Relatório avalia estratégia digital e projeta futuro do The New York Times

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Em 2014, um relatório interno do The New York Times vazou e causou furor por apresentar uma avaliação pouco animadora sobre a estratégia digital adotada pelo grupo até então. As falhas no processo foram expostas e viraram tema para discussão porque até aquele momento o NYT era um exemplo a ser seguido muito por causa do modelo de paywall criado pelo jornal.

Nesta semana, um novo relatório do The New York Times veio à tona, mas desta vez de um jeito diferente. Não houve um vazamento, mas sim uma superprodução do próprio veículo que transformou o documento num especial multimídia, como destaca o NiemanLab.

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Sobre distribuição de conteúdo de blogs

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Escrevi para o blog da Vocali, agência aqui de Florianópolis, um post sobre como otimizar a distribuição de conteúdo de blogs. O post aponta os principais meios para aumentar os acessos e destaca a possibilidade de tornar o público um distribuidor do conteúdo facilitando o compartilhamento também para o WhatsApp – como é o caso aqui do Primeiro Digital (o botão do “zap-zap” aparece quando o blog é acessado pelo smartphone). Se o aplicativo tomou conta do pedaço, não pode ficar de fora da estratégia de distribuição.

Leia o post completo no blog da Vocali.

Inbound Marketing

Posts como este que produzi para a Vocali são parte do trabalho que venho prestando de produção de conteúdo para blogs e e-books no segmento de Inbound Marketing. É um mercado em ascensão e um campo interessante para jornalistas com experiência em conteúdo digital.

Estou reunindo minha produção nesta área em uma página aqui no Primeiro Digital. Tem sido uma experiência interessante que escrevi recentemente aqui no blog sobre “pivotar” e porque não deixa de ser um trabalho desafiador por envolver temas tão diferentes uns dos outros e conhecimentos específicos sobre estratégias de marketing digital.

Se quiser conferir meu trabalho na área é só acessar Conteúdo para blogs e e-books.

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Venda da RBS em Santa Catarina: O furo tem dono

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Já ouvi e participei de muitas conversas que discutem se o furo morreu com a internet, com as redes sociais e com as empresas e instituições com seus próprios canais de comunicação direta com o público. Morrer não morreu, mas ficou cada vez mais difícil furar a concorrência que não seja com investimentos na reportagem em busca de fatos e abordagens inéditas e exclusivas. Por isso, quando acontece um furo é importante que ele seja devidamente creditado.

Este é o caso da venda das operações do Grupo RBS em Santa Catarina, oficializado na tarde desta segunda-feira (7) por meio de uma videoconferência com os antigos e novos donos para os funcionários das TVs, jornais e rádios, além da publicação de um comunicado oficial no site corporativo da empresa gaúcha. O que se confirmou hoje foi dado com exclusividade no dia 5 de fevereiro pelo jornalista Paulo Alceu, então no Grupo RIC (âncora da RICTV Record e colunista no Notícias do Dia), em sua conta no Twitter.

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A informação correu, claro, agitou o mercado. Mas Paulo acabou apagando o tweet no decorrer do dia e não deu maiores informações no ND Online como prometia no post. Apesar de ter continuado a tratar do assunto em trocas de tweets com seus seguidores, muitos criticaram a atitude do jornalista e cravaram uma barrigada histórica do veterano profissional. De quebra, a RBS publicou um “comunicado” de duas linhas em seu site desmentindo a informação.

No dia seguinte, na edição do fim de semana do Notícias do Dia, Paulo escreveu:

A nota polêmica

Nessa sexta-feira, abordei nas redes sociais que a RBS teria concretizado a venda de suas operações em Santa Catarina para o empresário Lírio Parisotto. Pela relevância do assunto, a afirmação gerou desdobramento e muita polêmica, resultando em um desmentido da empresa. A RBS garante que o grupo não vendeu suas operações de rádio, televisão e jornal em Santa Catarina e que segue operando normalmente. A missão de um jornalista é a informação. A notícia que divulguei pode ser interpretada como precipitada. Entretanto, é comentário corrente nos meios empresariais catarinenses, principalmente no segmento da comunicação, que realmente as negociações existem, envolvendo, como revelei, o investidor Lírio Parisotto juntamente com um grupo do centro do país que opera uma rede de farmácias e um laboratório de genéricos. Especula-se que seria o laboratório EMS, do empresário Carlos Sanchez. Acrescente-se a isso, que o consultor técnico da nova organização, que se chamaria Vanguarda, seria o empresário e executivo ex-Rede Globo, Jose Bonifácio, o Boni. Evidente que um negócio de dimensões grandiosas deve ser tratado com os devidos cuidados, então vamos aguardar com atenção o desenrolar dos fatos. O tempo é o senhor da razão.

Do que escreveu o colunista, apenas a informação sobre a participação de Boni não se confirmou. E amanhã, na edição do Diarinho, jornal de Itajaí, Paulo Alceu contará em detalhes como chegou até a informação sobre a venda. A conferir. Mas antes, o justo registro para o autor do furo do ano.

E tem mais

Sobre a venda da RBS, fiz o registro no Facebook e repito aqui:

“Internet” não aparece no comunicado da RBS sobre venda. “Digital” aparece uma vez quando citam o e.bricks. As operações na área em SC – clicRBS e hagah – já tinham sido descontinuado e vendido, respectivamente, e os esforços no meio digital se concentraram e se concentram no DC e nos demais jornais. Ainda assim, mesmo incluído na plataforma jornal, faltou uma menção ao desempenho no meio digital.

Ainda sobre o assunto, recomendo a leitura da análise feita pelo jornalista e professor Rogério Christofoletti no site ObjETHOS:

Quem ganha com a venda da RBS em Santa Catarina?

Um novo modo de consumir notícias, por @ericmessa no @meioemensagem #LinkRecomendado

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Eric Messa, coordenador do Núcleo de Inovação em Mídia Digital da FAAP/SP, assina ótimo artigo no Meio & Mensagem sobre a perda de leitores no meio impresso, do qual destaco o seguinte trecho:

“O jornal, por exemplo, vem perdendo leitores pois, independentemente da idade, quase ninguém mais tem aquele hábito antigo (característico do jornal) de fazer uma leitura tranquila pela manhã, antes de sair para o trabalho. O mercado acelerou o ritmo do homem. Hoje já acordamos trabalhando. Tem gente que acorda e imediatamente já está respondendo ao WhatsApp do trabalho, mesmo antes de sair da cama.

Vou além, se não temos mais tempo para ler um jornal impresso, quem consegue, em meio à correria do nosso dia a dia, parar por cerca de uma hora para ler com calma um portal de notícias? Minha hipótese é a de que está diminuindo o número de pessoas que acessam a página de entrada dos sites de notícias.

Nem por isso as pessoas andam desinformadas. Não é essa minha conclusão. Apenas o comportamento delas que mudou. As pessoas continuam consumindo notícias, mas ao longo do dia, de forma fragmentada, por meio das redes sociais.”

Leia o artigo completo no Meio & Mensagem e confira a lista de apontamentos usados por Messa para comprovar sua hipótese.

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Ainda dá para criar novos usos para redes sociais?

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Publiquei hoje esta foto brincando com a ironia de tomar água num copo que diz “beba Coca-Cola”. Curti a ironia e mais tarde também relacionei a imagem com uma questão que sempre gostei de abordar e de provocar meus colegas jornalistas: criar novos usos sobre ferramentas online, principalmente redes sociais, mais ou menos como tomar água num copo da Coca-Cola.

Fiz muito isso durante minha carreira, especialmente quando fazia do meu blog Coluna Extra um laboratório para testar possibilidades de inovar e agregar elementos ao conteúdo digital. E em quase todas as palestras que ministrei, quando o assunto era jornalismo e redes sociais, dava um jeito de incentivar esta visão com uma lógica simples e uma defesa pelo papel do “editor de redes sociais”:

Ter uma conta no Twitter ou no Facebook não é um diferencial. Diferencial é o modo como o jornalista utiliza as mídias sociais para gerar conteúdo e entregar um material jornalístico mais encorpado para o leitor. Gerar conteúdo é diferente de navegar pelo Twitter e Facebook para encontrar pautas e publicar como notícia pura e simples em sites e blogs.

O Twitter é um exemplo dessa ideia de reinvenção, a começar pelo próprio modelo do site que acabou sendo transformado pelo conteúdo que os usuários começaram a publicar. Fiz muito post de curadoria usando ferramentas variadas em ocasiões como convocação de Seleção Brasileira, entrega do Oscar e cobertura cidadã de tragédias como enchentes em Santa Catarina.

Avaliando o atual cenário, vejo que muita coisa mudou. E já não parece haver mais gás nem espaço para pensar em novos usos para redes sociais. A “culpa” é fatiada entre os usuários e as redes. O Facebook, além do domínio do mercado, mas principalmente com as páginas, meio que bitolou todo mundo. Parece já bastar ter a página ou um grupo e neste embalo, pouca coisa se reinventa.

Até o WhatsApp, considerando o aplicativo como uma rede social e que teria potencial para que novos usos pudessem ser criados, corre o risco de cair na mesmice pela forma como vem sendo usado – só como canal de contato público-veículo.

Há casos de envio de informações como faz o Sou Avaiano, mas ainda pouco se explora a função “Transmissão”. Igualmente se ignora o potencial do áudio, que tende a dominar no uso do aplicativo na criação de conteúdos especiais. Por exemplo, o comentarista esportivo de um site poderia enviar diariamente, via “Transmissão”, uma mensagem em áudio, com patrocínio na assinatura do produto, falando de um jogo ou de uma notícia relevante sobre os times da cidade.

Quem vai tomar essa água?

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Google recomenda que publishers conheçam melhor os usuários de suas plataformas digitais

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Aconteceu em São Paulo nos dias 9 e 10 deste mês a Conferência International News Media Association (INMA), evento que contou com a participação da Folha de S.Paulo, do Estadão, de O Globo e da Zero Hora, além de palestrantes convidados de veículos como El País e New York Times. Quem também falou no evento foi Jason Washing, diretor de parcerias estratégicas para publishers de news e local media do Google, que mandou esse recado que está no título da reportagem publicada no site da ANJ (Associação Nacional de Jornais). “Como o nosso conteúdo atinge os leitores e como eles reagem? Estamos utilizando a forma correta?”, questionou. “É preciso ter uma equipe que faça pesquisas, para que seja possível criar estratégias de atuação nas plataformas digitais”.

Leia o texto completo no site da ANJ.

Ainda sobre a conferência, leia ainda no site da ANJ:

El País segue estratégia de expansão internacional

Educação é o segredo coreano e uma oportunidade editorial

Dados são fonte de conteúdo e de economia

Editores brasileiros pregam fortalecimento do jornalismo na INMA 2015

Prepare-se para o futuro sem medo, recomenda consultora

Jornal centenário cria laboratório para desenvolver novos produtos

“Quem não evoluir vai morrer”, adverte diretor do maior jornal colombiano

Empreendedores defendem novos modelos de atuação dos publishers

Presidente da INMA reafirma fé na mídia impressa, mas defende inovações

“Acreditamos que estaremos entregando um produto consistente e inovador”, diz gerente digital do DC

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O Diário Catarinense, jornal do Grupo RBS, estreou nesta segunda-feira (26) um novo posicionamento editorial, retomando a cobertura estadual como seu carro-chefe. No impresso, as mudanças foram pontuais, com destaque para a nova marca, enquanto no digital houve uma reformulação completa do produto. Novo layout, novas editorias, nova organização do conteúdo, com desafio e objetivo bem definidos, como diz a gerente digital do Diário Catarinense, Gabriela Silva, em entrevista ao Primeiro Digital. “Os catarinenses apreciam a boa informação e as boas plataformas digitais”, diz. “Sempre que temos boas iniciativas, o retorno é muito positivo e é por isso que apresentamos o projeto do DC ano 30 com tanta crença”.

Leia a entrevista a seguir.

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O modelo dos portais se esgotou?

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Ainda sobre a reestruturação do Terra, reportagem do Meio & Mensagem, com base em análise proposta pela pesquisadora Ana Brambilla, reúne dados e questiona o modelo de portais. “A decisão do Terra de focar em curadoria e conteúdo levanta algumas questões sobre o enfraquecimento de sites com formatos tradicionais”, diz a reportagem.


Leia conteúdo completo no Meio & Mensagem.

Veja também:

Em menos de um ano, Terra muda foco e adota novo modelo

Terra reestrutura negócio com corte de 80% da redação e fechamento de sucursais

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Brasil perdeu oito jornais em seis anos

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Com o fim do Brasil Econômico, anunciado nesta semana (última edição circula sexta-feira), são oito jornais fechados em seis anos, de acordo com levantamento do Meio & Mensagem.

Leia a reportagem completa no site do Meio & Mensagem.

Opine: O que está por trás do fechamento de jornais impressos?

Leia também:

Há luz no fim do túnel dos jornais impressos?

“Não há saída para o jornalismo impresso”, afirma pesquisadora

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