Relatório avalia estratégia digital e projeta futuro do The New York Times

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Em 2014, um relatório interno do The New York Times vazou e causou furor por apresentar uma avaliação pouco animadora sobre a estratégia digital adotada pelo grupo até então. As falhas no processo foram expostas e viraram tema para discussão porque até aquele momento o NYT era um exemplo a ser seguido muito por causa do modelo de paywall criado pelo jornal.

Nesta semana, um novo relatório do The New York Times veio à tona, mas desta vez de um jeito diferente. Não houve um vazamento, mas sim uma superprodução do próprio veículo que transformou o documento num especial multimídia, como destaca o NiemanLab.

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BuzzFeed, jornalismo e internet: assista entrevista com a editora @manubarem

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Os desafios do BuzzFeed no Brasil, com investimento em conteúdos além dos memes engraçadinhos, é um dos assuntos da entrevista concedida por Manuela Barem, editora-chefe do site, à jornalista Marília Gabriela. Manuela também fala sobre sua trajetória profissional até chegar ao BuzzFeed e destaca algumas tendências do jornalismo na internet.

Assista.

A entrevista é parte do canal de Marília Gabriela no YouTube.

 

Três perguntas sobre práticas no jornalismo digital: quem tem as respostas?

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Por que os jornais querem ser TV?

O tempo e os recursos gastos com a produção de vídeo, que parece ser objeto de desejo dos sites de jornais, não deveriam ser empregados na produção de reportagens especiais (mesmo em texto e foto) que poderiam render mais acessos e repercussão do que vídeos pouco atrativos e que acabam quase sem visualizações na central de vídeos ou no YouTube? 

Quanto um veículo fatura com as curtidas em sua página no Facebook?

Até que ponto é mesmo necessário soltar foguete quando uma página ou um post no Facebook alcança uma determinada marca se isso não se reflete na audiência do site, reforçando o inventário e os argumentos para gerar receitas atraindo anunciantes? Não é festa para o sucesso do Facebook? 

Tem certeza que combina adotar o paywall e distribuir chamadas com links em rede social?

Até que ponto divulgar um link para um conteúdo que é fechado para não-assinantes – sem deixar isso claro – não é uma estratégia ruim, que prejudica a imagem do site, e em vez de estreitar, ajuda a ampliar a distância entre público e veículos diante da frustração de dar de cara no muro?

Quem tem as respostas?

Evento para jornalistas marca lançamento do Instituto Catarinense de Direito Digital

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No próximo dia 4 de agosto, acontece em Florianópolis o 1º Meetup de Direito Digital e Comunicação, evento que marca o lançamento do Instituto Catarinense de Direito Digital. O ICDDigital, presidido pelo advogado José Vitor Lopes, especialista em direito digital (que já marcou presença aqui no blog), nasce com o objetivo de compartilhar conhecimento e boas práticas na internet. O Primeiro Digital apoia a iniciativa e será canal para a divulgação dos eventos do instituto, além de contribuir para temas de palestras e outras ações.

O evento do dia 4 é gratuito será voltado para jornalistas. As vagas são limitadas e podem ser feitas no endereço http://bit.ly/ICDDmeetup (restam poucas vagas!).

Junto com a apresentação do ICDDigital, serão realizadas duas palestras:

Boas práticas no Jornalismo Digital, com José Vitor Lopes
– Investigação, fontes na era digital nas Eleições
– Como mitigar conflitos em matérias de alto impacto
– Bloqueio de Aplicações e o Marco Civil: Whatsapp e a Justiça Brasileira.

Panorama Legal – Internet, Sociedade e Direito, com Guilherme Trilha Philippi
– Marco Civil da Internet e Regulamento
– CPI dos crimes cibernéticos e projetos de lei
– Riscos à Privacidade

Serviço

1º Meetup de Direito Digital e Comunicação
4 de agosto, 19h30
Auditório do Centro Executivo Imperatriz, na Liberato Bittencourt 1885, Estreito.
(48) 3364-3528
contato@icddigital.com.br
Siga no Facebook: www.fb.com/icddigital

Novidade em Florianópolis: Farol valoriza reportagem, dados públicos e transparência

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Em 2000, tive a oportunidade de comandar um projeto do qual me orgulho muito, apesar da curta duração. Era uma revista mensal e com foco em reportagens que ajudassem jovens empreendedores na difícil missão de nascer e prosperar. Lúcio Lambranho era parte da equipe que montei. Já o conhecia da época da faculdade e dos trabalhos que ele havia feito em jornais de Florianópolis. Mesmo que tenha durado pouco, neste primeiro trabalho, pude começar a conhecer o repórter Lúcio Lambranho, que mais tarde fez carreira na cobertura política em Brasília, mexeu com o “status quo” da Capital federal, ganhou prêmios importantes e, por fim, ao retornar para Florianópolis, fez a diferença e ajudou a semear a paixão pela reportagem em boa parte da equipe do jornal Notícias do Dia. Fico feliz de ter participado deste processo que trouxe o Lúcio de volta para casa e que agora ele esteja colocando em prática seu desejo antigo de ter seu próprio site de reportagens. Quem acompanha o trabalho dele vê a qualidade das reportagens, o rigor da apuração, a coragem de questionar quem quer que seja, o enfoque com objetivo de fazer a diferença e contribuir para a mudança. Era assim lá em 2000 e continua sendo agora em 2016. São as marcas do trabalho do Lúcio que certamente estarão aqui neste Farol. Bem-vindo, Farol e, nunca é demais repetir, viva a reportagem!

Este é o texto que escrevi para saudar a chegada do Farol, site de reportagens da Grande Florianópolis, com foco em dados públicos e transparência e que é uma iniciativa do meu amigo Lúcio Lambranho. Farol estreia nesta quarta-feira, dia 22.

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“Quem financia a mídia digital?” é tema de curso em Florianópolis

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O ISCOM (Instituto Superior de Comunicação) promove nos dias 11 e 25 de junho, em Florianópolis, o curso “Quem financia a mídia digital?”, ministrado pelo jornalista, professor e pesquisador Jacques Mick. O objetivo do curso é “refletir sobre a crise no padrão de financiamento da mídia jornalística, em particular nos formatos digitais, a partir de uma perspectiva histórico-sociológica que a situa no tempo e a interpreta, recorrendo aos conceitos de campo e habitus”.

As vagas são limitadas.

Todas as informações estão na página do curso no site do ISCOM.

Comunidades locais brasileiras vivem vácuo informativo, por Evandro de Assis

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Jornais, rádios e TVs locais enfrentam o derretimento das receitas com publicidade (drama estrutural agravado pela recessão econômica nacional) e têm menor margem para cortar custos sem reduzir seu jornalismo. Do outro lado, no mundo digital veículos locais reúnem audiências de baixa escala, com baixo potencial de monetização, via publicidade ou cobrança pelo conteúdo. Na prática, as empresas diminuem drasticamente de tamanho afetando qualidade e abrangência da cobertura jornalística – quando não fecham as portas. É iminente a possibilidade de cidades médias importantes não contarem com o trabalho regular de um jornal diário – ou de redação com ao menos uma dúzia de jornalistas para observar e discutir o cotidiano.

No momento em que “crise” virou lugar comum no Brasil, e que a observação e crítica do jornalismo debruça-se sobre temas nacionais urgentes, a imprensa local declina silenciosamente e o vácuo de informação que fica nem de longe é compensado pelas ainda incipientes iniciativas nativas digitais. (…)

Há um jornalismo novo a ser construído para se reverter o crescimento do vácuo informativo em âmbito local. Provavelmente mais complexo, imerso em mais e maiores dilemas éticos e, pelo menos até agora, sem garantia de viabilidade econômica. Se os jornalistas não se ocuparem dele, alguém o fará.

Leia o artigo completo do jornalista, doutorando e pesquisador Evandro de Assis no site do ObjEthos.

Pelo jornalismo digital…

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Curioso o que fez a Folha de S.Paulo durante o fim de semana da votação do impeachment na Câmara dos Deputados. Em vez de abrir seu conteúdo, manteve o paywall e deixou o acesso liberado apenas para assinantes. Não era um momento de exceção? Não costuma ser uma estratégia comum entre veículos que fecharam o acesso ao conteúdo? Bati na porta da Folha algumas vezes no fim de semana por conta disso (e você?).

Diferentemente da Folha, a Agência Estado, do Grupo Estado, liberou o acesso ao Broadcast Político, seu produto premium, durante todo o final de semana para que os leitores acompanhasse a cobertura da votação. Boa iniciativa.

Ainda sobre a cobertura, destaque para o conteúdo do Nexo, que está se consolidando como uma ótima opção para quem busca informação aprofundada e muito bem apresentada. Boas análises e abordagens diferenciadas, assim como o site do El País Brasil, outra “ilha” no meio digital na cobertura do momento político caótico brasileiro.

E a votação do impeachment serviu de oportunidade também para o lançamento do site Os Divergentes. Trata-se de uma iniciativa de um grupo de profissionais tarimbados na cobertura política de Brasília, que estavam no Fato Online até a crise de gestão que detonou o site. No vídeo abaixo, os jornalistas de Os Divergentes explica o projeto.

Por fim, destaque para o trabalho das agências de checagem de informação. Lupa e Aos Fatos produziram informações que ajudaram a tratar o panorama do que vivemos no fim de semana. E checar informações nunca foi tão importante como agora, como mostra a reportagem da BCC que diz que na semana da votação do impeachment 3 das 5 notícias mais compartilhadas no Facebook era falsas.

Acompanhe o trabalho da Lupa e do Aos Fatos pelo Twitter.