Notícias do Dia de cara nova no impresso e no online

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As edições de Florianópolis e Joinville do Notícias do Dia circula neste fim de semana com um novo projeto gráfico, nova identidade visual e nova colunas como parte das comemorações dos dez anos da publicação. No site do jornal do Grupo RIC (www.ndonline.com.br), as novidades chegaram primeiro (primeiro digital? ;)) e desde ontem (dia 2) os leitores estão conferindo o novo ND Online.

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Do Projeto Draft: Pequeno manifesto sobre o atual estado das coisas para quem vive de produzir conteúdo

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A concentração dos investimentos em mídia no Brasil sempre foi letal aos projetos independentes. A TV aberta fica historicamente com mais de 60% do bolo publicitário – e a TV Globo fica, sozinha, com mais de 70% dessa fatia.

Google e o Facebook entraram no jogo meia dúzia de anos atrás e não trouxeram inovação alguma a esse modelo. Ao contrário: eles o reproduzem à risca. Estima-se que o Google fique com 60% dos investimentos publicitários digitais no país, e que o Facebook fique com outros 10%. Ou seja: juntos, eles teriam a mesma fatia do bolo digital que a TV Globo tem no bolo da TV aberta.

E Google e Facebook entraram nesse jogo de forças e de concentração de dinheiro e poder com uma novidade duplamente letal para os publishers: ambos atraem a verba de marketing dos anunciantes utilizando a custo zero os conteúdos produzidos pelos mesmos veículos que os anunciantes deixaram de apoiar exatamente para poderem investir mais nos dois gigantes.

Ou seja: Os publishers ficaram com o custo da produção do conteúdo que Google e Facebook usam como combustível gratuito para as suas operações – nas quais não precisam investir um centavo para produzir uma linha dos textos que publicam nem para editar um minuto dos vídeos que veiculam.

Este trecho é apenas um dos pontos importantes destacados no manifesto escrito por Adriano Silva. Leitura mais do que recomendada.

Leia o texto completo no Projeto Draft.

Quem será o lobo?

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Sabe a resposta do título do post?

Para ajudar a responder, reproduzo os comentários do Bruno Volpato e da Ana Brambilla sobre reportagens a respeito do Facebook.

(O site) Poynter “meio que” mostra que a nova tendência das empresas jornalísticas para agradar o Facebook, as transmissões ao vivo em vídeo, pode ter números inflados de visualização e engajamento real baixíssimo. Até quando a indústria vai continuar matando seu negócio para fazer o jogo de um gigante da tecnologia que é um lobo em pele de cordeiro? (Bruno Volpato – veja reportagem do Poynter.

 

Enquanto publishers e marcas se descabelam pelo “novo” algoritmo do newsfeed do Facebook, que privilegia a exibição de posts de indivíduos ao invés de fanpages, que cobra para páginas exibirem os conteúdos que oferecem gratuitamente para aumentar a qualidade da rede, AGORA DÁ para entender isso?! (a decisão da Globo de tirar seus links do Facebook em 2013).

A resistência foi épica nas redações, tal como a decisão das Organizações Globo. Não houve adesão de outras empresas de mídia ou associações do setor. Tanto que não durou mais de nove meses. O benefício da audiência gerada pela rede não chega a uma ínfima parte da verba publicitária desviada dos players ao Facebook. É concorrente desleal, sim! É mídia, sim. E não produz conteúdo próprio. Ao contrário: fatura sobre o conteúdo alheio, de quem tem que pagar se quiser ser visto aqui. Sério, ESSA BOLA FOI CANTADA HÁ MUITO TEMPO E QUASE NINGUÉM QUIS VER. Quem viu não teve voz. E ainda tem quem pague pau para o Instant Articles… #desespero (Ana Brambilla – veja texto de Pyr Marcondes no Proxxima)

O que a redação precisa saber sobre a plataforma digital do veículo

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Depois de publicar o post sobre o fim da edição impressa do The Independent, no sábado, fiquei pensando em qual teria sido a reação da redação do jornal. Será que eles estavam acompanhando o desempenho das plataformas desde que passaram e não somente quando a direção tomou a decisão de ficar só no online? Sabiam como estava a audiência do site?

Além da experiência multiplataforma que tive no Grupo RIC, tenho atuado como consultor de projetos de remodelação de sites de jornais do interior de Santa Catarina e uma das queixas dos diretores destes veículos têm sido a dificuldade para o engajamento da redação com o online. Este é um problema cultural. Muitos colegas – de jornal e TV, principalmente – ainda não viraram a chave. No máximo, usam e nem sempre da melhor maneira, as redes sociais para adiantar conteúdos que poderiam estar nos sites. Mas ainda focam muito no seu “veículo de origem” na produção para o jornal de amanhã ou para a reportagem para TV que não funciona na internet.

Para romper esta barreira, acredito que seja necessário um trabalho formiguinha e teimoso para envolver toda a redação a partir da abertura de dados relevantes que mostrem que sim, vale a pena pensar multiplataforma. Não tem coisa pior do que ver um canal digital, com tanto potencial para levar o conteúdo do veículo mais longe, ampliar o alcance e amplificar a influência, ser tratado com desleixo, quase menosprezo – ainda.

Não resolve trocar as peças da redação e apostar somente em “nativos digitais”. Os mais jovens, como vemos muitas vezes, têm seu valor por, em tese, compreenderem melhor os tempos digitais que vivemos, mas falham na falta de vivência prática em diversos aspectos do trabalho jornalístico. E sobram erros e escolhas equivocadas em texto e edição.

Mantendo as equipes, com equilíbrio no perfil dos profissionais, seria importante montar uma estratégia que inclua alguns encontros, workshops, materiais educativos, mas principalmente o compartilhamento com frequência de dados que mostrem o valor da plataforma digital e despertem o interesse da equipe. Não faz sentido ficar apenas dizendo “vocês precisam participar”. Tem que justificar. E para isso, vamos aos números.

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Você viu? A iminente transformação do jornal em um veículo essencialmente digital

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Em carta aberta à equipe de El País, divulgada na semana passada, Antonio Caño, diretor do veículo espanhol, fez uma análise sobre o atual momento da publicação, apontando o caminho inevitável que o meio está tomando rumo ao digital:

“A transferência maciça de leitores da Web para os telefones celulares, bem como o surgimento de novos dispositivos móveis e de ameaças recentes como os bloqueadores de publicidade, juntamente com outras mais conhecidas como a instalação da cultura da gratuidade, tornou muito complexo também o horizonte no campo das novas mídias. Estou começando a ter a impressão de que a passagem do papel para o digital é apenas um e não o maior dos muitos passos que os jornais terão de dar até alcançar o nosso verdadeiro espaço futuro.

Essas mudanças, como todas as mudanças, têm grandes vantagens. A primeira e mais importante é que milhões de pessoas em todo o mundo hoje mostram interesse e têm capacidade para acessar os nossos produtos. Mas, sem dúvida — e isso é o que mais nos angustia hoje —, este novo tempo é também um grande desafio para todos nós. E uma grave ameaça para aqueles que duvidam ou resistam ao avanço incontido da transformação do nosso trabalho e do negócio que o mantém.”

Leia (e guarde) o tempo completo no site do El País.

O assunto do ano

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Chegando ao fim de 2015, reuni neste post os dez assuntos que apareceram aqui no Primeiro Digital no decorrer do ano e que considero como os mais importantes e relevantes também por apontarem tendências e caminhos para o meio digital. Não foi um ano fácil, mas pela lista dá para ver que foi um ano movimentado para o bem ou para mal do mercado. Ainda pairam dúvidas sobre para onde vai o jornalismo em geral, tendo o digital como protagonista tal e qual em um faroeste: ora como o bem-vindo pistoleiro que chega e resolve todos os problemas, ora como o estranho forasteiro que representa uma ameaça.

Veja a lista dos dez assuntos selecionados:

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Últimas vagas para turma 2016 de pós-graduação em Comunicação Pública e Empresarial

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Estão abertas as últimas vagas para a quinta turma da pós-graduação em Comunicação Pública e EmpresarialO curso começa em março de 2016, em Florianópolis, e eu (Alexandre Gonçalves) serei um dos professores nas disciplinas sobre mídias digitais.

O time de 28 professores inclui nomes como Jorge Duarte, Wilson da Costa Bueno, João José Forni, Aldo Schmitz, Rodrigo Lóssio, Alex Lima, Cláudio Thomas, entre outros. São cinco doutores, nove mestres e quatorze especialistas, todos com larga experiência na comunicação das organizações. Recomendo o curso por ser uma referência de pós-graduação na área de comunicação, oferecida desde 2010. E do qual já participei muitas vezes como palestrante convidado.

O curso é da Universidade Tuiuti, em convênio com o Instituto Superior de Comunicação e apoio da Associação Catarinense de Imprensa. Mais informações e inscrições no site: www.iscom.com.br/poscom

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“Acreditamos que estaremos entregando um produto consistente e inovador”, diz gerente digital do DC

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O Diário Catarinense, jornal do Grupo RBS, estreou nesta segunda-feira (26) um novo posicionamento editorial, retomando a cobertura estadual como seu carro-chefe. No impresso, as mudanças foram pontuais, com destaque para a nova marca, enquanto no digital houve uma reformulação completa do produto. Novo layout, novas editorias, nova organização do conteúdo, com desafio e objetivo bem definidos, como diz a gerente digital do Diário Catarinense, Gabriela Silva, em entrevista ao Primeiro Digital. “Os catarinenses apreciam a boa informação e as boas plataformas digitais”, diz. “Sempre que temos boas iniciativas, o retorno é muito positivo e é por isso que apresentamos o projeto do DC ano 30 com tanta crença”.

Leia a entrevista a seguir.

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Diário Catarinense estreia novo site nesta segunda-feira

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A segunda-feira (26) será de novidades para os leitores do Diário Catarinense, principal jornal do Grupo RBS em Santa Catarina. E além de mudanças significativas na edição impressão, como uma nova marca, uma cobertura mais ampla de todo o estado, novas seções e suplementos, o DC também apresentará um novo site.

Além de um novo layout, que mudará radicalmente a cara do site, o novo DC digital dará maior destaque para os colunistas e contará com quatro novas editorias: Notícias, Estilo de Vida, Entretenimento e Vozes. Esta última promete ser um diferencial desta nova fase do site. Trata-se da editoria que irá reunir “a opinião dos catarinenses sobre os assuntos mais comentados no estado”, incluindo também a repercussão do que é destaque nas redes sociais.

A conferir nesta segunda-feira em www.diariocatarinense.com.br.

Veja como ficará a home do novo DC…

Imagem Ilustrativa Digital

…que irá substituir o atual layout.

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