Vá além do WhatsApp

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A jornalista, professora e pesquisadora Ana Brambilia compartilhou o post com a lista de dez assuntos que se destacaram em 2015 e fez uma observação interessante em sua postagem no Facebook:

Bela lista do Alexandre Gonçalves. Da minha parte, claro, noto que não consta na lista qualquer tema sobre colaboração no jornalismo. Será que:
(a) já se tornou commoditie?
(b) tentaram e não deu certo?
(c) passou a acontecer naturalmente pelas redes sociais?
(d) putz! o público? de novo?! pelamor…

Li o comentário da Ana e fiquei pensando a respeito. Será que deixei passar algum tema relacionado à colaboração? Pensei nas alternativas sugeridas por ela, mas acabei lembrando de um fator que está atropelando esta questão de colaboração no jornalismo: o “fator WhatsApp”.

Escrevi, em resposta à Ana, que o aplicativo deu uma embaralhada nessa história da colaboração. A ferramenta, ao que parece, basta para os veículos. E não tem muito de pensar em produto com estratégia, modelo. Divulgar o número é o suficiente. Falta até filtro. Basta lembrar o que aconteceu no dia em que a justiça bloqueou o aplicativo em todo o Brasil. Por exemplo, rádios sem outros canais de participação ficaram perdidas e sem as opiniões e informações dos ouvintes.

Ficar restrito ao WhatsApp é um erro. Manter canais próprios e estratégias para estimular a participação e utilizar informações que sejam fruto de colaboração direta do público são ingredientes que não podem faltar na gestão de produtos digitais. Isso ajuda a fortalecer os laços com os leitores/ouvintes/telespectadores, a gerar fidelidade e a construir pontes que tragam mais audiência. É uma forma de mostrar, enfim, quem é (ou deveria ser) o protagonista sempre: o público.

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Os assuntos mais buscados no Google em 2015

Vídeo

O Google está divulgando sua lista anual com os assuntos que mais procurados em 2015, tendo como introdução o vídeo acima, que dá um panorama geral do que foi o ano na internet.

Nas principais buscas feitas por usuários do Brasil, como curiosidade, assuntos globais aparecem em maior número que temas nacionais.

Veja em Explore os principais momentos do ano e as perguntas que eles inspiraram.

Na lista que mostram as buscas divididas por categoria, um prato cheio quem quer e precisa entender o comportamento de quem navega pela internet no Brasil, além assunto para boas divertidas conversas porque o que não falta também é busca bizarra. Ou entretenimento, como preferir.

Mas observando os dados com os cinco primeiros colocados de cada categoria, é interessante ver mais uma vez a internet como segunda tela. Menções à novela da Globo, Verdades Secretas, e seus dois protagonistas (Rodrigo Lombardi e Camila Queiroz) aparecem em quatro das 19 categorias.

E a força do Netflix está na categoria “Pessoas”: o primeiro lugar é narcotraficante colombiano Pablo Escobar, certamente por causa do sucesso da série Narcos, de José Padilha, estrelada por Wagner Moura. E por falar em streaming, na categoria busca por “Como Fazer”, atenção para o quinto item da lista: como fazer um canal no YouTube. É o público querendo ser ainda mais protagonista no universo digital.

Confira a página com as listas dos mais pesquisados em 2015 via Google Brasil.

Veja também a lista global.