Escrever para o Google: A satisfação de colocar um post em primeiro lugar na busca

Padrão

por ALEXANDRE GONÇALVES

Antes mesmo de trabalhar mais diretamente com marketing de conteúdo (planejamento e produção de blog posts, posts para redes sociais, e-books, white-papers, infográfico, fluxo de e-mail, e newsletter), já tinha o foco em escrever para o Google. Ou seja, usar palavras-chave que respondessem o que se estava ou o que iria ser buscado sobre um determinado assunto.

Nos meus blogs e até nos sites de notícias que gerenciei, fazia e recomendava aos meus colegas de equipe que praticassem a edição de texto pensando em como os leitores poderiam chegar até aquela publicação. Nem se falava tanto de SEO (Search Engine Optimization ou Otimização para Buscadores).

Não era necessário ser tão preciso como hoje (usando ferramentas como Yoast SEO). Muitas vezes bastava observar com atenção o TÍTULO e a URL. Exemplo básico: NUNCA enchente na Capital, e NUNCA tragédia no Estado. Era parte das boas práticas P.O.D. ou Produção, Organização e Distribuição de conteúdo.

E precisava combinar também com o pessoal da programação para que o título da página mostrasse primeiro o título do post e depois o nome do site (aprendi cedo que o primeiro lugar que o Google rastreia é o título da página…).

Escrever para o Google para ajudar ma ironia

Nos meus tempos de Grupo RIC, publicando no ND Online, lembro de ter disputado posição no Google com um cantor sertanejo que tinha lançado uma “pérola” chamada “Tipo Jurerê”. Escrevi um post na Mirante, coluna em que escrevi sobre assuntos de Florianópolis, ironizando a música – boboca, obviamente -, e fiz uma edição do tipo escrever para o Google.

Cerquei de todas as maneiras:

– O titulo do post era o título da música.

– A URL era enorme, mas cheia de palavras-chave (gabriel-valim-lanca-musica-tipo-jurere-inspirada-no-perfil-das-mulheres-que-frequentam-jurere-internacional).

– A linha de apoio / descrição trazia outra referência importante: o nome do sucesso anterior.

Assim, no lançamento e nas semanas seguintes, quem procurava “Tipo Jurerê” no Google via em primeiro lugar o meu post, antes mesmo do link do vídeo do YouTube. Se procurava pelo nome do cantor e música sobre Jurerê Internacional, também (o Google enxergava os dados da URL).

Primeiro lugar no Google

Desde que passei a trabalhar com inbound marketing já emplaquei primeiro página do Google muitas vezes, Mas de todos os exemplos que poderia citar, destaco dois que tem um ponto em comum importante: as empresas trabalham com produtos e soluções específicas e trouxeram o desafio de colocar em primeiro aquilo que é de fato o foco dos negócios delas.

Exemplo 1: “Gerador de ozônio”

A Wier, empresa de tecnologia de Florianópolis e que foi cliente da agência Vocali, trabalha com um produto bem específico: gerador de ozônio para uso em carros, quartos de hotel, piscinas… Mas antes do trabalho que produzi, a empresa não tinha nenhuma publicação na primeira página do Google que fizesse menção ou trouxesse informações sobre gerador de ozônio diretamente.

O que fiz? Reuni informações que estava soltas no site e produzi um conteúdo com tudo sobre o produto, destacando suas características e suas aplicações. Na hora da edição final, cerquei o título para o Google entregar o link quando alguém perguntasse o que é, o que faz e como funciona um gerador de ozônio.

escrever para o Google

No começo, logo após a publicação, a estratégia deu resultado e o post apareceu em destaque na busca quando gerador de ozônio era procurado associado aos termos que coloquei no título. Faltava aparecer em destaque na busca apenas por “gerador de ozônio”. E não demorou para acontecer e até hoje é o primeiro resultado na busca orgânica pelo produto.

Exemplo 2: “Material didático para EAD”

Neste outro exemplo, o pedido da DTCOM, empresa que como fornecedora para cursos de Educação a Distância, era para que posicionasse bem no Google nas buscas por material didático para EAD para destacar sua plataforma WayCO. E assim foi feito.

O mercado em que a DTCOM atua é muito competitivo e com empresas daqui e de outros países oferecendo produtos e soluções. Por isso, neste caso, o segredo (se é que existe segredo em SEO…) foi trabalhar bem a palavra-chave (material didático para EAD) em todo o conteúdo, incluindo a URL (https://dtcom.com.br/blog/material-didatico-para-ead).

escrever para o Google

De carona, o foco do post era apresentar critérios para fazer a escolha do melhor para o curso. E isso ficou destacado no resultado do Google onde se lê material didático para EAD: 5 critérios para escolher o melhor – o que ajuda a destacar o conteúdo.

Assim, ajudava o potencial cliente a ter informação para contratar a solução mais adequada e, ao mesmo tempo, apresentava a plataforma da DTCOM como uma possível solução. Além disso, os links internos para outros conteúdos também ajudam a ranquear melhor o post.

Está anotado

Festejo resultados como os obtidos com a Wier e a DTCOM porque confirmam uma das minhas convicções no trabalho que faço: escrever para o Google é um item importante na produção de conteúdo digital. Isso vem de muito tempo, como disse acima, mas ficou mais claro em um dos primeiros eventos sobre marketing digital que participei em Florianópolis (talvez o primeiro Digitalks).

Não lembro os nomes dos palestrantes, mas tenho anotado até hoje em tópicos bons motivos para escrever para o Google:

– Você precisa ter a informação que o público procura.

– Você precisa saber o que o público quer saber.

– Você tem que publicar conteúdo que responda a busca do público-alvo.

– Google vive de achar respostas.

– Google tem que saber que eu tenho uma informação.

– Você precisa manter a atualização periódica.

E você, escreve para o Google? Compartilhe sua experiência.

meu negócio é conteúdo

Veja também:

Monitor – Primeiro Digital
Consultoria para portais, sites e blogs. É um trabalho especializado de monitoramento de produtos digitais com análises e acompanhamento da rotina de atualização.

Palestras e oficinas
Além da produção e gestão de conteúdo e produtos digitais, também ministro palestras e oficinas sobre temas relacionados ao meio digital.

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *