Site distribui conteúdo pago sem informar corretamente aos seguidores no Twitter

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O G1 Santa Catarina colocou no ar nesta segunda-feira (5) o especial “Florianópolis, uma cidade para todos”, patrocinado e produzido pela Prefeitura Municipal de Florianópolis.  Colocado no site com a identificação “Especial Publicitário”, como deve ser, o especial é uma compilação de releases de ações da PMF e do prefeito Gean Loureiro.

O que há de errado nisso?

A princípio nada. Conteúdo pago, pomposamente rebatizado de “branded content”, é um dos tijolos que todo site pode e deve adotar em sua estratégia digital. Melhor ainda se, nesse caso, a independência do G1 na cobertura das coisas da cidade não sofrer interferência por conta da relação comercial estabelecida com a prefeitura por causa da publicação dos textos. O problema está na forma como o conteúdo pago foi distribuído no Twitter.

O G1 publicou as chamadas dos releases um seguido do outro e, mais grave, sem qualquer identificação de que trata-se de um conteúdo pago. Foram publicados 35 tweets nesta segunda (até 22h20), sendo que 11 referentes ao especial publicitário.  Do total, 6 foram publicados na sequência!

Além da falta de variedade nos assuntos  compartilhados pelo site no Twitter, para piorar, alguns dos releases são de assuntos da semana passada. Como curiosidade, não parece ter havido atenção na edição, na origem do conteúdo. Há títulos, por exemplo, que não identificam que trate-se de um conteúdo sobre Florianópolis (usam “cidade”, “prefeito”), como dá para conferir na timeline do G1 SC.


O que faltou para o G1 SC foi um cuidado maior na publicação das chamadas no Twitter. Primeiro, com a identificação de que era um conteúdo pago. E segundo, não publicando um tweet seguido do outro.

Por que não espalhar os conteúdos ao longo da semana em vez de divulgá-los todos juntos? Não só o leitor-seguidor, mas também o anunciante gostaria desta solução. Seria a chance de alcançar públicos diferentes pela escolha de dias e horários mais variados.

Por fim uma pergunta de curioso: com toda a cobertura que recebe da mídia e pelos canais que possui para publicar e distribuir seus releases, a Prefeitura de Florianópolis precisa mesmo fazer informe publicitário?