Do “Alex Informa” ao RD Summit 2016: o jornalista como profissional da informação

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Lá pelos anos 1999, 2000, eu já estava no mercado de trabalho, com dois empregos – revista de economia e negócios e assessoria de imprensa na área de educação – e isso estava me cansando não só pela dupla jornada, mas pela falta de perspectiva profissional. Resolvi ir estudar marketing, pensando em ampliar o horizonte fora do jornalismo. Encontrei um curso numa faculdade aqui da região e me inscrevi. Aulas aos sábados durante quase 2 anos. Marketing digital? Não, “marketing de raiz”, Kotler na veia.

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Do ijnet: “Tentar significa falhar. Falhar significa aprender”, diz empreendedora de jornalismo

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A cofundadora de um dos mais importantes sites de jornalismo investigativo na Colômbia, La Silla Vacia (A Cadeira Vazia), tem alguns conselhos para aqueles que estão pensando em criar seu próprio site, aplicativo ou outro produto:

“Não pense, faça. Fazer as coisas é a melhor maneira de aprender. Tentar significa falhar. Falhar significa aprender”, diz Olga Lucia Lozano, editora criativo do La Silla Vacia.

(…)

Lozano acredita que os jornalistas precisam educar-se constantemente. Devem compartilhar o que aprendem para que outros possam evitar cometer os mesmos erros. Parte do valor adicionado do La Silla Vacia, diz ela, está nas oficinas e seminários sobre jornalismo investigativo que a equipe oferece para outros meios de comunicação em toda a América Latina.

A equipe está constantemente experimentando novas formas de contar histórias online e novas formas de financiar seu jornalismo. Ela vê as experiências como um cientista: se não produz o resultado desejado, não é um fracasso. É uma experiência de aprendizagem que deve ser compartilhada.

Leia o texto completo no ijnet.

“Quem financia a mídia digital?” é tema de curso em Florianópolis

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O ISCOM (Instituto Superior de Comunicação) promove nos dias 11 e 25 de junho, em Florianópolis, o curso “Quem financia a mídia digital?”, ministrado pelo jornalista, professor e pesquisador Jacques Mick. O objetivo do curso é “refletir sobre a crise no padrão de financiamento da mídia jornalística, em particular nos formatos digitais, a partir de uma perspectiva histórico-sociológica que a situa no tempo e a interpreta, recorrendo aos conceitos de campo e habitus”.

As vagas são limitadas.

Todas as informações estão na página do curso no site do ISCOM.

Confira os primeiros resultados da pesquisa “Empreendimentos digitais do jornalismo brasileiro”

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O jornalista e pesquisador Sérgio Lüdtke divulgou no último sábado (21), durante o 1º Encontro de Jornalismo e Empreendedorismo, os primeiros resultados da pesquisa pretende mapear como surgem e crescem os novos empreendimentos digitais do jornalismo no Brasil. “A pesquisa buscou informações de mais de 200 iniciativas independentes e considerou, para a composição do resultado final, 64 empreendimentos digitais com compromisso de arrecadar, ainda que alguns deles não visem lucro”, escreve Lüdtke no site Interatores.

No slide abaixo, ele reuniu os primeiros resultados que foram apresentados no evento de sábado. Para saber mais sobre a pesquisa no site do Interatores.

Assista aos vídeos dos debates do 1º Encontro de Jornalismo e Empreendedorismo.

@onabrasil disponibiliza vídeos dos debates do Encontro de Jornalismo e Empreendedorismo

Vídeo

A ONA Brasil publicou em seu canal no YouTube os vídeos dos quatro debates realizados durante o 1º Encontro de Jornalismo e Empreendedorismo no último sábado. Assista.

Tema: Jornalismo e Sustentabilidade Financeira

Tema: Jornalismo de dados

Tema: Jornalismo digital

Tema: Empreendendo no Jornalismo

E no Twitter do Primeiro Digital, você confere os tweets que foram compartilhados no sábado pelos participantes do encontro: @PrimeiroDigital.

As mudanças no BRIO e o que observar para empreender melhor no jornalismo digital

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O BRIO foi um dos projetos de jornalismo mais festejados recentemente, aperando sempre com destaque em estudos, listas e reportagens sobre modelos de negócio no ambiente digital. Mas alguma coisa não funcionou como esperavam seus criadores. O BRIO não acabou, mas, seis meses depois de seu lançamento, está revendo sua estratégia e seu modelo. E quem conta isso é Breno Costa, editor-executivo e um dos fundadores da plataforma, no artigo Razões para otimismo com o jornalismo, onde ele apresenta um panorama do que aconteceu e do que deve acontecer com o BRIO no futuro.

Há seis meses, quando a vida política nacional estava aquecida, mas não fervendo, publiquei um texto aqui no Medium admitindo um início problemático do BRIO, mas com viés otimista, apesar dos pesares. Neste momento, permito-me ser ainda mais otimista.

Para quem não sabe, o BRIO é uma iniciativa jornalística independente, mas ainda não sustentável. Suas operações, inicialmente bancadas pelas próprias economias de seus cinco sócios, agora dependem diretamente de aportes de investidor. Não geramos até o momento nenhuma receita própria — embora ainda não tenhamos colocado nada em prática. Digamos que estamos em fase de experimentações.

O modelo de negócios originalmente pensado baseava-se na cobrança pelo acesso às reportagens que publicaríamos. Pouco antes do lançamento, decidimos alterar a estratégia e liberar o acesso gratuito. No dilema do ovo e da galinha, optamos por criar primeiro a galinha para depois colhermos os ovos. Era a opção mais sensata, mas, por motivos já explicados anteriormente, não alcançamos o objetivo de gerar audiência relevante — o que nos levou a promover diversas mudanças, em especial a migração do nosso conteúdo para o Medium.

Leia o artigo completo.

Para empreender melhor no jornalismo digital

Como provocação, e não falo especificamente do BRIO, mas às vezes fico com a impressão que os projetos empreendedores em jornalismo digital são projetos para o “mundinho dos coleguinhas”. Ou seja, não ultrapassam as redações e viram “coisa de e para jornalistas”. Talvez esteja exagerando, mas é isso o que vejo, apesar de enxergar qualidade excepcional em projetos como o Nexo Jornal, por exemplo, parece não haver uma comunicação mais efetiva para um segmento que não seja o dos jornalistas.

Outro observação a partir do texto do Breno Costa é que vivemos – principalmente na internet – um empreendedorismo muito influenciado pelo modelo de startups com ganho em escala, baixo custo sobre investimento, foco na resolução de um problema, base para pivotar e tempo de duração às vezes até limitado. Chamo atenção para estes dois últimos itens.

“Pivotar” é uma ação que tenho tentando aplicar em tudo o que faço desde que fiz o Master em Jornalismo na IICS / Universidade de Navarra, em 2014, e li “Comece por você“. Vem da movimentação do pivô do basquete. Importante ter uma base ou um ponto de partida que possa permitir mudanças de direção, foco, mercado. Poucos, fora do ambiente das startups, têm esta esta visão que é tão útil em tempos de busca de oportunidades.

Sobre a duração do negócio, óbvio que ninguém investe em seu próprio negócio sem a intenção de que ele dure para sempre. Mas diante da velocidade com que as coisas acontecem no digital, é preciso estar alerta e se não der para pivotar, pratica-se o desapego, vira-se a página, troca-se o disco. Insistir com um projeto sem retorno e longe do que o mercado precisa ou procura pode se tornar um poço sem fundo para o bolso. Seja convicto, mas não teimoso.

8 destaques do Primeiro Digital

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Clique nas imagens e confira as sugestões de leitura dos posts mais recentes do Primeiro Digital.

Omelete no ponto

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Não é de hoje que o Omelete vem se mostrando com um dos principais sites de conteúdo da internet brasileira. A turma lá sabe como fazer a cobertura do universo da cultura pop e virou autoridade no assunto com iniciativas como a de hoje: às 15h, fizeram uma transmissão ao vivo em seu ótimo canal no YouTube para comentar o novo trailer do aguardado “Capitão América: Guerra Civil”, que contou com a primeira aparição do Homem-Aranha, agora devidamente integrado aos estúdios Marvel – fato relevante para quem curte quadrinhos e filmes de super-heróis.

E o Omelete, com o programa em cima do lance, apresentado por Érico Borgo e Marcelo Hessel, alcançou a marca de 35 mil pessoas assistindo à transmissão simultaneamente. Para ter ideia da relevância do número, em São Paulo, 1 ponto de audiência da TV equivale a 58.235 lares. Ou seja, uma transmissão do YouTube chegou perto de 1 ponto – índice que redes como Rede TV! e Band custam a alcançar. E mais: o número de hoje foi maior que o alcançado durante a transmissão ao vivo feita durante a entrega do Oscar, quando 31 mil pessoas assistiram simultaneamente aos comentários da equipe do Omelete. 

Assista ao programa do Omelete sobre “Capitão América: Guerra Civil”

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O assunto do ano

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Chegando ao fim de 2015, reuni neste post os dez assuntos que apareceram aqui no Primeiro Digital no decorrer do ano e que considero como os mais importantes e relevantes também por apontarem tendências e caminhos para o meio digital. Não foi um ano fácil, mas pela lista dá para ver que foi um ano movimentado para o bem ou para mal do mercado. Ainda pairam dúvidas sobre para onde vai o jornalismo em geral, tendo o digital como protagonista tal e qual em um faroeste: ora como o bem-vindo pistoleiro que chega e resolve todos os problemas, ora como o estranho forasteiro que representa uma ameaça.

Veja a lista dos dez assuntos selecionados:

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