Criando podcast: A escolha do assunto e a rotina de produção

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por ALEXANDRE GONÇALVES

As notícias sobre investimentos e lançamentos de novos podcasts são inspiradoras para quem está planejando também produzir conteúdo para o formato – meu caso. A motivação, no entanto, não basta. Não acredito que seja só apertar o REC e sair falando. Isso vale tanto para iniciativas independentes como a minha quanto de veículos de comunicação ou empresas e suas estratégias de marketing digital.

Por isso, não coloquei na praça meu podcast. Ainda estou em fase de testes, de avaliar o que já gravei, como contei anteriormente, de quebrar gelo, de investir e aprender a usar equipamentos (gravador, microfone, software de edição…). Mas é o momento principalmente de amadurecimento da ideia do podcast para concretizá-la em produto. E é sobre isso que escrevo a seguir.

O propósito do podcast

Desde que passei a me aprofundar na produção de podcast, especialmente motivado pelo curso de áudio que fiz, venha pensando a respeito da linha editorial do meu programa. Sobre o que eu quero falar? E o que quero falar, é o que o público quer ouvir?

No piloto que fiz para o curso, a linha editorial me pareceu interessante e atraente: Link na Veia, um podcast para comentar e recomendar conteúdos de sites e blogs independentes de Santa Catarina. Propósito redondinho, como gosto de impor aos produtos que crio – nome e tagline claras, como se diz hoje em dia.

Gosto muito, mas pesa na execução a rotina de produção porque inclui um papo com o autor do conteúdo recomendado, como vocês podem conferir no piloto. Nesta fase de amadurecimento do projeto, o que penso sobre o Link na Veia é mais a viabilidade de produzir e com qual periodicidade.

Neste embalo, uma das possibilidades de seguir com o Link na Veia colocá-lo sob um guarda-chuva e produzir novas edições esporadicamente. Já tenho o nome do guarda-chuva definido e com domínio registrado. O que falta nesse caso é amadurecer o que mais poderia produzir e que fosse de interesse do público.

Tenho pensado em dois caminhos.

Um caminho é tratar de um assunto que me interesse pessoalmente mais ou menos como quando criei meu primeiro blog, o Coluna Extra, lá em 2004. Era extra porque era o meu espaço para falar de assuntos que não cabiam na pauta do trabalho que tinha na época (editor-chefe de revista de economia e negócios). Por isso, usava o blog para falar sobre música, cinema, quadrinhos, Florianópolis, humor, internet, blogs, redes sociais…

Outro caminho é fazer do podcast um expansão natural do Primeiro Digital e focar naquilo que trato aqui no blog, mas em formato de áudio. Você pode até achar que eu deveria simplificar logo as coisas e criar o podcast Primeiro Digital. Resolveria muita coisa e sobraria, na verdade, pensar apenas no formato do podcast ou de cada episódio.

Seria mais fácil, mas não funciona assim comigo. Ao pensar em algo novo e não simplesmente um repeteco do que já existe em outra plataforma, eu acredito que possa expandir as possibilidades e oferecer algo que de fato faça sentido para mais pessoas.

O retorno que tenha quando dou cursos, por exemplo, é um indicador desse caminho. Há muito interesse por conhecimento quando se trata de produção e gestão de conteúdo digital. E existem muitas boas ideias e boas práticas para compartilhar porque ainda há gente querendo aprender e melhorar seus processos e resultados.

A rotina do podcast na minha rotina

Nessa encruzilhada editorial, a tendência é eu seguir realmente o segundo caminho.  E com a ideia do guarda-chuva permitindo manter uma “programação” com o Link na Veia, e outros “mini-podcasts” com episódios temáticos em série, mesa-redonda, bate-papo e noticiário comentado.

É muita coisa? Parece, mas, na verdade, é uma opção facilitadora para a manutenção de uma frequência de lançamento de episódios. É como fazem cantores que mantém show com banda para São Paulo e Rio de Janeiro e show piano e voz ou voz e violão para outras regiões. Ou seja, posso fazer um podcast “palestra” numa semana, um Link na Veia na seguinte, uma entrevista depois e um ideias e insights na outra.

O que pega no caso é outro aspecto a ser muito bem pensado: como inserir a rotina do podcast (gravação, edição e publicação) na minha rotina diária?  No meu caso, desejo encaixar no meu planejamento semanal e já prever quando será precisa fazer aquele “esforço de reportagem” nas madrugadas e finais de semana.

Falei, por ordem, primeiro do tema, depois do formato e da rotina. Mas penso que tudo acaba se misturando e quando se define do que tratará o podcast e que formato será prioritário, a questão da rotina já deve estar em pauta também. É pensando nela que o que se pretende fazer poderá mesmo sair do papel. E espero que num próximo post sobre a criação de podcast eu tenha um player para você clicar e ouvir.

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