Hiperlocal de verdade não precisa “anabolizar” audiência

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O Jornal de Santa Catarina, de Blumenau, fez história no jornalismo catarinense. Junto com O Estado e A Notícia formou a trinca de jornalões que mais do que uma cobertura ampla, com sucursais nas principais cidades do estado, também ajudou a formar muitos dos melhores profissionais da nossa imprensa.

Tempos depois, vendido para o Grupo RBS, o jornal passou por profundas mudanças. O apelido Santa ganhou destaque na capa, o formato migrou para o tablóide e a linha editorial virou o foco para Blumenau e região. Virou um jornal hiperlocal e funcionou.

Por isso, sempre lamento quando vejo veículos como o Santa, com uma proposta clara de cobertura do que acontece na cidade onde está localizado, partindo para a “ignorância” em suas versões digitais com assuntos que nada tem a ver com a linha editorial. Vejam a sequência de tweets publicados na noite deste sábado (13).

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São temas relevantes? Sim, mas estão no Santa por que são relevantes ou por que é uma ação para “anabolizar” a audiência? Ou seja, publica-se tudo o que pode gerar acessos, mesmo indo contra o perfil do veículo. Aliás, prova de que esta é a intenção é que a página inicial do Santa destaca assuntos de Blumenau e não os de fora.

Não acredito neste tipo de opção de audiência pela audiência. Sou sempre a favor de seguir a linha com foco bem definido. Neste caso, sendo hiperlocal e abrindo quando houver realmente um tema relevante de fora, mas que tenha alguma re relação com o local. Eleições, atentados, epidemias… E isso tudo, de preferência, bem organizado, caracterizado como “conteúdo de fora” – um blog ou seção Mundo Brasil, por exemplo, e nunca misturado com as últimas do site.

Tem novidade no jornalismo digital de Blumenau

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Depois de deixar o Grupo RIC, o jornalista Alexandre Gonçalves lança na próxima segunda-feira (28) sua nova plataforma digital. Não, não estou falando de mim. O Alexandre Gonçalves que também deixou a RIC é outro. Estou falando do meu xará e amigo Alexandre Gonçalves de Blumenau, que encerrou recentemente seu vínculo com o Grupo RIC depois de quase 11 anos como gerente de jornalismo na RICTV Record da terra da Oktoberfest e agora está retomando o Informe Blumenau, seu antigo endereço na internet, mas com uma proposta diferente, mais ampla.

Boa parte do que vem por aí no novo Informe Blumenau é detalhada no vídeo do programa piloto que Gonçalves e o jornalista Fabrício Theophilo, que também participa do novo projeto, divulgaram nesta quarta-feira (23). A proposta é ser referência no conteúdo regional, independente, abrindo espaço também para a participação do público em geral e de personalidades da região convidadas para publicação de artigos. Na gestão comercial, a estratégia engloba a produção de vídeos patrocinados de empresas e entidades, como detalha Gonçalves no vídeo.

Há duas semanas, conversei com o Gonçalves aqui em Florianópolis sobre o projeto e gostei muito da proposta. Ele é um jornalista renomado em Blumenau, talvez o de maior credibilidade na cidade, e isto certamente irá contribuir para o sucesso do Informe Blumenau. Some-se a isso uma visão clara dos caminhos que podem ser tomados para viabilizar o projeto, com os pés no chão e com disposição para inovar, fazer diferente. Já estou contribuindo com o projeto prestando uma consultoria informal, mas também terei um espaço lá para escrever sobre jornalismo digital.

Sorte para o xará e para o Theophilo e que seja muito bem-vinda esta nova empreitada digital encampada por jornalistas.

Assista ao piloto e favorite o www.informeblumenau.com no seu navegador.

O outro Alexandre Gonçalves

A coincidência de nomes e de profissão entre a gente foi uma piada recorrente no período em que estive na RIC (julho de 2011 a março de 2015). Tipíca piada de standup, boa para quebrar o gelo nas apresentações que fiz em encontros regionais ou outros eventos do Grupo (só perdia para aquela que eu dizia que era da internet, mas não configurava e-mail). Mas muito antes, antes mesmo dos dois Alexandres se conhecerem pessoalmente, já rolava a confusão.

Escrevi sobre isso no Coluna Extra, em 2008:

Observando os dados do contador de acessos do blog, reparei que nos últimos dias um bom número de internautas chegou até o Coluna Extra procurando por “alexandre gonçalves” no Google (o link do Coluna Extra aparece em primeiro lugar). E como os dados indicam que os que fizeram essa busca são de Blumenau, cheguei a seguinte conclusão: o “alexandre gonçalves” que eles procuram no Google não sou eu, mas sim o Alexandre Gonçalves, também jornalista, coordenador de jornalismo e apresentador da RIC/Record de Blumenau.

Não é a primeira vez que me confundem com o xará de Blumenau: certa vez, um editor de um jornal aqui da capital ligou para a editora Empreendedor, onde eu trabalhava, querendo falar “comigo”. E depois que eu disse alô, ele já entrou naquele tom amigão. “E aí, há quanto tempo estás aqui em Floripa?”, perguntou. No que falei, ele percebeu a gafe e pediu desculpas.

Agora, a “confusão”, que trouxe visitantes para o Coluna Extra, tem mais um ingrediente: o Alexandre Gonçalves de Blumenau também tem um blog. Por isso, se você entrou aqui procurando pelo blog do apresentador da RIC/Record, o blog dele não é o Coluna Extra. O dele é o Informe Blumenau e o link é http://informeblumenau.blogspot.com. E se durante a visita ao Coluna Extra, ainda que involuntária, gostou do que viu, este Alexandre Gonçalves faz o convite: volte sempre.