“O Globo viajou” outra vez, mas não espalha

Padrão

Em outubro deste ano, o jornal O Globo teve que estampar na capa uma nota admitindo que uma informação publicada pelo colunista Lauro Jardim não era verdadeira. Na época, abordei no blog as responsabilidades quando este tipo de situação acontece, questionando a atitude dos veículos e de seus profissionais diante da gigantesca propagação alcançada por uma notícia “errada” (ou falsa) via compartilhamentos em redes sociais. Sem contar os comentaristas de internet que acabaram sendo feitos de bobos por O Globo.

Ontem, uma outra nota na coluna de Lauro Jardim no site do jornal carioca mais uma vez explodiu nas redes sociais. Dizia o título da nota: Eduardo Cunha viaja com a família para a Cuba para fechar 2015. Publicada no início da tarde de sábado e assinada por um dos repórteres da coluna, às 19h a nota ganhou uma atualização no pé do texto:

Continue lendo

A culpa dos passaralhos é da crise. Mas qual delas?

Padrão

“Nunca se leu tanto jornal”, diz a Associação Nacional de Jornais em sua nova campanha institucional.

“Você está demitido”, responde O Globo, em mais um passaralho que deixou cerca de 40 jornalistas sem emprego.

A culpa é da crise, dizem. Mas qual delas?

Econômica? Mas se temos tanta notícia “apesar da crise”, como pode ser só por causa dessa?

Do mercado? Só no mercado de mídia não tem “apesar da crise”…Ops.

Vai ver a crise está dentro de casa.

dog chasing tail

Crise de gestão?

Ou crise por falta de imaginação, de criatividade, de senso de oportunidade? Crise de identidade?

Quem pensa e faz diferente?

E o pessoal do comercial, cadê?

Pensa em abrir novos mercados? Ou está no “volume morto”, sem entender direito o que está vendendo (conteúdo e não plataforma) nem para quem está vendendo? Sabe com quem está falando? Vai em clientes diferentes ou sempre nos mesmos, todo dia, todo mês?

Um dia o queijo sai do lugar…

Sem jornalista, o slogan da ANJ já pode ser repensado: “Quem ainda vai ler jornal?”.

P.S.: A culpa é da internet…‪#‎sqn‬ (#sqn mesmo porque a campanha da ANJ do “Nunca se leu tanto jornal” vende o peixe de jornais multiplaformas, papel e digital).

Sobre as demissões em O Globo:

De Fernando Molica no Facebook

De Mário Morona no Facebook