Do El País: Facebook prioriza conteúdo produzido na própria plataforma

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Há alguns meses a presença dos meios de comunicação na rede social diminui. Cai tanto a participação dos usuários com links quanto o alcance das notícias que os meios publicam em suas páginas, segundo várias pesquisas. Essa queda coincide com a mudança do algoritmo e com o auge dos vídeos nativos, publicados na mesma plataforma da rede social, em especial dos transmitidos ao vivo.

Não são as únicas novidades. O Facebook, em sua tentativa de manter os usuários o máximo de tempo possível no serviço, lançou no ano passado o Instant Articles, ferramenta que permite ao usuário ler notícias dos meios de comunicação sem sair da plataforma. O objetivo é concentrar o tráfego dentro da rede social. E põe os meios de comunicação diante de um dilema inédito: para melhorar a distribuição de seu conteúdo precisam publicá-lo na página de um terceiro.

Leia o texto completo no El País.

O assunto do ano

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Chegando ao fim de 2015, reuni neste post os dez assuntos que apareceram aqui no Primeiro Digital no decorrer do ano e que considero como os mais importantes e relevantes também por apontarem tendências e caminhos para o meio digital. Não foi um ano fácil, mas pela lista dá para ver que foi um ano movimentado para o bem ou para mal do mercado. Ainda pairam dúvidas sobre para onde vai o jornalismo em geral, tendo o digital como protagonista tal e qual em um faroeste: ora como o bem-vindo pistoleiro que chega e resolve todos os problemas, ora como o estranho forasteiro que representa uma ameaça.

Veja a lista dos dez assuntos selecionados:

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NYT revela eficiência do Instant Articles e amplia debate sobre o Facebook na distribuição de notícias

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A primeira análise feita pelo jornal norte-americano The New York Times (NYT) sobre a funcionalidade do Instant Articles, do Facebook, indica que a ferramenta demonstra maior potencial para engajar os leitores do que as publicações regulares do jornal na rede social. O estudo do NYT, feito a partir de uma pequena amostra, detectou que, comparados às postagens feitas a partir do seu próprio site, os textos publicados na rede social via Instant Articles registraram 3,5 vezes mais compartilhamentos, geraram o dobro de likes e foram comentados até cinco vezes mais.

Leia a notícia completa no site da ANJ.

Instant Articles do Facebook chega ao Brasil; veja a lista de quem já aderiu

Vídeo

Saiba mais sobre os Instant ArticlesUma nova ferramenta para veículos de mídia publicarem reportagens de maneira rápida e mais interativa no Facebook.

Posted by Facebook Media on Segunda, 30 de novembro de 2015

Informação da assessoria de imprensa do Facebook:

O Facebook lança nesta terça-feira os Instant Articles na América Latina, uma maneira para oferecer às pessoas uma experiência ainda mais rica e rápida para ler notícias nos dispositivos móveis – além de uma ferramenta nova que permite aos veículos de comunicação levar histórias interativas para os leitores pelo Feed de Notícias do Facebook. Agora, cerca de 40 organizações de mídia vão começar a usar os Instant Articles no Brasil, Argentina, Chile, Colômbia e México.

Conforme mais pessoas acessam notícias em seus dispositivos móveis, queremos transformar esta experiência para que ela seja mais rápida e rica no Facebook. Hoje, uma notícia demora cerca de oito segundos para carregar, o que é, de longe, o tipo de conteúdo mais lento na plataforma. Os Instant Articles fazem com que a experiência de leitura seja 10 vezes mais rápida em relação às matérias da internet abertas em dispositivos móveis. Uma série de recursos interativos permitem que os leitores ampliem o texto, explorem fotos em alta definição ao mover o celular, assistam a vídeos que são reproduzidos automaticamente enquanto leem uma notícia, naveguem por mapas interativos, escutem opções de áudio e até curtam e comentem partes específicas de uma matéria.

Os Instant Articles estarão disponíveis neste primeiro momento para algumas das principais organizações de mídia latino-americanas e norte-americanas de língua espanhola, como Telemundo. No Brasil, são elas:

Adoro Cinema

Bolsa de Mulher

Capricho

Catraca Livre

Esporte Interativo

Estadão

Exame

G1

M de Mulher

R7

Veja

Veja SP

Leia o comunicado do Facebook na íntegra.

“A audiência dos maiores publishers no Facebook caiu 32%… e isso é ótimo!” (@biagranja)

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Bia Granja, co-fundadora do YouPix, escreveu uma excelente análise sobre a queda de 32% na audiência dos 30 maiores publishers no Facebook desde janeiro deste ano. Ótima análise da Bia​ para reflexão sobre o uso do Facebook para gerar tráfego e o sobre o tempo que passamos dentro da redes social em vez de sair por aí e explorar outros canais, fontes de conteúdo. Estou entre os que não acreditam mais na importância da home, mas numa boa edição e no uso de fontes variadas de distribuição do conteúdo. A ideia do Facebook centralizar ou querer centralizar o conteúdo da internet num único endereço cheira a naftalina: lembra internet 1995, com a vida digital associada a AOL, UOL…entrava lá e lá ficava no cercadinho. Esta fase já passou, não?

Do que escreveu a Bia, destaco os seguintes trechos:

O Facebook se tornou o principal gerador de tráfego dos sites no mundo todo. Em alguns deles, é responsável por mais de 60% das visitas. No Buzzfeed, veículo que já nasceu sob a lógica da web social, responde por 37% da audiência. Quem faz conteúdo e tem um analytics sabe do que estou falando, é só dar uma olhadinha aí pra comprovar que o Facebook se transformou no principal pilar de distribuição.

E daí vem essa notícia de que o tráfego dos 30 maiores publishers caiu 32% desde janeiro desse ano, somando os dados de desktop e mobile. E que entre os top 10, a queda foi ainda maior, de 42.7%. Quase metade da audiência.

(…)

A teoria mais comum sobre o motivo dessa queda é que o Facebook, todos sabem, está querendo forçar cada vez mais que a vida das pessoas aconteça dentro dos limites do seu wireframe. Já atingindo 1 bilhão de pessoas diariamente, a missão é cada vez mais concentrar todos os acontecimentos do mundo e de seus usuários na rede social.

(…)

Eu tenho mil ressalvas em relação ao Facebook e essa centralização absurda da experiência do usuário. Já fiz e faço inúmeras críticas ao Facebook por aqui, e volto a afirmar: é MUITO ZUADO, PREOCUPANTE E LIMITADOR que a experiência web das pessoas se reduza a uma rede social.

Leia o análise completa da Bia no site do YouPix.

giphy

Nota do Blogueiro: A Bia ilustrou sua análise com este mesmo gif como forma de mostrar na prática o que a queda na audiência significa. Tem algum tirando a bola na hora do chuto do Charlie Brown…que puxa!

Facebook negocia parceria do “Instant Articles” com jornais brasileiros

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“Segundo a Folha de S.Paulo, grandes veículos de comunicação do país, como Estadão, O Globo e a própria Folha já começaram a discutir a iniciativa com a Associação Nacional dos Jornais (ANJ)”.

Leia a notícia completa no Portal Imprensa.

Sobre o Instant Article:

Assusta, mas acordo do Facebook com veículos não é tão feio quanto parece

O Instant Articles do Facebook

New York Times deve oficializar nesta quarta acordo para publicar conteúdo direto no Facebook

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Assusta, mas acordo do Facebook com veículos não é tão feio quanto parece

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A quarta-feira 13 acabou e entre os assustados com o acordo do Facebook com veículos gigantes como New York Times, Guardian, BBC News e outros, sobreviveram todos. Até brinquei no Facebook escrevendo que o acordo via Instant Articles ou era aquela do se não pode vencê-lo, junte-se a ele ou era a turma do violino tocando enquanto o Titanic afunda. Mas não, realmente não é o Mark Zuckerberg com a máscara e a fúria do Jason arrombando a porta do jornalismo, ainda que a fama do dono do Facebook não seja a de bom moço.

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