Praticando a curadoria de conteúdo no Spotify

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Uns dois anos atrás, acho, fui entrevistado pela jornalista Sicília Vechi sobre curadoria de conteúdo a partir da experiência que tive no Rock SC, a videoteca das bandas de Santa Catarina que atualizei por 3 anos. Basicamente, era um projeto baseado em pesquisa e organização de clipes em uma única plataforma em vez de espalhados pelo YouTube com o propósito de ampliar a divulgação da produção musical do estado.

Lembro de ter dito para a Sicília que curadoria de conteúdo, na minha visão, tinha que ter um propósito e ser bem embalada. Acho que estava querendo dizer que tinha que ter um storytelling para se diferenciar de um amontado de prints para dizer que tal assunto repercutiu nas redes sociais.

Como estamos em quarentena e eu, como saudades de praticar meu conceito de curadoria de conteúdo, surgiu 31 Versões, uma curadoria de música que reúne no Spotify playlists com versões em português de grandes sucessos estrangeiros.

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@TuFloripa: A experiência de um canal no Instagram com foco hiperlocal

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Florianópolis completou 345 anos ontem (23) e a data marcou também o primeiro ano do TuFloripa, meu projeto pessoal que nasceu para servir de laboratório para testar uma plataforma, uma tendência e um modelo de produto digital.

Explico.

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Do Projeto Draft: Pequeno manifesto sobre o atual estado das coisas para quem vive de produzir conteúdo

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A concentração dos investimentos em mídia no Brasil sempre foi letal aos projetos independentes. A TV aberta fica historicamente com mais de 60% do bolo publicitário – e a TV Globo fica, sozinha, com mais de 70% dessa fatia.

Google e o Facebook entraram no jogo meia dúzia de anos atrás e não trouxeram inovação alguma a esse modelo. Ao contrário: eles o reproduzem à risca. Estima-se que o Google fique com 60% dos investimentos publicitários digitais no país, e que o Facebook fique com outros 10%. Ou seja: juntos, eles teriam a mesma fatia do bolo digital que a TV Globo tem no bolo da TV aberta.

E Google e Facebook entraram nesse jogo de forças e de concentração de dinheiro e poder com uma novidade duplamente letal para os publishers: ambos atraem a verba de marketing dos anunciantes utilizando a custo zero os conteúdos produzidos pelos mesmos veículos que os anunciantes deixaram de apoiar exatamente para poderem investir mais nos dois gigantes.

Ou seja: Os publishers ficaram com o custo da produção do conteúdo que Google e Facebook usam como combustível gratuito para as suas operações – nas quais não precisam investir um centavo para produzir uma linha dos textos que publicam nem para editar um minuto dos vídeos que veiculam.

Este trecho é apenas um dos pontos importantes destacados no manifesto escrito por Adriano Silva. Leitura mais do que recomendada.

Leia o texto completo no Projeto Draft.