Omelete no ponto

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Não é de hoje que o Omelete vem se mostrando com um dos principais sites de conteúdo da internet brasileira. A turma lá sabe como fazer a cobertura do universo da cultura pop e virou autoridade no assunto com iniciativas como a de hoje: às 15h, fizeram uma transmissão ao vivo em seu ótimo canal no YouTube para comentar o novo trailer do aguardado “Capitão América: Guerra Civil”, que contou com a primeira aparição do Homem-Aranha, agora devidamente integrado aos estúdios Marvel – fato relevante para quem curte quadrinhos e filmes de super-heróis.

E o Omelete, com o programa em cima do lance, apresentado por Érico Borgo e Marcelo Hessel, alcançou a marca de 35 mil pessoas assistindo à transmissão simultaneamente. Para ter ideia da relevância do número, em São Paulo, 1 ponto de audiência da TV equivale a 58.235 lares. Ou seja, uma transmissão do YouTube chegou perto de 1 ponto – índice que redes como Rede TV! e Band custam a alcançar. E mais: o número de hoje foi maior que o alcançado durante a transmissão ao vivo feita durante a entrega do Oscar, quando 31 mil pessoas assistiram simultaneamente aos comentários da equipe do Omelete. 

Assista ao programa do Omelete sobre “Capitão América: Guerra Civil”

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O recado do Omelete para os “comentaristas de internet”

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Sou fã do Omelete, um dos mais importantes ou quem sabe até o mais importante site de cultura pop da internet brasileira. Além do site e da cobertura especial de tudo o que assunto nos segmentos de cinema, séries, quadrinhos e games, o pessoal do Omelete uma programação diária no YouTube, de segunda a sexta, às 20h, para conversas animadas entre os integrantes da redação.

No programa desta segunda-feira, no entanto, o tom foi mais sério. Em vez de comentários e notícias sobre filmes da Marvel ou filmes da DC Comics, por exemplo, o assunto do OmeleTV foi o comportamento dos “comentaristas de internet”, os sabichões que “sabem tudo” e conseguem despejar ódio até em posts e vídeos sobre cultura pop ou cultura nerd. Ou seja, não há limites nem humor para os haters de plantão.

O título do programa já diz tudo: Seja você mesmo: Não se sinta obrigado pela internet. A turma do Omelete (nesta edição, Érico Borgo, Natália Bridi e Thiago Romariz) cita como exemplo os comentários raivosos que foram publicamos em conteúdos sobre o filme do Quarteto Fantástico, antes mesmo da estreia em cinemas brasileiros.

Borgo, Natália e Romariz fazem considerações pontuais e certeiras a respeito do comportamento dos comentaristas que simplesmente se recusam a aceitar opiniões diferentes. Ao mesmo tempo, os tais comentaristas, em geral jovens que usam a agressividade para serem ouvidos (ou quase), se escondem em perfis ocultos ou atrás dos chamados “times” para fazer a defesa cega, surda e nunca muda do seu ídolo, exigindo sempre opiniões opositivas. “Não há nada sadio na internet”, afirma Borgo, um dos fundadores do Omelete.

Veja a descrição do vídeo do OmeleTV desta segunda-feira:

A internet ama odiar. Nos últimos dias, com a estreia de Quarteto Fantástico, as timelines do Twitter, Facebok e várias outras redes sociais se integraram em um ódio coletivo contra o filme de Josh Trank.

Mas afinal, como internet muda a opinião das pessoas? E será que o conceito de opinião mudou ao longo destes anos? Neste OmeleTV discutimos como as redes sociais podem ser nocivas na hora de formar uma opinião.

Assista ao recado do Omelete:

Momentos “pingo nos is”, como diz Érico Borgo logo na abertura do programa desta segunda-feira, são sempre bem-vindos e cada vez mais necessários. Uma pena que seja em vão. E não é de hoje. No meu antigo blog, o Coluna Extra, fui vítima de uma ataque programado de uma lista de torcedores do Figueirense por causa de um comentário de um colega jornalista. O tom dos participantes da lista era “vamos lá detonar esse cara; quem ele pensa que é?”. E isso muito antes de Twitter e Facebook!

Mais fácil a gente caminhar para uma internet sem comentários do que para uma internet civilizada com respeito à diversidade de opiniões. Todo mundo quer liberdade, mas apenas aquela que lhe convém – de falar o que quer, sem o direito de outros se expressarem também.

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