As fake news ganharam a eleição do TSE

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Manchete da coluna da jornalista Mônica Bérgamo, na Folha de S.Paulo: Ministros avaliam que comissão do TSE contra fake news falhou (acesso para assinantes). Falhou e falhou muito. A eleição é baseada em mentiras, das mais absurdas, diga-se de passagem, e o que fez o órgão que deveria fiscalizar e combater efetivamente o compartilhamento das fake news?

Na prática, só espuma. Até ensaiou um discurso que iria atuar de forma efetiva contra as notícias falsas, mas que não deu em nada, como estamos vendo. Muito papo e, ao que parece, nenhuma ideia na prática de como as coisas funcionam no mundo virtual.

Vejam, por exemplo, o que a assessoria do TSE me respondeu em janeiro, quando estava produzindo para o Notícias do Dia a série especial sobre fake news.

Qual o maior temor da justiça eleitoral em relação à influência das fake news no pleito de 2018?

As chamadas fake news representam um fenômeno que se mostrou mais intenso com a internet, mas que sempre existiu. O fato é que houve uma proliferação das notícias falsas com o uso maciço da internet. O TSE tem se antecipado ao problema e foi justamente essa preocupação que motivou a criação do Conselho Consultivo, além da realização de diversos debates, fóruns e seminários sobre o assunto. As medidas a serem tomadas estão sendo discutidas pelo Conselho, que vai apresentar propostas de execução após as reuniões a serem realizadas a partir de fevereiro.

TSE se antecipou ao problema? Quem viu isso ocorrer na prática? Na reta final, tomaram decisões sobre retirada de conteúdo falso. E hoje vão discutir o assunto, faltando menos de duas semanas para o segundo turno. Faltou apertar um F5.

Atualizado: O Nexo fez um levantamento do que o TSE fez efetivamente para combater as fake news.