Um post isento de verdade até as primeiras consequências (ou não)

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Adiantei a celebração do primeiro de abril durante a semana com dois posts no Facebook:

Por uma imprensa mais Sensacionalista.

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Por reportagens mais Laranjas.

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Os dois sites de notícias falsas seguem a tradição do Cocadaboa que lá atrás, quando a internet ainda não era essa gritaria toda, já pregava boas peças inclusive em veículos de comunicação. O que Sensacionalista e Laranjas fazem hoje não é só pegadinha pela pegadinha. É crítica bem humorada sobre fatos e costumes e de quebra ainda prestam um outro serviço além de arrancar risos e até gargalhadas: nos ajudam a lembrar que não dá para confiar em tudo o que é publicado na internet. E isso vale para o público em geral e muito para nós, jornalistas, “vítimas” da pressa, da ansiedade e da falta de checagem. Ainda mais que nesse clima de histeria, Sensacionalista e Laranjas acabam dizendo algumas “verdades” sobre o momento político que vivemos.

“Informe-se”: acompanhe Sensacionalista e Laranjas no Facebook e no Twitter para não perder nada.



E por falar nisso, já baixou o Manual de Verificação?

E-book “Jornalismo sem manchete” analisa novos formatos de texto e de leitura

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A jornalista Luciana Moherdaui, uma das participantes da segunda edição da série Grandes Temas para Discussão sobre Jornalismo Digital, está lançando “Jornalismo Sem Manchete – A implosão da página estática” (Editora Senac). A versão e-book já está à venda nas lojas da Apple Store e da Kobo Store. Em sua página na internet, Luciana disponibilizou para leitura o prefácio do livro, assinado por Giselle Beiguelman, pesquisadora na área de preservação da arte digital, do patrimônio imaterial e do design de interface.

Da cultura da página à cultura dos dados

jornalismosemmancheteO livro de Luciana Moherdaui, Jornalismo sem manchete: a implosão da página estática, é muito mais do que uma discussão sobre o impacto da internet nos modos de produzir notícias. É, acima de tudo, uma longa e rigorosa pesquisa sobre os novos formatos de textos e de leitura que emergem com as redes, especialmente após a explosão das chamadas redes sociais, como Facebook, Twitter, etc. Em uma frase, é um mapeamento do terreno e de seus abalos sísmicos, contemplando, de dentro do terremoto, momentos marcantes da transformação da cultura da página em cultura dos dados.

Não se trata de um manual de redação para contextos on‑line nem de um livro de ajuda para “sobreviver” ao processo – irreversível – de digitalização da cultura. Fruto de um doutorado em comunicação e semiótica na PUC/SP, que contou com o apoio do UOL Bolsa Pesquisa, a obra de Luciana coloca frente a frente as estratégias de busca de conteúdo noticioso e de construção de sentindo narrativo dos leitores com a capacidade das empresas tradicionais de jornalismo em absorvê‑las.

Leia o prefácio completo.

Confira a segunda edição do especial Grandes Temas para Discussão sobre Jornalismo Digital

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Acesse a página do especial Grandes Temas para Discussão sobre Jornalismo Digital.

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“Não temos mais palavras” ou a capa virou post de Facebook?

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Publiquei mais cedo no meu Facebook a capa da edição de hoje do jornal Estado de Minas com a pergunta “Não tem mesmo mais palavras?” por considerar um erro a solução escolhida pelo veículo diante de um fato tão relevante quanto a tragédia da lama tóxica. “Não temos mais palavras”?

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Dos comentários que meus amigos fizeram no meu post, trago para cá o do Bruno Volpato, editor do ND Online / RIC Mais, e que aponta um caminho perigoso que os jornais estejam adotando em suas versões impressas, especialmente em suas capas. Escreveu o Bruno:

Os jornais impressos estão “se adaptando” à linguagem das redes sociais, mais especificamente dos comentaristas. Acho que essa capa segue uma linha de buscar a identificação do leitor, que também fica “sem palavras” ao ver isso tudo. Só que a nossa função é outra, né, é justamente buscar e fornecer essas “palavras”. Dá um ruim de ver tanta decisão equivocada, bicho.

Faz sentido e faz pensar. Alguns jornais “arevistaram” suas capas (o verbo morreu em alguns), mas nesta do Estado de Minas não é nem revista. É post no Facebook. Só faltou #NãoTemosMaisPalavras publicada assim, como hashtag. Como lembrou o Luís Meneghim, diretor de conteúdo do Grupo RIC, também no meu post no Facebook:

A manchete funcionaria se exibisse apenas a foto e nenhum outro texto. Mesmo assim é um tiro no pé. Afinal, os leitores desejam informações, explicações, versões, fatos.

E você, o que que tem a dizer sobre a capa do Estado de Minas? Ou também não tem mais palavras?

O que o Washington Post pode ensinar às “empresas de mídia”, por Rafael Sbarai

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O jornalista Rafael Sbarai publicou no site De Repente uma ótima análise sobre o que ocorreu no jornal The Washington Post dois anos depois de ter sido comprado por Jeff Bezos, o fundador e dono da Amazon. Escreve Sbarai:

Ligar o conceito de inovação ao tradicional jornal americano The Washington Post não é um ato gratuito. A publicação, fundada em 1877, celebrou em agosto um dos capítulos mais interessantes da história moderna do Jornalismo: comemorou dois anos de vida sob o comando de um titã acostumado a fazer dinheiro na internet — Jeff Bezos, fundador e CEO da gigante de varejo digital Amazon. Por 250 milhões de dólares, Bezos abocanhou uma das maiores referências editoriais do mundo. Desde então, luta bravamente para se adequar à nova realidade digital. Ao produzir permanentes investimentos em tecnologia, o executivo mostra um caminho árduo, sinuoso, mas que saltam aos olhos de seus concorrentes diretos pela capacidade de renovação da empresa — digna de muito apreço.

Leia o texto completo no site De Repente.

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“Internet não matou o papel, que existirá, no mínimo, por mais 50 anos”

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O professor José Luis Orihuela, da Universidade de Navarra, está lançando o livro “Los medios después de internet”. E em entrevista ao site Noticias de Álava, ele analisa a importância da internet no jornalismo e no trabalho do jornalista e também o futuro dos veículos impressos. Perguntado se o papel desaparecerá, Orihuela responde que este discurso é uma falácia.“Se trata de uma dinâmica de acumulação de mídias não por subsituição”.

Leia a entrevista completa no Noticias de Álava.

Saiba mais sobre o livro.

Dica de Vandeck Santiago no Grupo #Masterianos (formado por alunos e professores do Master em Jornalismo do IICS)

“Quem não der o passo para frente, vai ficar para trás” (@rosana no @JornalRecNews)

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Rosana Hermann, pioneira na blogosfera brasileira e referência no meio digital, participou da edição de ontem à noite do Jornal da Record News para falar com o âncora Heródoto Barbeiro sobre as ameaças de regulamentação de aplicativos como Netflix, WhatsApp e Uber. A conversa foi além de críticas a questões pontuais sobre o que órgãos do governo e empresas de telefonia pretendem fazer e traz elementos que ajudam a analisar o atual cenário de consumo de serviços e conteúdo no meio digital e a prospectar o que vem pela frente.

Assista aos vídeos com a participação de Rosana.

O primeiro mostra a conversa que foi exibida na TV.

O segundo vídeo é exclusivo do site do programa no R7 e é de onde tirei a frase usada como título do post.

Vamos andar para frente?

Siga Rosana no Twitter: @rosana

Veja também:

RT @rosana “Um passarinho de contou”

Fundo oferece bolsa para projetos na área de jornalismo investigativo

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O Fundo para Jornalismo Investigativo (FIJ), entidade que dá suporte financeiro para projetos de reportagens investigativas para profissionais em todo o mundo, está com inscrições abertas para uma bolsa de valor médio de 5 mil dólares.

O valor da bolsa cobre despesas como custos de viagem. Os interessados tem até o dia 21 de setembro para enviarem seus projetos em inglês e com orçamento detalhado para avaliação.

Acesse o site da FIJ para saber mais e enviar seu projeto

Mais sobre a FIJ

 

Baixe grátis o livro “Jornalismo para Dispositivos Móveis: Produção, Distribuição e Consumo”

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Organizado por João Canavilhas e Ivan Satuf, “Jornalismo para Dispositivos Móveis: Produção, Distribuição e Consumo” é uma iniciativa do Laboratório de Comunicação Online da Universidade da Beira Interior de Covilhã, em Portugal. Confira a sinopse:

Desde o primeiro evento sobre jornalismo para dispositivos móveis, organizado pelo LABCOM em Outubro de 2009, esta área de investigação tem crescido a um ritmo assinalável. Na origem deste crescimento estarão certamente três fatores: a rápida evolução tecnológica, o sucesso comercial dos dispositivos e a aposta dos meios de comunicação social neste novo e promissor mercado. Este livro, que compila os melhores trabalhos apresentados no JDM 2014, mostra que o jornalismo móvel é um espaço de investigação com enorme potencial, possibilitando as mais variadas abordagens científicas.

Faça o download grátis

Veja também os outros livros produzidos pelo LabCom.

“Essa geração vai ser, ao mesmo tempo, a coveira e a parteira do jornalismo”, diz Fernando Morais em entrevista ao @ND_Online

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“Os jornais estão emagrecendo cada dia mais e acho que a televisão também já está sendo vitimada pela revolução da internet. Isso está se processando com uma velocidade fora do comum, e essa geração precisa se preparar para isso”, afirma o autor de clássicos como “Olga”, “A Ilha” e “Chatô – O Rei do Brasil” ao Notícias do Dia.

Fernando Morais está em Florianópolis onde nesta quarta-feira (10), às 19h30, no Sesc-Cacupé, dá a palestra “Os rumos do jornalismo, a crise da mídia tradicional e credibilidade em tempos de redes sociais”.

Leia a entrevista completa no site do Notícias do Dia.

Veja também no Primeiro Digital:

Cada vez mais o controle está nas mãos do público

“Não há saída para o jornalismo impresso”, afirma pesquisadora

Onde está o furo?

El País e novo papel do jornal impresso

Você sabe o que o leitor quer?

 

Já conferiu a página Para Contratar?

Depois da informação, o jornalismo

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Meus colegas do Notícias do Dia mataram a pau nesta terça-feira (7). No Dia do Jornalista, fizeram jornalismo classe A e trouxeram para deleite dos leitores a história daquele cachorro que se juntou ao grupo de homens que tomou uma geral da PM, em Florianópolis. Os repórteres Colombo de Souza e Rosane Lima encontraram e contaram com riqueza de detalhes a vida do Piloto, como o cachorro é chamado.

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