#VamosSubirEssaHashtag ?

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Assisti uma chamada do programa Seleção, que vai ao ar às 13h, no canal SporTV, e mais uma vez fiquei com uma impressão ruim do programa. O Seleção substituiu o Arena com status de grande novidade e “altas” mudança. Mas não é isso que se vê: o programa não embala.

Programa de debates e de entrevistas não funcionam no SporTV. O forte do canal são os programas de reportagens e, claro, as transmissões de campeonatos sobre os quais detém os direitos. Falta alguma coisa no Seleção, especificamente, para o programa engrenar.

E o modelo que se persegue ali é o da ESPN Brasil, sem sombra de dúvidas. Não por acaso (e é por isso que o assunto está aqui no Primeiro Digital), o Seleção dedica boa parte do seu tempo chamando a “hashtag do dia” para tentar emplacar nos Trending Topics do Twitter, algo que a ESPN “mitou” desde a Copa de 2014 quando adotou o #ESPNtem e algumas variações, de acordo com o jogo, com o assunto em debate ou com o próprio programa (#ESPNtemlinha, por exemplo, para tweets enviados para o Linha de Passe).

O Seleção força a barra para seguir o mesmo caminho. Até alcança o Trending Topics, mas em nada acrescenta ao programa. Rola uma “sofrência”, uma falta de empatia. E a chamada do programa que está sendo exibida no decorrer da programação – a que citei no início do post e que infelizmente não encontrei nas páginas do programa na internet – reforça isso. É toda focada em hashtags. O apresentador Marcelo Barreto repete várias durante a chamada.

E qual o resultado prático disso? Quer interagir com o telescpectador, ok. Mas não desse jeito histérico que o SporTV, no Seleção, está fazendo. E outra coisa: ficar nessa de “subir” hashtag, de pedir a participação com este propósito, faz o SporTV se igualar aos fãs de ídolos adolescentes que vivem fazendo isso no Twitter. Wrong Direction, SporTV… 

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