar o e-mail cair na caixa de spam.

Se houver uma divulgação caprichada do canal de participação (quem sabe até valorizando como um dos carro-chefes do site) são grandes as chances da estratégia do “acompanha links” refletir rapidamente na audiência. Quanto mais participações, mais links são distribuídos. Pense em estimular a participação em coberturas especiais (enchentes, por exemplo) e também propondo temas específicos (Carnaval, verão, neve, trânsito, jogos de futebol…).

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