Twitter completa 10 anos: ainda é relevante?

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Eu pergunto e eu mesmo respondo o título nesta data especial dos 10 anos do site de microblogs: sim, o Twitter ainda é relevante. Desde que o Facebook monopolizou as atenções, muitas dúvidas foram levantadas sobre a rede social dos 140 caracteres. A relevância foi apenas uma delas. Há outras, mais profundas, que incluem a estagnação no número de usuários e as mudanças internas que refletem no valor de mercado da empresa.

Na comparação com o Facebook, do ponto de vista do trabalho jornalístico, o Twitter sempre esteve em vantagem. A rede do Zuckerberg nunca ganhou funcionalidades capazes de conquistar “coraçõeszinhos” dos jornalistas. Tanto é que o esforço do Facebook neste sentido parece ser mais focado nas empresas de comunicação do que no profissional de comunicação – vide o Instant Articles.

Durante muito tempo repeti por diversas vezes que para mim seria sempre “Twitter + 1”. Ou seja, na hora de escolher uma rede social como aliada do trabalho de publicação de conteúdo relevante e de produção de conteúdo, o Twitter estaria sempre lá, junto com outra plataforma. Nunca o contrário. Seria sempre uma certeza. Ainda é? Para mim e para a maior parte dos usuários, sim. Palavra de quem deu uma espiada no que era “Twitter” em 2006 e voltou em 2007 para nunca mais sair.

Veja o post especial no blog do Twitter com alguns dos destaques desta primeira década.

 

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Jornalismo de repercussão

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Revirando a papelada aqui em casa encontrei uma anotação de 2014, quando ainda estava no Grupo RIC, com algumas ideias sobre a proposta de posicionamento do portal RIC Mais e do site do Notícias do Dia. Minha aposta era posicionar e diferenciar os canais sob o guarda-chuva do “jornalismo de repercussão”.

A inspiração veio da participação dos leitores nas áreas de comentários e na ferramenta de envio de conteúdo colaborativo – que também recebia mensagens com opinião também para outros veículos do grupo. Iríamos valorizar o público que já demonstrava apreço e fidelidade pelos canais da RIC.

Era uma ideia, na minha opinião, interessante, coerente e adequada para o momento. O Grupo RIC estava ainda construindo sua presença digital e longe da estrutura do principal concorrente, o Grupo RBS com o site do Diário Catarinense e com o g1.

Pensei até no mote de uma possível campanha:

A gente informa, você comenta.

Você comenta, a gente curte.

RIC Mais e ND Online:

Informação com repercussão.

Minha proposta não avançou e já não estou mais no Grupo RIC desde março. E hoje, quando reencontrei minhas anotações, fiquei pensando se ainda apostaria neste mote do “jornalismo de repercussão”. Sinceramente, gosto da ideia. Ainda me parece um caminho como diferencial.

Mas esta é uma visão do lado de cá do balcão. Por tudo o que se vem discutindo atualmente sobre comentários, a ideia está distante do comportamento do público de internet. A gente talvez não curtisse tanto. Seria preciso “refundar” a participação do público para que haja uma compreensão do importante papel que ele tem no jornalismo digital. Sem isso, nada feito. Melhor abandonar a ideia.