Do ijnet: Por que lealdade e confiança são métricas fundamentais da mídia de hoje

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Qualquer um que já estudou as métricas da internet em detalhe sabe uma grande mentira: os grandes números do total de usuários e pageviews em que todos se baseiam são praticamente insignificantes.

  • Mais da metade dos visitantes de um site ficam no site por menos de 15 segundos.

  • Três-quartos dos usuários dos sites de jornalismo mais importantes nos Estados Unidos visitam os sites somente uma ou duas vezes por mês. Como você pode considerá-los usuários? 

  • Metade dos usuários da internet em 26 países estão recebendo suas notícias através das redes sociais, em vez dos seus próprios sites de notícias, de acordo com o Relatório de Notícias Digitais do Instituto Reuters de 2016.

  • 43 por cento dos usuários das redes sociais não sabem onde as matérias que eles leramforam originalmente publicadas.

Em outras palavras, milhões de cliques ou milhões de usuários não são uma indicação de confiança em uma marca de notícias ou lealdade a essa marca. Precisamos de novas métricas, melhores métricas.

(…)

Apesar de tudo isso, os editores podem aproveitar o valor do seu público, focando nos usuários leais.

Leia o post completo em português no ijnet ou se preferir, no original, em inglês, no News Entrepreeneurs

Do Meio e Mensagem: ANJ descontinua métrica única de audiência

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Anunciado em outubro do ano passado pela Associação Nacional de Jornais (ANJ), o projeto da Métrica Única de Audiência foi paralisado em abril deste ano. “O custo era muito alto e os jornais queriam utilizar metodologias diferentes”, explica Ricardo Pedreira, diretor executivo da ANJ.

Leia o texto completo no Meio e Mensagem.

Ainda no Meio e Mensagem: Cai circulação dos grandes jornais no primeiro semestre de 2016

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Quatro ações para aumentar a audiência do site de forma qualificada

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A audiência de um site de notícias passa por sua linha editorial e pela rotina de atualização, além do engajamento da equipe e das estratégias de distribuição do conteúdo e de convergência (quando o veículo em questão é multiplataforma ou parte de um grupo multimídia). O que acontece muitas vezes é que nada disso é observado com a devida atenção.

E o que provoca a “cegueira” é o número de visualizações alcançado não importando exatamente como. Pode ser publicando conteúdos que fogem totalmente da linha editorial, por exemplo, mas que vão para o site “porque estão bombando na internet”. É o que chamam de “anabolizar a audiência”, uma ação que pouco fideliza leitores e pouco aprofunda a navegação pelo site. É o que se quer? Acredito que não.

Além dos itens apontados acima, aponto outras quatro ações simples que podem ser aplicadas com facilidade e vão ajudar a trazer o leitor mais vezes e estimulá-lo a passar mais tempo no site clicando e acessando outros conteúdos.

Confira abaixo.

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O que a redação precisa saber sobre a plataforma digital do veículo

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Depois de publicar o post sobre o fim da edição impressa do The Independent, no sábado, fiquei pensando em qual teria sido a reação da redação do jornal. Será que eles estavam acompanhando o desempenho das plataformas desde que passaram e não somente quando a direção tomou a decisão de ficar só no online? Sabiam como estava a audiência do site?

Além da experiência multiplataforma que tive no Grupo RIC, tenho atuado como consultor de projetos de remodelação de sites de jornais do interior de Santa Catarina e uma das queixas dos diretores destes veículos têm sido a dificuldade para o engajamento da redação com o online. Este é um problema cultural. Muitos colegas – de jornal e TV, principalmente – ainda não viraram a chave. No máximo, usam e nem sempre da melhor maneira, as redes sociais para adiantar conteúdos que poderiam estar nos sites. Mas ainda focam muito no seu “veículo de origem” na produção para o jornal de amanhã ou para a reportagem para TV que não funciona na internet.

Para romper esta barreira, acredito que seja necessário um trabalho formiguinha e teimoso para envolver toda a redação a partir da abertura de dados relevantes que mostrem que sim, vale a pena pensar multiplataforma. Não tem coisa pior do que ver um canal digital, com tanto potencial para levar o conteúdo do veículo mais longe, ampliar o alcance e amplificar a influência, ser tratado com desleixo, quase menosprezo – ainda.

Não resolve trocar as peças da redação e apostar somente em “nativos digitais”. Os mais jovens, como vemos muitas vezes, têm seu valor por, em tese, compreenderem melhor os tempos digitais que vivemos, mas falham na falta de vivência prática em diversos aspectos do trabalho jornalístico. E sobram erros e escolhas equivocadas em texto e edição.

Mantendo as equipes, com equilíbrio no perfil dos profissionais, seria importante montar uma estratégia que inclua alguns encontros, workshops, materiais educativos, mas principalmente o compartilhamento com frequência de dados que mostrem o valor da plataforma digital e despertem o interesse da equipe. Não faz sentido ficar apenas dizendo “vocês precisam participar”. Tem que justificar. E para isso, vamos aos números.

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Hiperlocal de verdade não precisa “anabolizar” audiência

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O Jornal de Santa Catarina, de Blumenau, fez história no jornalismo catarinense. Junto com O Estado e A Notícia formou a trinca de jornalões que mais do que uma cobertura ampla, com sucursais nas principais cidades do estado, também ajudou a formar muitos dos melhores profissionais da nossa imprensa.

Tempos depois, vendido para o Grupo RBS, o jornal passou por profundas mudanças. O apelido Santa ganhou destaque na capa, o formato migrou para o tablóide e a linha editorial virou o foco para Blumenau e região. Virou um jornal hiperlocal e funcionou.

Por isso, sempre lamento quando vejo veículos como o Santa, com uma proposta clara de cobertura do que acontece na cidade onde está localizado, partindo para a “ignorância” em suas versões digitais com assuntos que nada tem a ver com a linha editorial. Vejam a sequência de tweets publicados na noite deste sábado (13).

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São temas relevantes? Sim, mas estão no Santa por que são relevantes ou por que é uma ação para “anabolizar” a audiência? Ou seja, publica-se tudo o que pode gerar acessos, mesmo indo contra o perfil do veículo. Aliás, prova de que esta é a intenção é que a página inicial do Santa destaca assuntos de Blumenau e não os de fora.

Não acredito neste tipo de opção de audiência pela audiência. Sou sempre a favor de seguir a linha com foco bem definido. Neste caso, sendo hiperlocal e abrindo quando houver realmente um tema relevante de fora, mas que tenha alguma re relação com o local. Eleições, atentados, epidemias… E isso tudo, de preferência, bem organizado, caracterizado como “conteúdo de fora” – um blog ou seção Mundo Brasil, por exemplo, e nunca misturado com as últimas do site.