Do BlueBus: A notícia como capital social

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Segundo a autora do estudo, Magali Coelho, os jovens brasileiros encaram de forma mais positiva a velocidade das notícias do que sua profundidade, e a maneira como lidam com este fluxo é a personalização. Através de diversas entrevistas qualitativas, foi possível codificar as grandes categorias pelas quais eles avaliam a utilidade das notícias (alternativas de aparelhos e plataformas, possibilidades de personalização, confiabilidade, opções de privacidade e facilidade/interesse de compartilhamento). Para os “millenials” brasileiros, as marcas jornalísticas tradicionais (e seus portais) são uma fonte avaliada com certas restrições, tanto por conta do conteúdo (muito parecido com o “jornal de papel” ou a “televisão antiga”, simplesmente transcrita para outro meio), quanto por causa do seu passado “manipulador”.

Leia o texto completo, assinado por Marcelo Coutinho, no BlueBus.

capital social

Um novo modo de consumir notícias, por @ericmessa no @meioemensagem #LinkRecomendado

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Eric Messa, coordenador do Núcleo de Inovação em Mídia Digital da FAAP/SP, assina ótimo artigo no Meio & Mensagem sobre a perda de leitores no meio impresso, do qual destaco o seguinte trecho:

“O jornal, por exemplo, vem perdendo leitores pois, independentemente da idade, quase ninguém mais tem aquele hábito antigo (característico do jornal) de fazer uma leitura tranquila pela manhã, antes de sair para o trabalho. O mercado acelerou o ritmo do homem. Hoje já acordamos trabalhando. Tem gente que acorda e imediatamente já está respondendo ao WhatsApp do trabalho, mesmo antes de sair da cama.

Vou além, se não temos mais tempo para ler um jornal impresso, quem consegue, em meio à correria do nosso dia a dia, parar por cerca de uma hora para ler com calma um portal de notícias? Minha hipótese é a de que está diminuindo o número de pessoas que acessam a página de entrada dos sites de notícias.

Nem por isso as pessoas andam desinformadas. Não é essa minha conclusão. Apenas o comportamento delas que mudou. As pessoas continuam consumindo notícias, mas ao longo do dia, de forma fragmentada, por meio das redes sociais.”

Leia o artigo completo no Meio & Mensagem e confira a lista de apontamentos usados por Messa para comprovar sua hipótese.

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Rede social provoca rachaduras?

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Aconteceu mais uma vez: uma foto antiga, com legenda equivocada, publicada em rede social (no caso, o Facebook) se espalha rapidamente e induz muitos usuários ao erro.

A foto em questão é de uma ponte com uma rachadura e que foi publicada no Facebook como sendo da Ponte Colombo Salles, de Florianópolis. Não dá para saber se foi por má fé ou por ignorância. Mas o fato é que as pontes da Capital catarinense que ligam a Ilha de Santa Catarina ao Continente enfrentam problemas de manutenção a ponto de até ser compreensível que o pessoal acreditasse e espalhasse a imagem.

Uma busca no Google Imagens tira qualquer dúvida: a foto não é da Colombo Salles, mas sim da Rio-Niterói, publicada em uma reportagem no site do jornal Extra em 10 de abril de 2014 (Rachadura na Ponte Rio-Niterói é necessária, afirma concessionária que administra a via). E ao que parece, a confusão começou por uma usuário do Rio de Janeiro que publicou ontem a fonte do Extra na sua timeline.

Leia a reportagem do Extra.

capaextra

Em tempo: nenhum site de notícia de Florianópolis caiu na armadilha. E o colunista do Diário Catarinense, Rafael Martini, foi o primeiro a “tranquilizar” a população (incluindo este blogueiro que passa pelas pontes diariamente 🙂).

Leia no blog do Visor.

Leitura recomendada:

Manual de Verificação

“É na internet que estão as pessoas hoje. É para a rede que os negócios caminham” (@garyvee)

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A frase usada como título deste post é de Gary Vaynerchuk, autor de “Vai fundo!”, livro onde ele conta sua trajetória como empreendedor no mercado de bebidas nos Estados Unidos. As ideias e estratégias adotadas (e compartilhadas) por Gary são inspiradoras para quem quer empreender na internet usando com maestria as ferramentas digitais disponíveis.

Gary conta, por exemplo, como se deu a criação do vlog Wine Library, onde ele analisa vinhos em tom descontraído e sem grandes preocupações técnicas – e isso é a garantia do sucesso do canal ainda hoje. “Neste livro, explico, etapa por etapa, como usar todas as ferramentas de rede social disponíveis na internet para você ir à luta por aquilo que mais gosta – a atividade à qual, se pudesse, dedicaria cada minuto, o assunto sobre o qual não consegue deixar de falar, o produto que gostaria de colocar nas mãos de todo mundo”, escreve Gary.

No livro, ele destaca a importância de construir uma marca pessoal, elaborar um conteúdo de qualidade e escolher a melhor plataforma. E quando do lançamento do livro no Brasil, em 2010, a editora Agir (Grupo Ediouro) divulgou um vídeo onde Gary saúda os leitores brasileiros e fala do que trata “Vai fundo!”. Assista.

Compre “Vai fundo!” na Livraria Cultura (disponível na versão digital).


Já conferiu a página Para Contratar?

O suicídio nas redes sociais

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Não lembro exatamente o ano. Devia ser final dos anos 90 e não tínhamos sites de notícia nem redes sociais. Eu ainda era editor da revista Empreendedor e a redação ficava no nono andar do bloco C do Ceisa Center, um dos mais antigos centros executivos de Florianópolis, bem no centro da cidade. Da janela da minha sala, a vista dava para a avenida Osmar Cunha e para a rua Trajano. Vi passeatas, pequenos acidentes de trânsito, mas jamais pensei que fosse ver o que vi no início da tarde: um suicídio.

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