8 destaques do Primeiro Digital

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Clique nas imagens e confira as sugestões de leitura dos posts mais recentes do Primeiro Digital.

A receita para conquistar a atenção do leitor na internet

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Em 15 de dezembro de 2010, publiquei no meu blog na época, o Coluna Extra, um post com o título Chegou a concorrência, registrando o lançamento do site do jornal Notícias do Dia, destacando a importância de termos mais canais online na cobertura dos fatos do dia a dia de Florianópolis e região. Escrevi que ainda era cedo para uma análise mais aprofundada do site, mas que já dava para perceber – pelo menos observando as manchetes que estavam na página inicial naquele momento de estreia – que o foco local seria o diferencial do ND Online.

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Imagem do ND Online em novembro de 2010, quando o jornal passou por uma reforma gráfica e anunciou a chegada do site no mês seguinte

Alguns meses depois, em julho de 2011, pude comprovar esta primeira impressão na prática, ao assumir a gerencia de internet do Grupo RIC e passar a trabalhar direta e diariamente com os colegas de redação do ND. E todo o período em que trabalhei no Grupo RIC, até março de 2015, participando de reuniões de pauta e de coberturas especiais, como a dos atentados aos ônibus em 2012, ou até mesmo na cobertura dos bastidores de Avaí e Figueirense, serviu para cravar que sim, o diferencial do ND Online estava em olhar bem de perto para o dia a dia da cidade.

O jornalismo digital costuma ser alvo constante de debates em torno de suas possibilidades editoriais e comerciais. Há sempre uma novidade, uma nova “verdade”, um “novo Eldorado” para onde, dizem, todos os veículos precisam caminhar. Mas quase sempre levam a lugar algum ou levam de volta ao ponto de partida. O que parece ser a única certeza no universo do jornalismo digital é que o público quer saber daquilo que acontece ao seu redor, no seu estado, na sua cidade, no seu bairro, na sua rua.

O caos do trânsito na entrada e saída da Ilha, a poluição em Canasvieiras, as polêmicas na Câmara de Vereadores, as falcatruas no serviço de táxis, a reforma do Mercado Público, a venda de um jogador de Avaí ou Figueirense, enfim, são assuntos que interessam a mim, a você, à turma do dominó da Praça 15, aos amigos na beira da praia, aos passageiros do Volta ao Morro, ao pessoal que caminha no Parque de Coqueiros, aos amigos do Curió e aos frequentadores do Alvim e da Kibelândia. E na internet, ainda mais porque o público lá não apenas lê como também interage. Ninguém fica indiferente diante daquilo que o atinge de alguma forma – as redes sociais não me deixam mentir.

Neste cenário, os números de audiência são importantes (e lembro, quando ainda estava lá na RIC, do ND Online já ter batido na casa de 4 milhões de visitantes únicos), mas o que se disputa hoje é a atenção dos leitores. Não é mais número pelo número. Há quem diga que isto só é possível quando ocorre alguma tragédia ou com a publicação de notícias ruins e polêmicas. Sim, mas não só, desde que o foco do site seja bem definido, como apostar em conteúdo local. Experimente, por exemplo, publicar uma reportagem sobre “coisas antigas de Florianópolis” para ver o impacto que causará.

Gerar proximidade com o público é a melhor forma de alcançar este objetivo também pelo o que é conquistado a partir disso: empatia e engajamento, o que faz toda a diferença no ambiente digital. Por isso, torço para que o ND nunca perca de vista este foco no local e se consolide cada vez mais como o melhor para a cidade também na internet – editorial e comercialmente. E que isso possa ser festejado diariamente, mas especialmente quando o site do ND também completar seus dez anos de existência.

Nota: Este texto foi originalmente escrito a pedido da redação do ND para o especial de dez anos do jornal, lançado na edição deste fim de semana. Como não foi utilizado, talvez até pelo foco do especial ser a efeméride da versão impressa e o novo site ainda estar em gestação, optei por postá-lo aqui no Primeiro Digital. O especial dos dez anos do ND está no link www.ndonline.com.br/nd10anos (recomendo acessar pelo desktop).

Você viu? A iminente transformação do jornal em um veículo essencialmente digital

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Em carta aberta à equipe de El País, divulgada na semana passada, Antonio Caño, diretor do veículo espanhol, fez uma análise sobre o atual momento da publicação, apontando o caminho inevitável que o meio está tomando rumo ao digital:

“A transferência maciça de leitores da Web para os telefones celulares, bem como o surgimento de novos dispositivos móveis e de ameaças recentes como os bloqueadores de publicidade, juntamente com outras mais conhecidas como a instalação da cultura da gratuidade, tornou muito complexo também o horizonte no campo das novas mídias. Estou começando a ter a impressão de que a passagem do papel para o digital é apenas um e não o maior dos muitos passos que os jornais terão de dar até alcançar o nosso verdadeiro espaço futuro.

Essas mudanças, como todas as mudanças, têm grandes vantagens. A primeira e mais importante é que milhões de pessoas em todo o mundo hoje mostram interesse e têm capacidade para acessar os nossos produtos. Mas, sem dúvida — e isso é o que mais nos angustia hoje —, este novo tempo é também um grande desafio para todos nós. E uma grave ameaça para aqueles que duvidam ou resistam ao avanço incontido da transformação do nosso trabalho e do negócio que o mantém.”

Leia (e guarde) o tempo completo no site do El País.

Um novo modo de consumir notícias, por @ericmessa no @meioemensagem #LinkRecomendado

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Eric Messa, coordenador do Núcleo de Inovação em Mídia Digital da FAAP/SP, assina ótimo artigo no Meio & Mensagem sobre a perda de leitores no meio impresso, do qual destaco o seguinte trecho:

“O jornal, por exemplo, vem perdendo leitores pois, independentemente da idade, quase ninguém mais tem aquele hábito antigo (característico do jornal) de fazer uma leitura tranquila pela manhã, antes de sair para o trabalho. O mercado acelerou o ritmo do homem. Hoje já acordamos trabalhando. Tem gente que acorda e imediatamente já está respondendo ao WhatsApp do trabalho, mesmo antes de sair da cama.

Vou além, se não temos mais tempo para ler um jornal impresso, quem consegue, em meio à correria do nosso dia a dia, parar por cerca de uma hora para ler com calma um portal de notícias? Minha hipótese é a de que está diminuindo o número de pessoas que acessam a página de entrada dos sites de notícias.

Nem por isso as pessoas andam desinformadas. Não é essa minha conclusão. Apenas o comportamento delas que mudou. As pessoas continuam consumindo notícias, mas ao longo do dia, de forma fragmentada, por meio das redes sociais.”

Leia o artigo completo no Meio & Mensagem e confira a lista de apontamentos usados por Messa para comprovar sua hipótese.

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Pecados na hora de publicar o texto do impresso no digital

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As equipes estão reduzidas na redações e as tarefas de repórteres e editores foram multiplicadas. Mas na hora de levar o conteúdo de um veículo impresso para o formato digital, é preciso um olhar atento para evitar alguns “pecados”. Não tem coisa pior para um leitor – e eles estão sempre cheios de razão na internet – do que encontrar um conteúdo apresentado de forma desleixada.

Se não há uma equipe dedicada ao digital, o que ocorre geralmente é um copia e cola (quando as plataformas não estão integradas) e o editor do impresso dá o “publicar” em meio a outras tarefas. Ou, então, a prioridade é dada para o texto do impresso e o digital é mera formalidade. Assim, ainda hoje, mesmo que o interesse pelo conteúdo digital tenha crescido, é comum encontrar alguns dos “pecados” listados a seguir.

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Retrospectiva fora da caixa

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Notícias do Dia, jornal do Grupo RIC em Florianópolis, disponibilizou hoje – para leitura gratuita – e-book que traz uma seleção de 11 reportagens publicadas ao longo de 2015. Em “Histórias (re)contadas”, o ND conta um pedaço do que foi o ano a partir do que foi destaque em suas páginas. Trabalho diferenciado, visualmente impecável, bonito de se ver e ler e que poderia até ter sido explorado comercialmente também – ou menos como uma peça de marketing do próprio jornal. De qualquer forma, sempre bom ver um clichê do jornalismo, como é a retrospectiva de fim de ano, ser pensada fora da caixa. E que nos próximos, quem sabe até explorando algumas das técnicas que estão sendo usadas no marketing digital na publicação e distribuição de e-books, o ND não tenha formatado um nicho para render muitos frutos.

Saiba mais sobre “Histórias (re)contadas” e também leia o e-book no site do ND.

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Manchete “tipo Google”

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Não deve ser uma ideia nova, mas vale a tentativa de oferecer uma capa diferente para o leitor. O Metro de São Paulo fez isso hoje e saiu com uma manchete “tipo Google”. Ou seja, colocou a manchete principal como se fosse a página do buscador para apresentar algumas das opções do cardápio cultural de São Paulo no fim de semana. Ficou simpática e adequada para a linha editorial do Metro.

Veja no site do jornal.

 

NYT revela eficiência do Instant Articles e amplia debate sobre o Facebook na distribuição de notícias

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A primeira análise feita pelo jornal norte-americano The New York Times (NYT) sobre a funcionalidade do Instant Articles, do Facebook, indica que a ferramenta demonstra maior potencial para engajar os leitores do que as publicações regulares do jornal na rede social. O estudo do NYT, feito a partir de uma pequena amostra, detectou que, comparados às postagens feitas a partir do seu próprio site, os textos publicados na rede social via Instant Articles registraram 3,5 vezes mais compartilhamentos, geraram o dobro de likes e foram comentados até cinco vezes mais.

Leia a notícia completa no site da ANJ.

Aquele fim de semana premiado

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No dia 26 de junho, o Primeiro Digital destacava que os dois principais jornais de Santa Catarina, o Diário Catarinense e o Notícias do Dia, apresentaram especiais multimídia naquele fim de semana. O DC com “As Quatro Estações de Iracema e Dirceu” e o ND com “Nossas Baías”. E os dois especiais acabaram sendo premiados. Primeiro, o do DC, que levou o primeiro lugar na categoria internet do Prêmio Vladimir Herzog. E agora, o ND, que nesta semana venceu o Prêmio Fatma de Jornalismo, prêmio concedido pela fundação do meio ambiente de Santa Catarrina aos melhores trabalhos jornalísticos na área.

Veja o post sobre os especiais.

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Saiba mais sobre a conquista do ND

Diário Catarinense lança novo programa para ler o jornal online e edição digital de domingo

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Notícia publicada na edição desta quarta-feira do Diário Catarinense, jornal do Grupo RBS:

Na sequência do projeto de seu 30º aniversário, o Diário Catarinense lança duas novidades a partir desta quarta, dia 2: um novo programa para o público ler o jornal nos meios digitais, e uma edição online aos domingos. A plataforma DC Jornal Digital possibilitará mais interatividade do formato impresso com os produtos virtuais, como vídeos, galerias de foto, áudio, infografias animadas e links complementares.

— O novo Jornal Digital do DC terá dois grandes benefícios. O primeiro é proporcionar a experiência de ler o jornal, organizado pela curadoria de conteúdo do DC, com todas as interatividades bacanas que o mundo digital proporciona: vídeos, galerias de fotos, podcasts… O segundo é ajudar aquele leitor mais tradicional a entrar no mundo digital — explica o diretor-geral de Jornais e Mídias Digitais SC do Grupo RBS, Gabriel Casara.

(…)

Com o novo formato para se ler o jornal, o Diário Catarinense também lança no próximo domingo, dia 6, uma nova edição. Chamada de DC Domingo Digital, será publicada exclusivamente no novo aplicativo, disponibilizada no domingo com as atualizações do sábado e o que é possível acompanhar ao longo de daquele dia, com ainda mais interatividade.

Leia a notícia completa no site do DC.

Sobre o Diário Catarinense leia também no Primeiro Digital:

Diário Catarinense estreia novo site

“Acreditamos que estaremos entregando um produto consistente e inovador”, diz gerente digital do DC

“Não temos mais palavras” ou a capa virou post de Facebook?

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Publiquei mais cedo no meu Facebook a capa da edição de hoje do jornal Estado de Minas com a pergunta “Não tem mesmo mais palavras?” por considerar um erro a solução escolhida pelo veículo diante de um fato tão relevante quanto a tragédia da lama tóxica. “Não temos mais palavras”?

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Dos comentários que meus amigos fizeram no meu post, trago para cá o do Bruno Volpato, editor do ND Online / RIC Mais, e que aponta um caminho perigoso que os jornais estejam adotando em suas versões impressas, especialmente em suas capas. Escreveu o Bruno:

Os jornais impressos estão “se adaptando” à linguagem das redes sociais, mais especificamente dos comentaristas. Acho que essa capa segue uma linha de buscar a identificação do leitor, que também fica “sem palavras” ao ver isso tudo. Só que a nossa função é outra, né, é justamente buscar e fornecer essas “palavras”. Dá um ruim de ver tanta decisão equivocada, bicho.

Faz sentido e faz pensar. Alguns jornais “arevistaram” suas capas (o verbo morreu em alguns), mas nesta do Estado de Minas não é nem revista. É post no Facebook. Só faltou #NãoTemosMaisPalavras publicada assim, como hashtag. Como lembrou o Luís Meneghim, diretor de conteúdo do Grupo RIC, também no meu post no Facebook:

A manchete funcionaria se exibisse apenas a foto e nenhum outro texto. Mesmo assim é um tiro no pé. Afinal, os leitores desejam informações, explicações, versões, fatos.

E você, o que que tem a dizer sobre a capa do Estado de Minas? Ou também não tem mais palavras?

Google recomenda que publishers conheçam melhor os usuários de suas plataformas digitais

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Aconteceu em São Paulo nos dias 9 e 10 deste mês a Conferência International News Media Association (INMA), evento que contou com a participação da Folha de S.Paulo, do Estadão, de O Globo e da Zero Hora, além de palestrantes convidados de veículos como El País e New York Times. Quem também falou no evento foi Jason Washing, diretor de parcerias estratégicas para publishers de news e local media do Google, que mandou esse recado que está no título da reportagem publicada no site da ANJ (Associação Nacional de Jornais). “Como o nosso conteúdo atinge os leitores e como eles reagem? Estamos utilizando a forma correta?”, questionou. “É preciso ter uma equipe que faça pesquisas, para que seja possível criar estratégias de atuação nas plataformas digitais”.

Leia o texto completo no site da ANJ.

Ainda sobre a conferência, leia ainda no site da ANJ:

El País segue estratégia de expansão internacional

Educação é o segredo coreano e uma oportunidade editorial

Dados são fonte de conteúdo e de economia

Editores brasileiros pregam fortalecimento do jornalismo na INMA 2015

Prepare-se para o futuro sem medo, recomenda consultora

Jornal centenário cria laboratório para desenvolver novos produtos

“Quem não evoluir vai morrer”, adverte diretor do maior jornal colombiano

Empreendedores defendem novos modelos de atuação dos publishers

Presidente da INMA reafirma fé na mídia impressa, mas defende inovações

Jornal Município Dia a Dia, de Brusque, lança plataforma para leitura digital

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Um dos jornais relevantes do interior de Santa Catarina, o Município Dia a Dia, de Brusque, cidade do Vale do Itajaí, que fica perto de Itajaí e Blumenau, está lançando nesta terça-feira (3) um novo sistema de leitura digital para tablets e smartphones. “A implantação do sistema é resultado de um planejamento de cinco meses e surgiu de uma necessidade apontada pelo acompanhamento mensal dos acessos no portal Município Mais. ‘Os dados mostram que 30% dos acessos do site do jornal são por smartphones ou tablets. Por isso, quisemos entregar uma melhor experiência para esses leitores’, diz Elton Souza, proprietário da Vitrus Digital, empresa que coordena a implantação do sistema.

Saiba mais sobre a novidade no site de Município Dia a Dia.

“Nova métrica” da ANJ aponta Folha como o jornal de maior alcance em todas as plataformas

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A Folha de S.Paulo ocupa o primeiro lugar no ranking gerado a partir de dados coletados pela ferramenta Métrica Única de Audiência, iniciativa da Associação Nacional dos Jornais (ANJ), que reúne dados mesclados do impresso e do digital (dados do IVC, do comScore…). Pelo levantamento, a Folha tem média mensal de 20,19 milhões de leitores que consomem o conteúdo do jornal via mobile, internet e versão impressa. Atrás do jornal da família Frias estão O Globo, com 14,33 milhões, O Estado de S. Paulo, com 10,57 milhões, e o gaúcho Zero Hora, com 5,74 milhões.

Leia o conteúdo completo no site da Folha.

No topo da cauda longa, por @ludtke

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Texto certeiro de Sérgio Lüdtke:

Os primeiros sites de jornais brasileiros surgiram há 20 anos, mas é difícil prever quem ainda estará operando no final desta década. Para uma indústria moribunda, um horizonte de quatro anos é uma eternidade. Fato é que, a persistirem as tendências de aumento de audiência sem contrapartida na publicidade, uma decisão se impõem: ou jornais e revistas têm a coragem de desistir das suas operações digitais e prolongam a sua expectativa de vida no impresso ou mudam drasticamente o modelo de negócios digital. 

Leia o conteúdo completo.

 

 

Deu no New York Times: 50 melhores momentos desde que o jornal passou a vender assinatura digital

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O editor-executivo do The New York Times, Dean Baquet, publicou nesta segunda-feira (21) um post com os 50 melhores conteúdos produzidos desde 2011 quando o jornal passou a vender assinatura digital para acesso à sua plataforma digital – até hoje um dos modelos mais citados e copiados e que recentemente ultrapassou a marca de 1 milhão de assinantes. “A lista demonstra a amplitude, criatividade e impacto de The Times. E este tipo de jornalismo não teria sido possível sem o apoio dos assinantes”, escreve Baquet.

O projeto Snow Fall, case dos mais citados quando o assunto é a busca por novos formatos no meio digital, está na lista, assim como o obituário “definitivo” de Steve Jobs e a cobertura de eventos ao vivo como Oscar e a Copa do Mundo.

Confira a lista completa no site do NYT.

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O que o Washington Post pode ensinar às “empresas de mídia”, por Rafael Sbarai

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O jornalista Rafael Sbarai publicou no site De Repente uma ótima análise sobre o que ocorreu no jornal The Washington Post dois anos depois de ter sido comprado por Jeff Bezos, o fundador e dono da Amazon. Escreve Sbarai:

Ligar o conceito de inovação ao tradicional jornal americano The Washington Post não é um ato gratuito. A publicação, fundada em 1877, celebrou em agosto um dos capítulos mais interessantes da história moderna do Jornalismo: comemorou dois anos de vida sob o comando de um titã acostumado a fazer dinheiro na internet — Jeff Bezos, fundador e CEO da gigante de varejo digital Amazon. Por 250 milhões de dólares, Bezos abocanhou uma das maiores referências editoriais do mundo. Desde então, luta bravamente para se adequar à nova realidade digital. Ao produzir permanentes investimentos em tecnologia, o executivo mostra um caminho árduo, sinuoso, mas que saltam aos olhos de seus concorrentes diretos pela capacidade de renovação da empresa — digna de muito apreço.

Leia o texto completo no site De Repente.

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“Internet não matou o papel, que existirá, no mínimo, por mais 50 anos”

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O professor José Luis Orihuela, da Universidade de Navarra, está lançando o livro “Los medios después de internet”. E em entrevista ao site Noticias de Álava, ele analisa a importância da internet no jornalismo e no trabalho do jornalista e também o futuro dos veículos impressos. Perguntado se o papel desaparecerá, Orihuela responde que este discurso é uma falácia.“Se trata de uma dinâmica de acumulação de mídias não por subsituição”.

Leia a entrevista completa no Noticias de Álava.

Saiba mais sobre o livro.

Dica de Vandeck Santiago no Grupo #Masterianos (formado por alunos e professores do Master em Jornalismo do IICS)

Jornal publica chamada para digital em vez de reportagem sobre jogo e leitores questionam decisão

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O time do Joinville vai mal no Brasileirão. Estacionou no Z4 e ocupou a lanterna por várias rodadas. Ontem, jogando em casa, ganhou e ganhou bem do Cruzeiro por 3 a 0. O jornal Notícias do Dia estourou foto na capa e tratou como o grande fato do dia. E trouxe um selo dizendo que “Isso você só lê no ND”, uma referência ao fato do A Notícia, o outro jornal da cidade, não trazer nem na capa nem nas páginas da editoria de Esportes a notícia sobre a “goleada histórica” do JEC, como destaca o ND. Em vez do texto sobre o jogo, o AN traz um aviso:

O jogo entre JEC e Cruzeiro não havia terminado até o fechamento desta edição. A cobertura completa da partida, as repercussões, as notas dos atletas do JEC, a classificação atualizada da Série A e o vídeo com a análise do colunista Elton Carvalho estão no site do jornal A Notícia. Você pode acessar o conteúdo digitando o endereço www.an.com.br ou por meio dos QR Codes abaixo.

Junto com o aviso, o AN publicou três QR Codes: um para a tabela atualizada, um para a cobertura do jogo e um para o vídeo do colunista Elton Carvalho analisando o resultado.

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A decisão do AN repercutiu entre os leitores, em especial os torcedores do JEC, a maioria reclamando da falta de cobertura do jogo no jornal impresso. Pelo Twitter, o colunista Elton Carvalho respondeu alguns dos tweets publicados por leitores, justificando a opção do AN em chamar para o online por causa da logística do jornal – mesmo com o jogo sendo disputado em Joinville.

Veja os tweets do colunista Elton Carvalho

Elton escreve que o jornal está fechando mais cedo há dois meses e que tem muito conteúdo no site sobre o jogo, muito mais do que iria entrar no impresso. “Te garanto que, mesmo se tivesse saído no jornal, não teria nem 1/4 da quantidade de material que tem no site pela falta de espaço“, respondeu ele para um leitor.

A decisão e a repercussão levanta alguns pontos para reflexão:

– Correta a visão, que o próprio Elton fala em seu Twitter, de que o importante é informar, independentemente da plataforma. E ótimo que o site do AN esteja recebendo atenção e esteja sendo usado da forma correta para oferecer conteúdo estendido.

– A decisão de levar os leitores do impresso para o online está associada à logística e não como parte de uma estratégia de gestão de produto/conteúdo. “Vamos fazer assim porque temos que fechar mais cedo” parece ser o principal motivo da mudança. Se fosse uma estratégia de produto, devidamente divulgada e explicada antes de ser colocada em prática, não haveria surpresa e talvez houvesse ao menos uma compreensão dos motivos para a decisão.

– Argumentar que a notícia sobre o jogo ficaria velha no impresso do dia seguinte não justifica. Depende. No dia seguinte de um jogo qualquer, sempre cabe um texto com foco em outros aspectos além do placar. No caso de um resultado espetacular como o de ontem em Joinville, o detalhamento do “como foi” ou de “quem fez a diferença” sempre chamaria a atenção.

– Se os jornais, vide os encaminhamentos da própria ANJ, querem se mostrar como veículos multiplataforma, não cabe sonegar uma informação ao leitor/assinante/cliente que opta por uma das plataformas disponibilizadas. Tem que ajustar a rotina para atender todas as plataformas e não só o “modo de fazer jornal”. O aviso publicado na página de Esportes é só isso: um aviso. E não uma informação. Não é assim que vai se levar o leitor para o conteúdo digital. O AN não optou pelo “saiba mais”, mas pelo “saiba tudo” sobre o jogo.

– O fato de ser um jornal local (já foi um dos maiores jornais de Santa Catarina) deve ser levado em conta, ainda mais em Joinville, onde o público é engajado e abraça causas da cidade com afinco – o que inclui as coisas do JEC. E como os leitores foram pegos de surpresa, além das críticas, levantam também especulações sobre o fim do AN impresso ou de que não estão dando bola para o JEC.

Concorda com a decisão do AN? Que avaliação você faz do impacto que uma decisão como essa causa no veículo? Deixe seu comentário.

Veja a capa do Notícias do Dia de Joinville:

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Rivalidade versus bairrismo