Pelo jornalismo digital…

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Curioso o que fez a Folha de S.Paulo durante o fim de semana da votação do impeachment na Câmara dos Deputados. Em vez de abrir seu conteúdo, manteve o paywall e deixou o acesso liberado apenas para assinantes. Não era um momento de exceção? Não costuma ser uma estratégia comum entre veículos que fecharam o acesso ao conteúdo? Bati na porta da Folha algumas vezes no fim de semana por conta disso (e você?).

Diferentemente da Folha, a Agência Estado, do Grupo Estado, liberou o acesso ao Broadcast Político, seu produto premium, durante todo o final de semana para que os leitores acompanhasse a cobertura da votação. Boa iniciativa.

Ainda sobre a cobertura, destaque para o conteúdo do Nexo, que está se consolidando como uma ótima opção para quem busca informação aprofundada e muito bem apresentada. Boas análises e abordagens diferenciadas, assim como o site do El País Brasil, outra “ilha” no meio digital na cobertura do momento político caótico brasileiro.

E a votação do impeachment serviu de oportunidade também para o lançamento do site Os Divergentes. Trata-se de uma iniciativa de um grupo de profissionais tarimbados na cobertura política de Brasília, que estavam no Fato Online até a crise de gestão que detonou o site. No vídeo abaixo, os jornalistas de Os Divergentes explica o projeto.

Por fim, destaque para o trabalho das agências de checagem de informação. Lupa e Aos Fatos produziram informações que ajudaram a tratar o panorama do que vivemos no fim de semana. E checar informações nunca foi tão importante como agora, como mostra a reportagem da BCC que diz que na semana da votação do impeachment 3 das 5 notícias mais compartilhadas no Facebook era falsas.

Acompanhe o trabalho da Lupa e do Aos Fatos pelo Twitter.


Pioneira de fact-checking no Brasil lança agência de notícias e verifica as promessas para as Olimpíadas

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O Brasil chega ao ano olímpico com muitas promessas não cumpridas. Um prato cheio para jornalistas que se aprofundam na checagem de declarações públicas, ou o que ficou conhecido como fact-checking. É aproveitando o contexto da Rio 2016 que a equipe da Agência Lupa, iniciativa jornalística lançada em novembro de 2015, começa a apresentar seu trabalho e apostar na viabilidade de uma agência de fact-checking no Brasil. Em sua primeira matéria de fôlego publicada por um meio de comunicação, ela destrinchou a realidade por trás dos planos de investimento do governo para colocar o país entre os dez maiores medalhistas do mundo.

Leia a reportagem completa no site do Knight Center.

Confira também o recém-lançado site oficial da agência Lupa.

11 ferramentas para verificação e checagem de fatos em 2016

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Ainda que colegas, com razão, questionem a existência de agências especializadas em checagem de fatos até porque esta seria a premissa básico do trabalho jornalístico, não há como negar: veremos o segmento crescer nos próximos anos, começando por 2016.

O ijnet fez uma compilação que ajuda a entender o que está por trás da expansão das agências de checagem em contraponto ao número de boatos plantados com a ajuda das redes sociais.

Veja as 11 ferramentas no site do ijnet.

 

#CartaDoTemer vira oportunidade para agências de fact checking e novo jornal digital mostrarem serviço

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A terça-feira entrou para a história da política brasileira com a divulgação da carta escrita pelo vice-presidente Michel Temer endereçada à presidente Dilma e que traz críticas sobre a forma como ele acredita estar sendo tratado – “apenas decorativo” e desprestigiado.

Foram muitos memes. Mutos. Incluindo também “análises” bem humoradas como a do Marcelinho, um personagem popular entre o povo que curte zoeira na internet.

Mas a divulgação também foi uma boa oportunidade para agências de fact checking, que estão dando os primeiros passos no jornalismo digital brasileiromostrarem serviço. Tanto Lupa quanto Aos Fatos publicaram análises checando os episódios citados na carta para atestar a veracidade ou não do que disse Temer. Por sua vez, o recém-lançado Nexo Jornal publicou uma reportagem contextualizando cada um dos tópicos apresentados na carta.

Confira:

Agência Lupa: Agenda da vice-presidência desdiz Temer 

Aos Fatos: Em carta a Dilma, Temer se atrapalha com número de votos e fidelidade da própria sigla

Nexo Jornal: A carta de Temer a Dilma, contextualizada ponto a ponto

Nexo e Lupa

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A semana foi de novidade no mercado de jornalismo digital com a chegada do Nexo, site de notícias (ou jornal digital, como preferem seus criadores) que faz cobertura dos fatos do dia a dia com profundidade, contextualização e uso de recursos tecnológicos. “Nosso objetivo, desde o início, foi criar um modelo editorial capaz de produzir um conteúdo que seja acessível para um maior número de pessoas, por ser claro e explicativo, e também efetivamente rico, proporcionando contexto suficiente para subsidiar a formação de opinião”, explica Paula Miraglia, diretora-geral do Nexo, em declaração publicada no Meio & Mensagem.

Nexo também foca em entretenimento e serviço, sempre buscando explicar tudo nos mínimos detalhes. Visualmente é atraente e o conteúdo é de primeira, bem produzido pela equipe de 25 profissionais, incluindo nomes com passagem pelos principais veículos do país.

O que também chama a atenção é que Nexo não parece querer inventar a roda quanto ao modelo de negócio. É simples: neste período de lançamento, o acesso é gratuito. Depois, haverá a cobrança de assinatura mensal de R$ 12,00, o que ajudará a manter Nexo, mas também qualificar o público. Experimente Nexo e diga o que achou.

www.nexojornal.com.br

Outro destaque da semana foi o trabalho da Lupa, agência de checagem de fatos (ou fact-checking), em parceria com o site Reclame Aqui, que acompanhou e comparou preços durante as promoções da Black Friday. O resultado da parceria foi publicado no blog do Reclame Aqui e apontou absurdos como um produto que teve seu preço aumentado em 70% e ainda assim apareceu como “preço promocional” em uma site de vendas.

De acordo com a descrição na página da Lupa no Facebook, a agência faz parte de uma rede internacional de fact-checkers criada pelo Poynter Institute, nos Estados Unidos, e até 2019, estará abrigada no portal da revista piauí, um dos seus investidores. “Queremos elevar o custo das mentiras e exaltar as verdades. Verificamos não só o que é dito pelos políticos, como também por líderes sociais e celebridades. Testaremos slogans, lendas urbanas e outras informações de interesse geral”, explica a agência em sua descrição.

A Lupa é a primeira agência no Brasil a fazer este tipo de serviço de checagem. E este parece ser um nicho em franco crescimento aqui e em outros países, apontando um modelo de negócio viável para o jornalismo. E com abertura para segmentação, inclusive. A conferir.

www.fb.com/lupanews