Vídeo-reportagem do DC revela talento de moradora de rua e serve de exemplo como conteúdo multimídia

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Anotei aqui no meu bloco de pautas: escrever post sobre o tema “o propósito de um conteúdo”. O mote seria chamar a atenção dos colegas quando pensam em produzir algo no meio digital como complemento para uma reportagem de TV ou de jornal. Às vezes, esse complemento se perde, foge do contexto simplesmente porque não é um…complemento. É mais do mesmo que já foi dito, muitas vezes produzido mais por um interesse pessoal do que editorial, em prol do produto.

Mas hoje, acompanhando o Facebook, decidi abortar a pauta por tempo indeterminado por causa de um vídeo-reportagem do Diário Catarinense sobre uma moradora de rua de Florianópolis que possui m talento muito especial: canta demais. Um legítimo conteúdo com propósito.

Produzido por Ângela Bastos e Diorgenes Pandini, com direção de Leo Cardoso, o vídeo é um exemplo de como fazer um conteúdo multimídia com o objetivo de enriquecer o que está sendo oferecido ao leitor. O texto conta boa parte da história de Olga Emily, cita pessoas que convivem com ela, como o músico Wagner Segura, mas de que valeria isso se não houvesse um conteúdo que matasse a curiosidade do leitor: será que ela canta mesmo tudo isso?

E o vídeo foi produzido na medida para o público da internet no tempo e na edição responde essa pergunta. Não precisou fazer um clipe. Você ouve a Emily cantar, fica encantado com a voz e ao mesmo tempo vê aspectos da realidade vivida por ela.

Este tipo de conteúdo serve também para mostrar aquele lado que a gente tem visto pouco por aí: o interesse e o compartilhamento em grande número de um conteúdo que não é sobre uma tragédia nem um estopim para os comentaristas de internet despejarem seu ódio (ainda que nos comentários na reportagem leitores tenham deixado links para citações judiciais contra Emily…).

Só senti falta de uma localização mais precisa dos lugares onde Emily costuma ficar mesmo que pelo vídeo dê para identificar alguns pontos de Florianópolis que são frequentados por moradores de rua.

Assista ao vídeo e confira também a repercussão do post publicado no Facebook do DC.


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